Phantom Blade Zero terá campanha de até 30 horas e dificuldades mais agressivas, revela diretor

Phantom Blade Zero terá uma campanha principal com duração estimada entre 25 e 30 horas, além de diferentes níveis de dificuldade que alteram o comportamento dos inimigos e dos chefes. As informações foram reveladas por Soulframe, diretor e criador do jogo, que também detalhou a estrutura híbrida da aventura e o processo de transformação de artes marciais em combate jogável.

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Com lançamento previsto para 29 de outubro de 2026, Phantom Blade Zero será o primeiro projeto AAA da S-GAME para consoles e PC. O estúdio, conhecido anteriormente pelo desenvolvimento de jogos mobile, está usando a Unreal Engine 5 para construir uma experiência ambientada em um mundo fictício inspirado na China da dinastia Ming.

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O jogo contará com 30 armas, cada uma com ritmo, alcance e mecânicas próprias. A proposta não é obrigar o jogador a alternar constantemente entre equipamentos: será possível terminar a campanha usando apenas uma arma. Até mesmo a espada de madeira, apresentada como um desafio, poderá ser usada durante toda a aventura.

Algumas armas terão características bastante incomuns. A Drunken Blade, por exemplo, deixa o personagem embriagado e faz a espada se mover de maneira mais imprevisível. Quanto maior o nível de embriaguez, maior será o poder do equipamento. As armas também funcionarão como diferentes respostas para obstáculos e tipos de inimigos, embora existam alternativas para superar esses desafios.

Apesar de ter sido comparado a jogos como Sekiro, Devil May Cry e outros Soulslikes, Phantom Blade Zero não seguirá um único gênero. A base será formada por elementos de RPG, incluindo missões secundárias, personagens não jogáveis e segredos descobertos durante a exploração. O design dos cenários terá influência de jogos Souls, enquanto o combate combinará combos rápidos e ação cinematográfica.

A dificuldade também terá impacto além do aumento de vida ou dano dos inimigos. Nos níveis mais altos, adversários terão comportamentos diferentes, novas habilidades e padrões de ataque mais agressivos. O modo 66 Days limitará o jogador a exatamente 66 tentativas, enquanto Hellwalker foi descrito como um desafio extremo até mesmo para parte da equipe de desenvolvimento.

Segundo Soulframe, cerca de 80% dos maiores desafios dos últimos quatro anos estiveram ligados à adaptação das artes marciais para um formato interativo. A equipe estudou filmes clássicos, o trabalho de Donnie Yen e técnicas ensinadas por mestres de kung fu. Um grupo interno ficou responsável por traduzir movimentos contínuos do cinema em sequências com pausas, comandos e transições adequadas ao controle do jogador.

A identidade do projeto é resumida pelo termo “Kungfupunk”, conceito que combina a tradição do kung fu com fantasia e elementos modernos. Embora o mundo seja profundamente ligado à cultura chinesa, a história foi estruturada em torno de temas universais, como amizade, amor, vingança e ódio. O resultado promete uma aventura que usa referências culturais específicas sem transformar esse contexto em uma barreira para o público internacional.

Com uma campanha de duração moderada, exploração, múltiplas armas e dificuldades que realmente mudam a forma como os inimigos lutam, Phantom Blade Zero parece apostar mais na variedade do que em uma experiência puramente baseada em combate. Essa combinação é o aspecto mais interessante do projeto: o jogo não tenta apenas reproduzir um gênero conhecido, mas organizar influências distintas em torno de uma identidade própria.

Eric Arraché
Eric Arrachéhttps://criticalhits.com.br
Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.