Resident Evil – do pior ao melhor

Resident Evil tem quase 25 anos de história e ao menos um jogo lançado para cada um destes anos de existência.

Nesse período vários jogos icônicos e incríveis foram lançados, mas também tivemos alguns jogos que no mínimo foram de qualidade duvidosa.

Com o anúncio de Resident Evil 8, primeiro jogo da franquia que chegará parra a 9ª geração de consoles (PS5 e Xbox Series X), vale relembrar o caminho que Resident Evil já percorreu ao longo de tantos anos e com quase 30 títulos já lançados.

Confira nossa lista do pior ao melhor jogo da franquia Resident Evil!

26º Umbrella Corps (2016)

Umbrella Corps nada mais é do que uma aberração. Um jogo que foi anunciado no palco da Tokyo Game Show de 2015 como o presente da Capcom para os fãs pelos 20 anos de Resident Evil mas que em nada faz juz à franquia.

Um tiroteio frenético, de péssima qualidade e que em nada acrescenta à franquia. Não só é o pior jogo já lançado para a franquia, como talvez um dos piores games da 8ª geração de consoles.

25º Resident Evil: The Mercenaries 3D (2011)

Após o lançamento do modo “Mercenaries” em Resident Evil 4, e seu estrondoso sucesso como modo extra de Resident Evil 5, a Capcom decidiu lançar um stand-alone do modo para o recém-lançado Nintendo 3DS.

O resultado foi um bom passa-tempo, com diversos personagens e cenários, mas que por conta das limitações da plataforma e de algumas novidades em mecânicas ficou longe de alcançar o sucesso do modo extra de Resident Evil 5.

No fim das contas, Mercenaries 3D foi um título caça-níquel e que ficou esquecido na história da franquia por não agregar nada ao seu todo.

24º Resident Evil: Gaiden (2001)

Lançado para Game Boy Color na expectativa de penetrar no imenso mercado de portáteis, Resident Evil: Gaiden traz Barry Burton e Leon S. Kennedy como protagonistas em uma história que acabou sendo retirada do cânon da franquia. No jogo, Leon acaba o game infectado pelo vírus progenitor.

Apesar de algumas boas ideias, o game pecou muito na execução de mecânicas e não fossem pelos personagens e a trama envolvendo vírus, em nada lembra um Resident Evil.

É um dos games menos conhecidos da franquia e para muitos fãs permanece obscuro até hoje, quase 20 anos depois de seu lançamento.

23º Resident Evil: Survivor 2 (2002)

Mais um da grande lista de spin-offs canônicos, Survivor 2 é um dos jogos mais estranhos da franquia. Com visão em primeira pessoa o jogo foi lançado para PlayStation 2 e Arcades, onde era mais um dos inúmeros jogos da época que utilizavam a lightning gun como controle, a exemplo de games como Crisis Core e House of the Dead.

A trama do jogo, considerada parte da cronologia, leva o jogador para o pesadelo que Claire Redfield enquanto dormia no avião que ela embarcou na Ilha Rockfort com direção à Antártida, em meio à trama de RE CODE: Veronica X. Entre outras bizarrices, Claire enfrenta Nemesis, diversos inimigos com os quais ela cruzou na ilha em meio à uma jogabilidade limitada, com visuais fracos e uma história bizarra.

Mais um game esquecível da farnquia.

22º Resident Evil: Dead Aim (2003)

O começo da década de 2000 maltratou a franquia com inúmeros lançamentos no mínimo duvidosos. A Capcom optou por quantidade e por expandir a franquia, e entre esses títulos está Dead Aim lançado para PlayStation 2.

O game que alterna entre visão em primeira e terceira pessoa, coloca o jogador na pele Bruce McGivern e Fongling em um navio onde ocorreria leilão de diversas armas biológicas.

Apesar de ser parte do cânon da franquia, a história de Dead Aim encerra em si mesmo e pouco acrescenta para o âmbito global de Resident Evil. É um título divertido para ser jogado de forma descompromissada, mas nada além disso.

21º Resident Evil 6 (2012)

O mais ambicioso jogo da franquia, resultou em um dos maiores desastres. 4 campanhas, 4 estilos de jogo, 4 protagonistas, nenhuma coesão.

Não que Resident Evil 6 seja um jogo de todo mal, mas o fato de ele ter sido pensado em algo grande e variado demais fez com que o jogo não tivesse foco, e por conta disso suas mecânicas foram mal exploradas, confusas, repetitivas e não houve o devido cuidado em nenhuma de suas frentes.

Além disso, o personagem que foi introduzido para ser o herdeiro de Resident Evil e se perpetuar como um dos principais nomes da saga a partir de então acabou sendo um completo fracasso. Alguém ainda se lembra ou sente saudades de Jake Muller?

De positivo: uma campanha razoável de Leon S. Kennedy, um bom e infelizmente mal aproveitado personagem – Piers Nivans, e algumas cenas interessantes. De resto, Resident Evil 6 é um jogo esquecível e é a lição que a Capcom precisava para entender que a franquia nunca deveria ter desviado sua rota principal do Survival Horror.

20º Resident Evil: Operation Raccoon City (2012)

Com intenção de entrar no mundo dos jogos online, a Capcom em parceria com a Slant Six lançou Resident Evil: Operation Raccoon City. Mas mais do que voltado para o online, o jogo trazia de volta o icônico período que culminou na destruição de Raccoon.

No game, assumimos o controle da USS, mercenários da Umbrella enviados à Raccoon para encobrir o envolvimento da Umbrella no vazamento viral. Com cenários icônicos como a RPD, Hospital, Dead Factory e as próprias ruas da cidade, o jogo decepcionou por conta de inúmeros bugs na jogabilidade e por desvirtuar completamente a história da franquia.

Apesar de se tratar de um spin-off não canônico, o jogo foi muito criticado em sua campanha, mas angariou muitos entusiastas de seus modos online.

No fim das contas, o game representou um imenso potencial que nunca fora atingido, e foi mais uma decepção no coração dos fãs.

19º Resident Evil: Deadly Silence (2006)

Basicamente, Deadly Silence é o port do Resident Evil clássico para o Nintendo DS.

A grande sacada (mas nem tão grande assim) fica por conta da utilização dos recursos exclusivos do DS – a utilização das duas telas e a caneta Stylus para acessar menus.

Ele também conta com dois novos modo de jogo, um chamado Rebirth – que traz novos enigmas, animações e um modo totalmente novo; e o Master of Knifing – no qual a faca é controlada através da tela sensível do console e traz a perspectiva de visão em primeira pessoa.

18º Resident Evil: Survivor (2000)

Primeira experiência da franquia Resident Evil com câmera em primeira pessoa, Survivor conta com uma história bastante interessante que remete à uma das pesquisas e criações mais famosas da Umbrella: o Tyrant.

O jogo tem bem a pecada dos arcades de lightning pistol do fim da década de 1990, como Time Crisis. No PlayStation 1 era possível jogá-lo utilizando a NAMCO Pistol, acessório que teve certa fama no console da Sony.

Uma das grandes sacadas do game é ter diferentes caminhos – embora todos levem a praticamente o mesmo resultado. Mas o jogo pecou por possuir gráficos bem fracos mesmo para a época e por ter um gameplay bastante curto – cerca de 1h30 na primeira jogada.

17º Resident Evil: The Darkside Chronicles (2009)

Segundo título da sub-franquia Chronicles, este shooter on-rails leva o jogador a reviver os acontecimentos de Resident Evil 2 e Resident Evil CODE: Veronica – de forma não canônica, e adiciona um cenário inédito: Operation Javier.

Nele ficamos sabendo como Leon e Krauser se conheceram antes de RE4, em uma operação no coração da Amazônia para investigar o uso de armas biológicas com base no T-Vírus e no T-Veronica.

O game não teve tanto sucesso quando o primeiro jogo da sub-franquia Chronicles, mas garante muita diversão principalmente pela experiência de reviver os acontecimentos de dois dos mais clamados jogos da franquia.

Lançado inicialmente para Nintendo Wii, o jogo ganhou uma versão anos mais tarde para PlayStation 3 mas sem tanto brilho, já que um de seus principais atrativos era o controle de movimento do console da Nintendo que respondia bem melhor às mecânicas do que os analógicos do PS3 ou o próprio PS Move.

16º Resident Evil Outbreak 2 (2004)

Depois do sucesso do primeiro jogo da sub-franquia Outberak no PlayStation 2, Outbreak 2 chegou para dar continuidade na história do grupo de sobreviventes e sua luta parra escapar da cidade tomada por zumbis e armas biológicas.

Embora siga a mesma pegada do primeiro título, Outbreak 2 não fez tanto sucesso quanto o seu predecessor justamente por ser mais do mesmo. Embora o nível de desafio seja elevado e ele tenha novamente trazido a opção de jogo cooperativo online, seus cenários também não tem tanta inspiração quanto os do primeiro jogo.

Apesar disso o game é uma excelente pedida para os fãs de Survival Horror, e hoje em dia é possível jogá-lo online através de emuladores no PC.

15º Resident Evil Ø (2002)

Resident Evil Ø era prometido para o Nintendo 64 mas acabou chegando apenas para o GameCube. O jogo acabou pegando um pouco a onda do sucesso de RE Remake, e trouxe para o console da Nintendo a história antes da história.

Controlando Rebecca Chambers, o jogador vivencia o terror que se assolou sobre a equipe Bravo dos STARS antes do envio da equipe Alpha e posterior incidente da Mansão. Durante sua jornada Rebecca conhece Billy Coen, um ex-militar condenado injustamente à morte. Em meio à desconfianças ambos acabam cooperando pela chance de escaparem do terror com vida.

O game conta também a história de James Marcus, um dos fundadores da Umbrella e criador do T-Vírus. Na trama vemos como Marcus foi traído por Spencer e teve seu assassinato cometido por dois jovens que se tornariam ícones na franquia: Albert Wesker e William Birkin.

O grande ponto de inovação do jogo foi o sistema de troca de personagem. Billy e Rebecca possuem habilidades únicas e cabe ao jogador saber como usar isso a seu favor. Outra diferença é a ausência dos baús de itens. O jogador deve deixar itens espalhados pelo chão e ficar muito atento com isso pois há diversos pontos de não-retorno no game.

Essas novidades em mecânicas acabaram não agradando muito aos fãs de uma maneira geral. O jogo ainda ganhou uma versão remasterizada em 2016 para consoles da sétima e oitava gerações.

14º Resident Evil: The Umbrella Chronicles (2007)

Com a premissa de contar o fim da Umbrella sob a ótica de Albert Wesker, Umbrella Chronicles traz diversos cenários diferentes que não apenas recontam fatos já conhecidos da franquia como também adicionam justamente a ótica de Wesker sobre pontos obscuros da história.

Jogo de tiro em primeira pessoa sob trilhos, o game mexe com a nostalgia do jogador revivendo o Incidente da Mansão (RE1), o roubo do G-Vírus (The 4th Survivor), a Destruição de Raccoon (RE3), os acontecimentos do Ecliptic Express (REØ), além de acontecimentos que complementam essa história sob a ótica de Wesker, Birkin e até Ada Wong.

Vemos também como Jill e Chris foram atrás de uma instalação secreta da Umbrella na Russia para confrontar um dos homens-chave da companhia, e o quão isso foi determinante para que Wesker pusesse um ponto final na companhia, se vingando dela e de Ozwell Spencer.

O jogo é um prato cheio no quesito lore, e é um dos capítulos mais ricos de toda a franquia por apresentar muito do que aconteceu atrás das cortinas.

Lançado inicialmente para Nintendo Wii, o jogo ganhou uma versão anos mais tarde para PlayStation 3 mas sem tanto brilho, já que um de seus principais atrativos era o controle de movimento do console da Nintendo que respondia bem melhor às mecânicas do que os analógicos do PS3 ou o próprio PS Move.

13º Resident Evil 5 (2009)

O jogo que levou Resident Evil de vez para o mundo da ação. Lançado para PlayStation 3, Xbox 360 e PC, RE5 foi a conclusão de um importante arco na franquia. A morte definitiva de Albert Wesker é muito representativa para o lore de RE, e muitos fãs pedem até hoje a volta do vilão.

Bebendo bastante da fonte de jogos como Gears of War, Resident Evil 5 possui um gameplay coeso e bastante consistente, embora seja muito linear e bastante frenético ele caiu nas graças de boa parte dos fãs e durante muito tempo foi o game mais vendido da franquia.

Seu ponto alto sem dúvidas é a história envolvendo Wesker, as origens da Umbrella e o embate final entre o vilão e seu arqui-inimigo Chris Redfield, protagonista do jogo. Vale ressaltar também o sucesso do modo Mercenaries, que talvez tenha sido um dos modos extras de maior sucesso em toda história da franquia.

Apesar dos pontos positivos, parcela considerável dos fãs entende que o jogo fugiu muito das raízes da franquia, tornando-se um game de ação como muitos outros existentes no mercado e deixando de lado quase que completamente o Survival Horror.

12º Resident Evil 3 Remake (2020)

Depois do sucesso de público e crítica que foi Resident Evil 2 Remake, o caminho natural era que a Capcom lançasse Resident Evil 3 Remake, afinal a história dos dois games se passam de forma quase simultânea e eles representam o arco mais rico, icônico e aclamado da história da franquia.

Uma pena que a Capcom não demonstrou o mesmo capricho que teve no Remake do game anterior. Com um gameplay completamente linear, deixando de lado cenários, momentos e inimigos icônicos do RE3 clássico, o Remake decepcionou muita gente por não respeitar a essência do game original.

Apesar disso, ele é um jogo com gameplay e mecânicas que divertem o jogador e possui visuais incríveis e um excepcional trabalho de ambientação. Infelizmente esses pontos poderiam ter sido muito melhor explorados caso o game não fosse ridiculamente curto e fizesse com que Jill passasse por alguns dos cenários icônicos do game clássico, como a Clock Tower, Dead Factory e mais locais pelas ruas de Raccoon.

Você pode conferir nosso review de Resident Evil 3 Remake clicando aqui.

11º Resident Evil Outbreak (2003)

Lançado em 2003 para PlayStation 2, Resident Evil Outbreak é daqueles jogos que parecem ter sido lançados antes de seu tempo.

Trazendo tudo de melhor dos games clássicos da franquia, como o backtracking, elementos de exploração, Survival Horror, e muita tensão, o jogo coloca o jogador na pele de personagens do cotidiano de Raccoon, como um policial, uma garçonete, uma repórter, um segurança, entre outros.

Cada personagem tem habilidades únicas, e cabe ao jogador montar seus times e escolher aqueles que melhor se adaptam ao seu estilo de jogo.

O game ainda conta com um modo online, que aqui no Brasil nunca funcionou direito devido à limitações da nossa internet e também pela falta de servidores e suporte do PlayStation 2 no nosso país. Ainda assim foi uma mecânica inovadora na época, pois o ponto chave era a colaboração entre os personagens para superar os desafios do game.

Dividido em capítulos, Outbreak traz uma maior perspectiva da cidade de Raccoon durante o caos do T-Vírus, e é daqueles jogos que os fãs clamam por um remake ou ao menos um remaster.

Hoje é possível aproveitar os recursos online do game através de emuladores que garantem conectividade entre pessoas de diversos locais do mundo, ou até mesmo uma sala fechada entre você e seus amigos.

10º Resident Evil: Revelations (2012)

2012 foi um ano importante para a franquia, e era anunciado como o ano de Resident Evil.

Apesar disso, dois dos três lançamentos foram decepcionantes, quem se destacou positivamente foi RE: Revelations lançado inicialmente para Nintendo 3DS e que posteriormente ganhou ports para PlayStation 3 e Xbox 360.

O jogo traz de volta para a franquia a essência do Survival Horror e foca nesses elementos ao contrário de ir para o lado da ação.

Revelations destaca-se principalmente por esta volta ao Survival Horror e por sua história que é construída com base na clássica Divina Comédia, obra de Dante Alighieri. Além disso, o game traz a volta de Jill Valentine como protagonista em uma trama dividida em capítulos o que ajuda a aumentar o tom de suspense da trama.

9º Resident Evil 7 (2017)

Depois de um hiato de 5 anos sem títulos numerados, Resident Evil 7 foi o responsável por trazer a franquia de volta para sua casa, o Survival Horror.

Com uma história mais fechada – mas ainda assim ligada ao contexto geral da franquia, RE7 apresenta um novo protagonista, um novo agente viral (no caso um fungo), e inicia um novo arco na franquia.

Com visão em primeira pessoa – algo que dividiu os fãs, o game dá foco total no terror e no clima de suspense, deixando o jogador em uma posição de vulnerabilidade que talvez só tenha sido vista na franquia no capítulo de estréia em 1996. Aliás, RE7 bebe muito da fonte do jogo clássico e utiliza elementos e estruturas de narrativa que mais do referências são uma homenagem ao RE1.

Apesar das críticas de parte dos fãs à visão em primeira pessoa, o game foi um sucesso de público e crítica (e você pode ver nosso review aqui) e solidificou o caminho de volta de Resident Evil ao gênero que nunca deveria ter sido abandonado. O game foi lançado para PlayStation 4, Xbox One e PC, e será ponto de partida para Resident Evil 8, jogo que será lançado já para a nona geração de consoles.

RE7 também ficou marcado pela primeira aparição da RE Engine, que foi desenvolvida pela Capcom e elevou o aspecto visual do jogo com o uso da fotogametria que trouxe um realismo extremo para os visuais da franquia.

8º Resident Evil: Revelations 2 (2014)

Revelations 2 foi o primeiro título da franquia lançado em quase dois anos – um dos maiores hiatos dentro de RE. Após as duras críticas à REORC e especialmente à RE6, a Capcom resolveu para um tempo, reorganizar a casa, ouvir a opinião dos fãs e o resultado foi um jogo que agradou muito aos fãs, tanto pelo seu clima, quanto pela história e gameplay.

No jogo lançado para PlayStation 4, Xbox One e PC, o jogador controla 4 diferentes personagens em duas campanhas distintas. O jogo marca a volta de Claire Redfield e de Barry Burton à franquia, e apresenta Alex Wesker, uma das sobreviventes dos experimentos de Ozwell Spencer.

Assim como o jogo original baseia-se na obra Divina Comédia de Dante Alighieri, Revelations 2 baseia-se na obra do filósofo Franz Kafka, e os nomes dos 4 capítulos do jogo são uma referência direta à seus livros e também ao que os personagens passam durante sua jornada no game.

Revelations 2 é um dos jogos mais memoráveis da franquia, especialmente por seus acertos em mesclar referências de outros jogos, mecânicas modernas, survival horror e também uma história instigante e que faz o jogador querer ir até o fim do game para descobrir os seus segredos.

7º Resident Evil (1996)

O jogo que começou toda a história. Lançado em 1996 para PlayStation 1, Resident Evil moldou um novo gênero e foi o influenciador de algumas dúzias de jogos – não apenas suas sequências.

Embora o jogo tenha envelhecido mal no quesito de mecânicas, é obrigatório para todo fã experimentá-lo ao menos uma vez na vida para entender como tudo começou.

Seu impacto foi gigantesco no lançamento, e de certa forma uma surpresa pois foi um jogo de orçamento consideravelmente baixo. Parte de seu sucesso se deu por conta de sua atmosfera cinematográfica e sua história cheia de suspenses, cliffhangers e viradas.

É daqueles jogos que aparecem duas ou três vezes a cada geração, dado o tamanho do seu impacto e importância para a industria em geral.

6º Resident Evil CODE: Veronica X (2000)

Lançado originalmente para Dreamcast e posteriormente para PlayStation 2 com alguns adicionais importantes, RE CODE: Veronica é um dos jogos mais aclamados da franquia e traz algumas das grandes revira-voltas no quesito trama: a volta de Albert Wesker e com poderes sobre-humanos.

No game controlamos Claire Redfield em busca de seu irmão, Chris. Sua jornada a levou até a Ilha Rockfort, base da família Ashford – um dos fundadores da Umbrella.

Cheio de personagens memoráveis, inimigos icônicos, momentos impactantes e uma história extremamente instigante e cheia de suspense, o game marcou uma geração e foi um dos últimos grandes jogos a utilizar a mecânica de câmeras de ângulo fixo.

O jogo ainda ganhou versões remasterizadas para consoles da sétima e oitava gerações (PS3, PS4, Xbox 360 e Xbox One), o que foi ótimo para que os fãs mais novos tivesse oportunidade de jogar um dos melhores e mais impactantes games da franquia,

5º Resident Evil 2 Remake (2019)

Um dos jogos mais pedidos pelos fãs de Resident Evil ao longo de duas décadas. Resident Evil 2 Remake foi a realização do sonho de muita gente e a Capcom não decepcionou de uma forma geral.

Com um imenso capricho e muito cuidado com a aura do jogo original, RE2 Remake foi o segundo jogo da franquia a utilizar a RE Engine mas dessa vez com visão em terceira pessoa.

Em um RPD cuidadosamente reimaginada, Leon e Claire revivem o pesadelo de escapar de Raccoon City em meio a seu envolvimento com personagens como Ada, Sherry, Irons, Annette, William Birkin e um inesquecível e amedrontador Tyrant que persegue o jogador durante todo o tempo.

O único ponto negativo fica por conta da repetição entre os dois cenários. No jogo original, os caminhos de Leon e Claire nos cenários A e B são completamente diferentes, já no Remake muita coisa acaba se repetindo, o que infelizmente fica como uma mancha e impede o jogo de estar no pódio de melhores jogos da franquia.

Você pode conferir nosso review completo e detalhado do game clicando aqui.

4º Resident Evil 4 (2004)

Poucos jogos foram tão influentes e mudaram tanto a indústria dos games como Resident Evil 4. Lançado inicialmente para GameCube e posteriormente chegando ao PlayStation 2 – o que culminou com a saída de Shinki Mikami da Capcom, o jogo acabou virando um dos maiores clássicos não apenas da franquia e da Capcom mas dos games em todos os tempos – ganhando inclusive remasterizações para praticamente todos os consoles existentes.

O jogo foi o primeiro a implementar a visão em terceira pessoa com a câmera sobre o ombro (mecânica copiada à exaustão por centenas de títulos), e trouxe muito mais ação para Resident Evil, mas ainda assim mantendo diversos elementos de survival horror.

Alçando Leon S. Kennedy ao patamar de queridinho da franquia, o jogo ainda hoje é considerado um dos melhores da franquia e está sempre na discussão dentre os mais influentes não apenas de sua geração mas de todos os tempos.

É um clássico instantâneo que fez a franquia mudar os seus rumos e também subir de patamar. O game é considerado por alguns fãs mais puristas como o “início do fim” do survival horror na franquia, já que depois dele RE5 e RE6 rumaram totalmente para o lado da ação.

Apesar disso, RE4 permanece com sua reputação inabalável e é um dos grandes expoentes da franquia.

3º Resident Evil 3: Nemesis (1999)

RE3 apresentou aos jogadores aquele que se tornaria o inimigo mais icônico de toda franquia: Nemesis.

Perseguidor implacável, Nemesis passa todo o game no encalço de Jill Valentine enquanto ela luta para encontrar um meio de escapar de Raccoon City antes de a cidade ir pelos ares.

O game narra os desafios de Jill em uma cidade completamente tomada por zumbis e outras criaturas. Também nos deparamos com os soldados da UBCS, os quais tem papel fundamental na trama, tanto para o bem quanto para o mal.

Com muito backtracking, alguns dos puzzles mais memoráveis da franquia, suspense, tensão do início ao fim, cenários icônicos e diversas cenas memoráveis, Resident Evil 3 foi a despedida da franquia numerada do PlayStation 1, e fez isso em grande estilo em um dos games mais amados pelos fãs e com certeza um dos mais importantes de toda a franquia.

2º Resident Evil Remake/HD Remaster (2002/2014)

Lançado inicialmente para GameCube em 2002 – e depois portado para o Wii, Resident Evil Remake durante mais de uma década foi um game exclusivo dos consoles da Nintendo, o que limitou o acesso dos fãs à ele – o que é uma pena já que se trata de um dos mais belos games da geração e um dos melhores REs já feitos.

Entretanto o clamor dos fãs foi atendido e 12 anos após o seu lançamento original a Capcom fez um trabalho primoroso de remasterização levando o game para consoles da sétima e oitava gerações (PS3, PS4, Xbox 360 e Xbox One). O resultado foi espetacular, já que os gráficos se mostravam belíssimos e os fãs finalmente poderiam experimentar o Remake do primeiro game da franquia em todo o seu explendor.

Reviver o Incidente da Mansão com o poder dos consoles mais atuais só deixou claro o que todo dono de GameCube e Wii já sabia: Resident Evil Remake é um jogo absolutamente incrível, e uma parada obrigatória para todo fã da franquia.

1º Resident Evil 2 (1998)

RE1 fez um sucesso que a Capcom não esperava, e o caminho natural era trabalha em uma continuação. E ela veio maior, mais completa e elevando tudo o que o game anterior havia feito – e até mesmo sendo mais acessível, pois contava com um nível de dificuldade mais moderado.

Resident Evil 2 narra a primeira aventura de Leon S. Kennedy e Claire Redfield na franquia – ele em seu primeiro dia como policial da RPD, e ela em busca de seu irmão desaparecido. Os dois unem forças para sobreviver e escapar da cidade com vida, e no caminho interagem com alguns personagens bastante peculiares e que impactariam enormemente suas jornadas.

Com muitos puzzles, backtracking, itens escassos e cenários incríveis como a RPD e o Laboratório Subterrâneo da Umbrella, Resident Evil 2 foi durante muitos anos o game mais vendido da franquia, e mesmo hoje após o lançamento de seu remake continua sendo um dos jogos mais citados quando o assunto é “o melhor de todos os jogos da franquia”.

Com equilíbrio na medida entre terror, ação, exploração, dificuldade e uma variedade ímpar de cenários, caminhos e uma imensa longevidade devido aos seus modos extras e diferentes formas de se atravessar os caminhos, o jogo é sem dúvidas uma aula de como um Resident Evil deve ser, e mesmo mais de 20 anos após o seu lançamento merece o topo da lista de melhores jogos da franquia.

Ceraldi

UX & UI Manager, Ceraldi se dedica (menos do que gostaria) ao Critical Hits e tentar cumprir seu papel de pai de família em meio à gatos, bacon, video games, séries, MCU, futebol e NBA.