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Warcraft 3: Reforged – Review

Depois de quase duas décadas do seu lançamento original, a Blizzard liberou no último dia 28 de janeiro Warcraft 3: Reforged, a versão remasterizada de um dos jogos de estratégia mais importantes de todos os tempos, que basicamente consolidou as principais características e padrões do gênero RTS, e hoje vamos analisar no nosso review se ele vale a pena.

A influência de Warcraft 3 foi tão grande que dentro dele tivemos o surgimento do MOBA, com o famoso modo Defense of the Ancients, e mais recentemente no Dota 2 tivemos a popularização do gênero Auto Battle.

Assim, uma remasterização de Warcraft 3: Reign of Chaos e da sua expansão The Frozen Throne era algo que fazia total sentido, tanto para permitir que jogadores mais novos possam desfrutar dessa experiência como para melhorar alguns aspectos que eram consequências das limitações da época. Dito isso, o plano da Blizzard era manter intacta toda a estrutura de Warcraft 3, trazendo melhorias nos recurso de interface, na remodelação de unidades e estruturas, novas texturas, linhas de diálogos adicionais, novas cinematics e uma reorganização na campanha single player para que a história fosse contada de maneira mais coerente.

No entanto, embora a maioria desses elementos seja bem executo no jogo, é perceptível que o trabalho da Blizzard acabou sendo um pouco mais discreto do que os fãs esperavam. Os novos modelos são realmente muito bonitos, e se você é fã da franquia com certeza vai passar horas dando zoom em cada canto do mapa para perceber os detalhes nas armaduras dos humanos ou na textura da pele dos Orcs. Em contrapartida, os novos conteúdos que foram prometidos para a campanha não são tão abundantes assim, e basicamente é a história de Warcraft 3 contada da mesma forma.

Esse aspecto pode ser até nostálgico para os veteranos do mundo de Azeroth, mas também pode acabar afastando alguns novos jogadores pelo texto bastante expositivo e pelas missões um pouco repetitivas. De qualquer forma, se você já gosta do universo de Warcraft sem dúvida vai se divertir revivendo essa história e acompanhando icônicos personagens como Arthas, Thrall, Jaina, Sylvana e Illidan, principalmente pelo fato das expansões mais recentes de World of Warcraft terem se focado bastante nesses mesmos nomes.

Já sobre as tão prometidas cenas remasterizadas, elas infelizmente são bem menos empolgantes daquilo que os fãs esperavam. Talvez o exemplo mais gritante seja na cinematic do Expurgo de Stratholme, que no trailer é mostrada com vários cortes e um jogo de câmera focando bem nas expressões de Arthas, enquanto no jogo essa mesma cena acontece de longe com bem poucas animações dos personagens.

Partindo para os aspectos de gameplay, uma mudança que pode ser um pouco polêmica para os jogadores mais saudosos é alteração na interface, que não chega a ser algo muito significativo e tem como principal função deixar as informações mais claras, além de ser um pouco mais elegante. Também vale destacar que na parte da campanha o game está muito bem otimizado, com carregamentos rápidos, praticamente nenhum travamento e pouquíssimos bugs visuais.

Mas Reforged ainda deixa a desejar em alguns aspectos cruciais do game original, como o seu multiplayer e nos recursos da comunidade. Na semana de lançamento, além dos servidores ainda estarem um pouco instáveis, o matchmaking também parecia bastante lento, mas nada grave o suficiente que não possa ser resolvido pela Blizzard nas próximas semanas. Sobre os Jogos Personalizados, também existem problemas para entrar em algumas salas e o recurso de carregar um jogo salvo personalizado está temporariamente desabilidado.

Embora em outros jogos os modos personalizados possam parecer um adicional, no caso de Warcraft 3 esse é um elemento crucial da experiência do game, já que uma parte considerável dos jogadores acaba se divertindo mais nesses modos do que nas partidas normais. Fora isso, outros problemas ainda inundam os fóruns da Blizzard de reclamações, como a remoção do sistema de clãs, a retirada da opção de busca avançada dos jogos personalizados, o bloqueio de região e a fusão do antigo client com o novo.

Mais e aí, Warcraft 3: Reforged vale a pena?

Se você já é um grande fã do jogo original sem dúvida essa é uma experiência no geral aprimorada, principalmente no quesito de desempenho e no refinamento visual.

Para novos jogadores, Warcraft 3: Reforged também excelente porta de entrada para o mundo do RTS, ainda mais se você já está familiarizado em algum nível com os personagens do universo de Azeroth.

No entanto, talvez a maior falha da Blizzard tenha sido não priorizar um pouco mais os recursos que eram tão valiosos para a comunidade que manteve o Warcraft 3 original vivo por tanto tempo.

Review elaborado com uma cópia de Warcraft 3: Reforged para PC fornecida pela Blizzard do Brasil.

Resumo para os preguiçosos

Warcraft 3: Reforged sem dúvida é uma ótima experiência tanto para aqueles que já eram familiarizados com o jogo original, como para novos jogadores que desejam entender o motivo desse ser um game tão elogiado e que definiu padrões para o gênero de RTS. Os novos modelos e texturas realmente deixam o game mais palatável, assim como algumas pequenas mudanças de qualidade de vida. No entanto, muito do que foi prometido pela Blizzard acabou não sendo entrega da maneira que os fãs esperavam, principalmente na questão das cinematics, no aprimoramento do multiplayer e no suporte aos recursos voltados para a comunidade.

Nota final

70
Saiba mais sobre os nossos métodos de avaliação lendo o nosso Guia de Reviews.

Prós

  • O jogo está bem mais fluído se comparado com o original
  • A mudança de interface deixou alguns elementos mais claros
  • A remodelação e as novas texturas realmente deixaram o jogo como um todo bem mais bonito

Contras

  • As tão prometidas novas cinematics são bem mais simples que esperávamos
  • Ainda existem alguns problemas com os jogos personalizados
  • A trava por região pode deixar o matchmaking um pouco demorado
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