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Afinal, o plano de Eren realmente será concretizado em Attack on Titan?

Embora o mangá de Attack on Titan já esteja na sua reta final, cada novo capítulo da obra de Hajime Isayama tem provocado inúmeros debates dentro do fandom, principalmente pelo fato de que o desfecho da sua história ainda se encontra totalmente em aberto.

O TEXTO ABAIXO POSSUI SPOILERS DO MANGÁ DE ATTACK ON TITAN!

A partir do momento que Eren declarou o seu objeto de exterminar todos os humanos para além da ilha de Paradis, os fãs da franquia se dividiram em basicamente três grupos: aqueles que apoiam as atitudes de Eren, com a justificativa de que mesmo sendo algo cruel é a única forma de evitar que a ilha de de Paradis seja invadida; aqueles que condenam as atitudes do protagonista, pelo fato de que nenhum genocídio pode ter justificado; e aqueles que se encontram no meio-termo, entendendo os motivos de Eren ter tomado essa decisão, mas também concordando que foi uma atitude totalmente desproporcional.

Já dentro do mangá, também temos dois grupos formados, os apoiadores de Eren, conhecidos como Yeageristas, que através das ameaças e do medo estão impondo que a decisão tomada por Eren foi a melhor para a ilha, e o grupo formado por eldianos e marleynianos, que mesmo tendo as suas diferenças, estão juntos pelo mesmo objetivo de evitar o genocídio eminente.

No entanto, como o mangá continua sem dar indícios muito claros de como será o seu final, grande parte das discussões dos fãs está centrada justamente na possibilidade de termos um final inteiramente apocalíptico, ou se de alguma forma Eren conseguirá ser parado. Embora essa seja uma questão que apenas o próprio Isayama possa responder, se olharmos um pouco para toda a história da obra podemos perceber que muito provavelmente não teremos um final apocalíptico.

Dentre os diversos temas abordados desde o começo de Attack on Titan, três deles fazem parte da estrutura central dessa história: a Liberdade, o Nacionalismo, e o Ciclo de Ódio. Enquanto a liberdade tem sido a principal justificativa de Eren para todos os seus atos, o nacionalismo se faz presente tanto nas atitudes questionáveis de Marley como de Paradis, e o ciclo de ódio faz com que esses atos se repitam desde o começo da história desses dois povos.

Assim, com a problemática desses três temas sendo mostrada de forma bem clara na obra, podemos ter uma noção de como o autor enxerga as suas soluções. Na questão da liberdade, a forma que Eren está tratando esse conceito é no mínimo hipócrita, já que para obter a sua liberdade ele está a tirando de praticamente todas as pessoas. Especialmente nos capítulos mais recentes do mangá vemos esse tema ser abordado com bastante frequência pelos personagens.

Na questão do nacionalismo, o Império de Marley e os Yeageristas são dois ótimos exemplos de como essa ideologia pode cegar as pessoas com a justificativa de combater o inimigo externo, além de segregar e até matar todos aqueles que pensam diferente.

Por fim, romper o ciclo de ódio sem dúvida é uma tarefa extremamente difícil, mas nesse inusitado grupo de eldianos e marleynianos que estão tentando parar Eren, vimos como basta uma simples atitude para que esse ciclo comece a ser interrompido. Durante a sequência da fogueira no capítulo 127, após acusações serem trocadas de ambos os lados e até alguns socos, Gabi, uma personagem que ainda divide bastante o fandom, finalmente entendeu que para iniciar a resolução desse conflito era necessário que pelo menos uma das partes deixasse o seu orgulho de lado e reconhecesse os seus erros. Assim, ao pedir desculpas para Jean e para todos de Paradis pelas atrocidades cometidas por Marley, essa jovem garota conseguiu estabelecer a primeira ponte para que o diálogo possa acontecer entre essas duas nações.

Após tudo isso que foi apresentado, e levando em conta tudo que Isayama construiu para trabalhar da melhor forma possível temas tão complexos e delicados, simplesmente não faria sentido ter um final em que tudo isso é jogado fora apenas pelo pensamento egoísta de Eren. Ou quem sabe essa seja justamente a mensagem que o autor quer passar.

Criado por Hajime Isayama, Shingeki no Kyojin ou Attack on Titan, se passa em um mundo onde a humanidade vive em cidades rodeadas por gigantes muralhas para se proteger dos Titãs, criaturas gigantescas que possuem o único instinto de devorar humanos.

Enquanto o mangá já se encontra na sua reta final, as três temporadas do anime estão disponíveis estão disponíveis na Crunchyroll.

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