Assassin’s Creed – do pior ao melhor

Assassin’s Creed se transformou rapidamente em uma das principais franquias do mundo dos games.

O primeiro jogo foi lançado em 2007 pela Ubisoft para PlayStation 3, Xbox 360 e PC, e deu início a saga que narra a guerra da Ordem dos Templários contra a Irmandade dos Assassinos.

Com ambientações em diversos períodos e localidades famosas da história como As Cruzadas, Itália Renascentista, Era dos Piratas no Caribe, Egito Antigo, Revolução Francesa entre diversas outras.

Em breve, um novo capítulo levará a franquia para a era dos Vikings Nórdicos em Assassin’s Creed: Valhalla, capítulo que será lançado em dezembro de 2020 para consoles da oitava e nova gerações. E não há melhor época do que esta para relembrar os jogos da franquia em uma lista que vai do pior ao melhor.

Não concorda com a lista? Não tem problema! Compartilhe conosco a sua lista no campo de comentários!

12º – Assassin’s Creed: Liberation (2012)

Lançado praticamente junto de Assassin’s Creed 3 e chegando inicialmente apenas para o PlayStation Vita, Assassin’s Creed: Liberation narra a saga de Aveline de Grandpré, uma assassina de origem franco-americana.

O jogo é interligado com AC3, e funciona quase que como uma DLC dele. Além das habilidades de Assassina, Aveline também passasse por uma escrava e também por uma jovem nobre, isso de acordo com suas necessidades. Dessa forma, o aspecto furtividade é essencial dentro do jogo devido à essa variedade de apresentações da protagonista.

Apesar disso, o jogo possui mecânicas bastante travadas, e apesar da história interessante acaba sendo um conteúdo que pouco impacta na história central da franquia. O jogo acabou ganhando uma versão remasterizada para consoles da oitava geração, mas pouco atraiu interesse do público.

11º – Assassin’s Creed: Syndicate (2015)

Não que AC: Syndicate seja ruim, longe disso. Ele apenas é um jogo sem a alma de Assassin’s Creed.

No comando dos gêmeos Jacob e Evie Frye, o jogador lidará com gangues nos distritos da Londres da era Vitoriana em meio à revolução industrial em mais um capítulo da eterna guerra entre Assassinos e Templários.

O jogo utiliza as bases de mecânicas e gameplay estabelecidas por AC: Unity, com um maior refinamento e menor quantidade de bugs, mas deixa de lado talvez a melhor novidade de seu antecessor: o multiplayer online e cooperativo.

Com uma história que é basicamente mais do mesmo, o destaque do jogo fica pelo seus incríveis visuais e pelo belo trabalho de ambientação da cidade de Londres.

Confira nosso review de Assassin’s Creed: Syndicate.

10º – Assassin’s Creed: Unity (2014)

AC: Unity tinha tudo para ser um dos melhores jogos da franquia Assassin’s Creed, infelizmente seus bugs e problemas de desempenho impediram ele de estar em um lugar melhor nessa lista.

Primeiro jogo ad franquia a chegar com exclusividade para a oitava geração de consoles, AC: Unity nos leva à Paris na época da Revolução Francesa e retrata personagens icônicos como Napoleão Bonaparte e a Queda da Bastilha.

Com uma boa história – mas um protagonista um tanto sem sal, Unity trouxe alguns conceitos muito interessantes em suas mecânicas, como uma movimentação de batalha e de parkour completamente repensadas e um destaque especial para seu modo online e cooperativo – que colocava até quatro jogadores para cumprir missões com altos graus de complexidade em que a coordenação das ações era fundamental para seu sucesso.

Outro destaque do game fica por conta dos momentos quem que o jogador é transportado para outras eras da história, como por exemplo uma frenética e incrível sequência durante a 2ª Guerra Mundial em Paris, no alto da Torre Eiffel e batalhando contra soldados e aviões nazistas.

Infelizmente o jogo ficou marcado por bugs sérios, muitos problemas de desempenho e isso fez com que seu real valor ficasse bem abaixo do potencial.

Confira nosso review de Assassin’s Creed: Unity.

9º – Assassin’s Creed (2007)

Lançado em 2007 para consoles da sétima geração, Assassin’s Creed foi o jogo que deu início a uma das sagas de maior sucesso na história dos games.

Baseando seu gameplay em descoberta de regiões e de pontos de interesse, furtividade e bastante exploração em um mundo aberto, o game narra a trajetória de Altaïr Ibn-La’Ahad, membro da Irmandade dos Assassinos na época das Cruzadas, em meados do século XIII.

Com uma história cheia de conexões e muito bem amarrada e ligada com o presente, o game traça uma narrativa que foi muito elogiada na época e que se tornou um marco para a Ubisoft, sendo referência para as sequências da franquia e também para demais games não só da empresa mas também de outras produtoras.

Suas mecânicas acabaram envelhecendo mal, e o ponto que o game recebeu mais críticas foi por conta da sua repetitividade e pouca variedade de missões. Apesar disso o game foi fundamental para o sucesso da Ubi e sua influência é sentida até hoje.

Confira nosso review de Assassin’s Creed.

8º – Assassin’s Creed 3 (2011)

Um dos jogos mais populares da franquia, Assassin’s Creed 3 narra o início de uma nova fase dentro da franquia, tanto em gameplay e mecânicas quanto em história.

O game narra a vida de Connor Kenway, um descendente de nobres europeus e de índios nativos Norte-Americanos. Sua história se dá em meio à revolução dos EUA e ele cruza o caminho de figuras como George Washington, em meio a momentos icônicos da história dos EUA como a Festa do Chá de Boston e o Grande Incêndio de Nova Iorque.

AC3 também marca a última aparição de Desmond Miles, personagem do presente que é o ponto que conecta todos os Assassinos mostrados nos games anteriores. O game mostra um último sacrifício feito por Desmond para salvar a humanidade de um evento cataclísmico que tinha potencial para iniciar uma era de extinção em massa no planeta.

Apesar de seu sucesso – muito devido a uma fortíssima campanha de marketing, o jogo ficou devendo principalmente por conta de novas mecânicas ainda não muito bem refinadas e de um protagonista que ficou muito aquém do carisma, importância e construção de Ezio Auditore.

7º – Assassin’s Creed: Rogue (2014)

Lançado como um “tapa-buracos” para a sétima geração de consoles no mesmo ano em que AC: Unity chegava ao PS4 e XONE, Assassin’s Creed: Rogue acabou não recebendo a atenção que merecia, tanto por parte dos fãs quanto por parte da própria Ubisoft.

No jogo controlamos Shay Patrick Cormac, um membro dos Assassinos que abandona a Irmandade após não concordar com atitudes do grupo e acaba se juntando ao outro lado da guerra: os Templários. É a primeira vez que controlamos exclusivamente um Templário em um jogo da franquia.

O game se passa alguns anos antes de AC3, e temos interações com personagens fundamentais no game como Haytham, Achiles, entre outros. O jogo também serve como ponto de ligação entre a trilogia das Américas (AC3, Black Flag e o próprio Rogue) com a nova fase da franquia iniciada em AC: Unity. Inclusive a ligação entre os jogos é de fazer a cabeça de qualquer fã da franquia explodir.

Apesar de um enredo muito interessante, as mecânicas do jogo acabaram sendo um pouco repetitivas, e ele ficou quase uma cópia de Black Flag. Como o foca da Ubisoft e dos fãs estava todo em Unity, Rogue acabou passando desapercebido para muita gente, mas é um jogo muito interessante – principalmente pelo seu enredo.

Confira nosso review de Assassin’s Creed: Rogue.

6º – Assassin’s Creed: Revelations (2010)

O derradeiro capítulo da história de Ezio Auditore, embora seja o mais fraco (ou menos incrível) da trilogia, ainda assim apresenta um desfecho digno tanto para Ezio quanto para Altair.

Em AC: Revelations, Ezio no auge de sua maturidade parte rumo ao Oriente em busca de respostas para o seu próprio  propósito e também para o propósito da Irmandade dos Assassinos. Ao chegar em Constantinopla, ele mantem-se envolvido na guerra entre Assassinos e Templários e agora vê um terceiro lado chegar nessa história: os Otomanos.

Isso é o pano de fundo para a busca de Ezio pelo legado de Altair. No game inclusive temos flashbacks que mostram diversos momentos da vida de Altair, incluindo a sua morte.

Depois de se aventurar em busca dos mistérios de Constantinopla e da Capadócia, Ezio acaba encontrando a biblioteca de Altair, um lugar lendário onde o mentor escolheu para guardar a Maçã do Eden e dar seus últimos suspiros.

Encontrar tal lugar foi o fim da jornada de Ezio como Mestre Assassino, pois ele entendeu que seu propósito foi cumprido e sua jornada à frente da Irmandade chegara ao fim.

O jogo acaba sendo mais do mesmo em relação a AC2 e Brotherhood, com algumas poucas novidades em mecânicas – como uma grande variedade de bombas. Seu foco está de fato na história, que merece destaque justamente por mostrar os momentos finais da jornada dos dois maiores ícones da franquia: Altair e Ezio.

5º – Assassin’s Creed: Origins (2017)

Após sofrer com o cansaço na franquia causado pela anualização dos lançamentos, o ano de hiato na franquia serviu para que a Ubisoft mudasse completamente o estilo de jogo, focando mais em mecânicas de RPG como evolução de habilidades, sets de armas e armaduras, criação e melhoria de itens, mudanças na navegação e também uma nova e muito mais potente engine, nascia assim Assassin’s Creed: Origins.

Ambientado no Egito da era Ptolomaica, AC: Origins é uma aula de história em meio a um vasto mundo com icônicas cidades como Alexandria, Memphis e  também uma breve mas fundamental passagem pela Roma de Julio César.

O jogo narra a história de Bayek e Aya, que por conta de uma grande perda partem em busca de vingança e se vêem no meio de um emaranhado conspiratório que levou-os às origens dos Templários através do grupo chamado Os Ocultos. Suas ações acabam culminando na criação de uma ordem de benfeitores chamados de “The Hidden Ones”, que nada mais são do que a origem da Irmandade dos Assassinos.

As mudanças fizeram bem à franquia, fazendo com que ela voltasse a ter um jogo bastante elogiado e que fosse um sucesso de público e crítica. Algumas das mecânicas de RPG implementadas no game careciam de um melhor refinamento, mas foi um sopro de novidade em uma franquia que dava claros sinais de desgaste.

No quesito enredo, Origins é dos melhores títulos da franquia. Não apenas por narrar o surgimento da Irmandade dos Assassinos, mas por sua ligação com a história do Egito Antigo e as diversas surpresas que acontecem ao longo da jornada de Bayek e Aya.

Confira nosso review de Assassin’s Creed: Origins.

4º – Assassin’s Creed: Odyssey (2018)

Com um novo caminho traçado para a franquia em Origins, AC: Odyssey chegou fazendo tudo que seu antecessor fez só que maior e melhor.

O jogo se passa por volta de 400 anos antes de Origins e nos leva para a Grécia no período da Guerra do Peloponeso que colocou Esparta e Atenas em lados opostos. A história conta a trajetória de Kassandra e Alexios, irmãos que foram brutalmente separados no início da infância e que trilharam caminhos bem diferentes. Entretanto, eles carregam dentro de si o gene de Leonidas, o líder dos lendários 300 de Esparta.

A odisséia dos dois irmãos os colocam em lados separados nesta guerra, e em meio à disputa entre Esparta e Atenas os dois vão lavar muita roupa suja e viver situações que os levarão ao coração de uma seita secreta que comanda não apenas os interesses da Guerra mas também toda a Grécia antiga.

O jogo melhorou todas as mecânicas de RPG implementadas em Origins, evoluindo questões como progressão de habilidades, equipamentos e com centenas de missões, além de uma campanha bastante longa (até mesmo um pouco arrastada em alguns momentos).

O jogo ainda conta com duas DLCs bem extensas e cheias de conteúdo, que somadas ao jogo principal garantem tranquilamente cerca de 60-70 horas de jogo, ou mais caso o jogador queira adquirir os melhores equipamentos lendários e upar as habilidades ao máximo.

Confira nosso review de Assassin’s Creed: Odyssey.

3º – Assassin’s Creed IV: Black Flag (2012)

AC3 iniciou uma nova fase na franquia, e um dos pontos mais elogiados do jogo foram as missões navais, então por que não fazer um AC focado justamente nesse elemento? Dessa forma surgiu Assassin’s Creed IV: Black Flag, jogo que coloca o jogador para viver uma aventura épica na pele do pirata Edward Keneway, e sua ligação com os assassinos acabou sendo quase acidental.

Com o game se passando na era de ouro dos piratas e cruzando com nomes como Edward Tatch, o Barba Negra, Black Flag se consolidou como um dos jogos mais queridos da franquia. O game, embora não tenha uma história tão “redondinha” quanto alguns dos outros da franquia, apresenta um gameplay cheio de mecânicas extremamente divertidas e com uma curva de aprendizado bastante suave.

A grande variedade de cenários e suas belezas, além de uma excelente mescla entre missões e batalhas navais, missões de infiltração em terra, sistema de armas eficiente e uma narrativa bastante coesa fizeram desse um dos games favoritos dos fãs. O jogo ainda foi o primeiro da franquia a chegar para a oitava geração, tendo também versões para os consoles PS3 e Xbox 360.

Edward Kenway também se destacou como personagem carismático e cheio de nuances, algo que foi bastante criticado em AC3 por ter um protagonista “sem sal” (Connor). Mas não só o protagonista de Black Flag foi memorável como diversos personagens que cruzam seu caminho. Com uma história um pouco mais leve que os jogos anteriores, Black Flag conquistou o público por conta dessa variedade de mecânicas extremamente bem executadas e por justamente trazer um tom um pouco mais leve à história do game.

Confira nosso review de Assassin’s Creed IV: Black Flag.

2º – Assassin’s Creed: Brotherhood (2009)

Muita gente trata Assassin’s Creed: Brotherhood como uma expansão de Assassin’s Creed 2, e a verdade é que é mais ou menos isso que acontece.

Lançado um ano após AC2, Brotherhood começa do exato ponto em que seu antecessor termina, e após trágicos acontecimentos vemos Ezio Auditore chegando a Roma para caçar os Borgia.

Brotherhood melhora e amplia tudo que seu antecessor fez no quesito de mecânicas, o jogo ficou com combate mais fluído, com missões mais variadas e diversas novas armas foram incluídas. O grande destaque fica por conta de Roma que é praticamente um personagem vivo no jogo, com dezenas de localidades icônicas, segredos escondidos em uma mapa bastante vasto e cheio de pontos de interesse e missões (mas sem ser maçante).

O game também retrata Ezio no auge de sua maturidade física e como Mestre Assassino. Ele inicia uma revolução em Roma através da Irmandade dos Assassinos, e contará com a ajuda de seus aprendizes para combater os Borgia e libertar a cidade.

Seu único escorregão fica por ser justamente muito parecido com AC2, também pudera: o antecessor de Brotherhood fez muito sucesso e é o grande expoente da franquia até hoje.

Confira nosso review de Assassin’s Creed: Brotherhood.

1º – Assassin’s Creed 2 (2008)

Pode-se dizer com tranquilidade que Assassin’s Creed 2  é a jóia da coroa da franquia. O segundo capítulo da saga nos apresenta Ezio Auditore da Firenze, e narra toda sua jornada de perda, dor, ódio e vingança ao longo de quase 20 anos de sua vida.

Nesse período a transformação de um adolescente mimado e rico de Florença, em um sabio, letal e engenhoso membro da Irmandade dos Assassinos. A evolução de Ezio em busca de vingança pela morte de sua família o leva para o centro de uma conspiração envolvendo os templários liderados por Rodrigo Borgia, homem que viria se tornar o Papa Alexandre VI.

Passando por locais como Florença, Toscana, Romanha, Vaticano e a inesquecível Veneza, o game é uma aula de história passando por localidades reais destas regiões, levando o jogador a um passeio divertidíssimo pela Itália Renascentista. E claro, retratar na época do Renascimento seria impossível sem citar Leonardo da Vinci, um dos maiores gênios que já viveram e que é um essencial personagem de apoio a Ezio durante toda sua jornada.

Em resumo, AC2 melhora tudo que seu antecessor havia feito, com uma grande história cheia de reviravoltas e muito bem construída, localidades belíssimas e uma navegação bastante aprimorada, grande variedade de missões e pouca repetitividade entre elas, histórias secundárias interessantes e que despertam o interesse do jogador, tumbas com puzzles intrigantes e desafiadores e mecânicas de batalha e stealth melhoradas.

Assassin’s Creed 2 sem dúvida é o melhor jogo da franquia, e mesmo mais de doze anos após seu lançamento ele ainda é um game espetacular e cativante.

Confira nosso review de Assassin’s Creed 2.

E você caro leitor, qual a sua lista do pior ao melhor de Assassin’s Creed? Conta pra gente aí nos comentários!

Este artigo não representa a opinião do Critical Hits como um todo, mas sim a do autor do texto.

Ceraldi

UX & UI Manager, Ceraldi se dedica (menos do que gostaria) ao Critical Hits e tentar cumprir seu papel de pai de família em meio à gatos, bacon, video games, séries, MCU, futebol e NBA.

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