O gênero de filmes de Super Heróis está cada vez mais desenvolvido, e com todo mundo ganhando o seu filme standalone, era só questão de tempo para o Venom, um dos mais icônicos vilões do universo do Homem-Aranha ganhar o seu. Com o objetivo de contar um filme de origem sem a presença do seu rival aracnídeo, como será que Tom Hardy e o simbionte favorito do mundo se saem?

Atenção: este é um review sem spoilers de Venom, apenas com uma breve sinopse do filme.

Em Venom, acompanhamos a vida de Eddie Brock (Tom Hardy), um jornalista investigativo que nem sempre segue o bom senso, mas que vai ao fundo de suas investigações para fazer os responsáveis pagarem por seus crimes. Eddie está investigando o misterioso trabalho de um cientista, suspeito de utilizar cobaias humanas em experimentos mortais, e isso acaba levando-o a abrir portas que ele nem imaginava estarem abertas e a entrar em contato com Venom, um simbionte alienígena assassino que ele luta para controlar e impedir a destruição do mundo como ele o conhece.

Apesar de uma sinopse que promete bastante potencial para o filme, infelizmente Venom não consegue cumprir ao que ele se propõe. Um dos únicos pontos positivos da produção é a atuação de Hardy como Eddie, e mesmo assim ela não é o suficiente para transformar um filme que no máximo pode ser passável em algo realmente memorável.

Os primeiros 40 ou 50 minutos de Venom servem para desenvolver o começo da crise dos Simbiontes e as relações dos personagens entre si, e essa é a melhor parte do filme, e mesmo assim ela não chega a ser espetacular. Lá pela metade do filme, o ritmo da produção começa a acelerar bem mais e parece que a direção resolveu cortar alguns pedaços para que o filme tivesse cerca de duas horas de duração, mas parece que Venom iria se beneficiar de pelo menos mais uma meia hora de cenas para que algumas cenas não ficassem completamente sem explicação.

O principal problema de Venom realmente fica no script do filme, que parece ter sido mutilado pela edição, já que vários eventos do filme precisariam de uma explicação ou de algum tipo de desenvolvimento de personagens para que fizessem sentido, mas que, como estão ausentes, simplesmente fazem você se perguntar como eles se encaixam na história do filme.

As lutas de Venom também não são lá das melhores, seja quando ele está enfrentando soldados, seja quando Venom está encarando o outro simbionte do filme, Riot, elas parecem mais ter sido criadas no automático, sem nenhum grande clímax nem nada do tipo. Elas acontecem meio que sem começo e terminam meio que sem aviso de que vão terminar, realmente não parecendo com batalhas encontradas em outros filmes de herói da atualidade.

No fim das contas, o que temos em Venom é um filme que parece saído dos anos 2000, da primeira geração do Homem-Aranha, e que seria passável naquela época, mas que, em comparação com outros filmes da atualidade, acaba sendo bem inferior e até mesmo chato em alguns momentos.

Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.

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