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Doom Eternal – Review

A Bethesda e a id Software lançaram um dos melhores, senão o melhor jogo de tiro da década em 2016 com Doom, e a ideia de Doom Eternal é pegar tudo o que deu certo no primeiro e expandir a fórmula. Será que eles conseguem? No nosso review de hoje, analisamos todas as novidades trazidas pelo jogo.

Situado dois anos após os eventos de Doom, em Doom Eternal, a Terra foi dominada pelas forças demoníacas, que já exterminaram mais de 60% da população terrestre. A UAC não consegue oferecer resistência a esse inimigo, e para salvar tudo e todos, o Doom Slayer retorna com um novo arsenal de armas, auxiliado pela IA VEGA.

Para isso, ele precisa vencer os Sacerdotes do Inferno, e ele mata um dos três com certa facilidade, mas os outros dois são escondidos em algum lugar da Terra por Khan Maykr, o antigo líder da sociedade do Slayer. A sua missão agora é matar tudo o que você vê pela frente, incluindo os sacerdotes, e acabar com essa invasão.

E como acabar com ela? Na base do tiro, porrada e bomba, basicamente. Antes de começar o review de Doom Eternal em si, eu gostaria de ressaltar um detalhe: o jogo é bem difícil. Eu havia terminado Doom em 2019 na dificuldade mais alta sem tanta dificuldade assim pois queria rejogar o jogo no Xbox One, e pensei “bom, se eu terminei na maior dificuldade do anterior, vou começar na maior desse também porque eu sou O CARA”. Não foi exatamente uma boa ideia. Sério, Doom Eternal é bem mais difícil do que o seu antecessor. Se antes parecia que era você jogando Dark Souls com os inimigos, agora a coisa é bem mais equilibrada até mesmo na dificuldade padrão, “Hurt me Plenty”.

Logo de cara o jogo introduz uma série novas armas em relação ao jogo anterior (como o lança chamas), e também algumas mecânicas que demoravam mais tempo para você ganhar, como o pulo duplo, além de novas, como a corrida dupla para aumentar a sua agilidade.

O combate de Doom Eternal é realmente frenético e bem mais ágil do que o anterior, e ele possui uma grande diferença também: todo inimigo possui uma arma que é a certa para enfrentá-lo ou um ponto fraco que serve para você combatê-lo e se você não usá-los, você provavelmente vai ter dificuldades bem maiores contra eles.

Um exemplo disso é o Cacodemon, que agora toma bem mais dano caso ele engula uma granada, já que a pele dele é dura feito uma couraça, ou o Pinky, que também tem a pele dura, mas o ponto fraco fica nas costas. Certos inimigos não são derrotados a menos que você use essas brechas, como o Marauder e também os Doom Hunters, ou seja, é muito menos correr e atirar feito um maníaco e sim ter a arma certa para o inimigo certo.

Isso deixa o combate bem mais difícil, mas não menos ágil, pois por mais que você sofra com a escassez de munição, e isso vai acontecer bastante durante quase todo o jogo, você tem também bem mais usos de Serra Elétrica (que basicamente transforma qualquer inimigo em um balão surpresa de munição) para recarregar seus suprimentos quando necessário.

Outro ponto onde Doom Eternal parece uma evolução do seu antecessor é no tamanho das fases. Elas são GIGANTES. É sério, tem fases onde você vai ficar uma hora e meia ou até duas horas correndo, atirando, matando e destroçando inimigos, além de cumprindo os objetivos e procurando pelos segredos que elas escondem.

Nessas fases, você vai se alternar entre atirar, matar, destroçar e também fazer partes de plataforma e alguns quebra cabeças. As partes de plataforma apresentam uma grande evolução em relação ao jogo anterior, principalmente por causa as mecânicas de subir paredes, dash no ar e também das “monkey bars”, ou seja barras onde o Doom Slayer se balança e projeta para alcançar locais novos, e que eu carinhosamente apelidei de partes “Daiane dos Santos”, pois o protagonista do jogo mostra uma desenvoltura digna de ginasta.

Ainda que estas partes apresentem evolução, há algumas delas não tão intuitivas assim. Há momentos em que eu perdi a paciência de tanto cair no infinito e dar respawn com menos vida, já que nem sempre é possível ver de cara onde você tem que ir, ou que você tenha que reagir no meio de um pulo para conseguir chegar em certos lugares, ou tenha que atirar em pleno pulo para abrir algum lugar e assim cair nele, como num desenho animado.

Há também partes onde o Slayer precisa nadar para chegar em certos lugares, estas partes são de longe as menos dinâmicas do jogo, mas em geral são agradáveis, a menos que você tenha que correr contra a radioatividade, aí você que se vire.

Para completar, ainda há a caça aos segredos das fases, que envolvem colecionáveis, caças especiais num curto espaço de tempo e também salas da morte onde há toneladas de inimigos para você enfrentar e tentar sair vivo.

Tudo isso contribui para que a campanha de Doom Eternal dure bastante, e seja uma campanha praticamente tão boa quanto a do seu antecessor. O único ponto que eu não gostei dela realmente foi o chefe final. Infelizmente é um inimigo com 8 partes que você precisa destruir, e depois disso, você tem que destruir essas 8 partes de novo. O grande problema dele é que apenas algumas armas funcionam efetivamente contra essas partes, enquanto outras não fazem nem cócegas, e depois que você destrói uma dessas partes, ela não toma mais dano.

Fora esse detalhe do chefe final, que realmente é bem chato, a campanha de Doom Eternal é sensacional e vai agradar e muito os fãs do jogo anterior, pois mesmo no nível médio, você vai sentir dificuldade, vai ter que correr pra não morrer e suar bastante a camiseta, já que o jogo está constantemente colocando pressão em você para não se manter confortável.

Além da campanha em si, o jogo ainda conta com vários modos para o jogador se entreter quando terminar a campanha, como mapas refeitos para aumentar a dificuldade e conteúdo multiplayer. Apesar do multiplayer não ser bem a minha praia nesse caso, a ideia de um modo 2×1 onde um jogador controla o slayer e os outros 2 um dos monstros jogo é bem interessante, ou seja, há potencial para ficar em cima do jogo por muito tempo depois de ver o final do game.

Graficamente, Doom Eternal é um espetáculo. O jogo realmente está incrível no Xbox One X (console usado para fazer a análise) e nas 20 e poucas horas de campanha eu vi apenas um slowdown que foi num momento meio estranho, mas de resto foi ação fluída, pancadaria rolando na tela, toneladas de inimigo e nenhum travamento.

A trilha sonora de Doom Eternal é outro ponto fortíssimo do jogo. Além do metal de extrema qualidade que toca nas partes certas, o jogo ainda conta com músicas de ambiente muito bem pensadas, algumas bem macabras e outras que criam o clima de que você está num mundo hostil e que está pronto para te matar. Mais uma vez, nota 10 para Mick Gordon, compositor responsável pelo som de Doom Eternal.

Mas e aí, Doom Eternal vale a pena?

Doom Eternal é impressionante, pois ele adiciona um monte de novidades em cima da fórmula de sucesso de Doom e sucede nisso, trazendo diversão frenética, heavy metal de extrema qualidade, resultando num jogo que vai entregar horas e mais horas de pura diversão.

Os únicos pontos que eu não gostei tanto assim são as partes de plataforma do jogo, e também do chefe final, mas mesmo isso não estragou a experiência sensacional que o jogo oferece. Doom Eternal é facilmente um dos melhores jogos de tiro da história.

Review elaborado com uma cópia do jogo para Xbox One X fornecida pela Bethesda do Brasil.

Resumo para os preguiçosos

Doom Eternal é impressionante, pois ele adiciona um monte de novidades em cima da fórmula de sucesso de Doom e sucede nisso, trazendo diversão frenética, heavy metal de extrema qualidade, resultando num jogo que vai entregar horas e mais horas de pura diversão.

Os únicos pontos que eu não gostei tanto assim são as partes de plataforma do jogo, e também do chefe final, mas mesmo isso não estragou a experiência sensacional que o jogo oferece. Doom Eternal é facilmente um dos melhores jogos de tiro da história.

Nota final

90
Saiba mais sobre os nossos métodos de avaliação lendo o nosso Guia de Reviews.

Prós

  • Ação frenética e extremamente divertida
  • Jogo bem mais difícil do que o anterior, colocando constante pressão no jogador
  • Novas habilidades que se integram bem com as já existentes do Slayer
  • Inimigos antigos oferecem novas ameaças e métodos de serem derrotados
  • Fases gigantescas, cheias de segredos e conteúdo opcional

Contras

  • As partes de plataforma nem sempre são tão intuitivas assim
  • O chefe final do jogo é chato e cansativo
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