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The Legend of Zelda: Link’s Awakening – Review

The Legend of Zelda sempre foi uma franquia que esteve no meu mural da vergonha gamer, afinal de contas, por mais que eu a respeite como série, eu nunca consegui terminar um jogo dela, nem mesmo A Link to the Past, que eu já fui até o final umas três vezes e acabei perdendo o save por razões diferentes. Tudo mudou, entretanto, graças ao remake de The Legend of Zelda: Link’s Awakening, que realmente merece a sua atenção.

The Legend of Zelda: Link’s Awakening começa com Link tendo sua viagem numa jangada interrompida e ele chegando à ilha de Koholint. Para sair desta ilha, Link precisa encontrar oito instrumentos lendários para acordar a divindade Wind Fish, e assim poder retornar para Hyrule.

A primeira coisa que vemos em Link’s Awakening certamente é a apresentação do jogo, e ela é simplesmente linda, de tirar o fôlego. Apesar do jogo contar com um estilo de arte infantil de bonequinhos fofinhos, os contrastes de luz e sombra e cores vivas que a Nintendo colocou neste jogo fazem ele facilmente ser um dos mais bonitos do Nintendo Switch.

Infelizmente, toda essa beleza tem um preço, já que em muitos momentos do jogo ele infelizmente acaba sofrendo de slowdowns, principalmente quando você está no mundo aberto e as coisas ficam muito movimentadas na tela. Felizmente, isto não chega a acontecer em momentos críticos do jogo, como nos chefes dele.

Para quem nunca jogou um Zelda bidimensional na vida, Link’s Awakening funciona da mesma forma como os jogos deste estilo se portam, ou seja, você avança pelo mapa e enfrenta inimigos em tempo real, explora cavernas e dungeons passando não só por monstros, mas também por quebra-cabeças que variam em grau de dificuldade.

Apesar do jogo ter um mapa que parece, a princípio, bem pequeno, Link’s Awakening vai fazer você gastar pelo menos umas 10 ou 12 horas para concluir o jogo, ainda mais se você decidir fazer os extras dele. Como comentamos acima, você precisa encontrar oito instrumentos para acordar o Wind Fish, e cada um deles encontra-se numa dungeon em específico.

Para acessar essas dungeons, você precisa encontrar a chave delas, e dentro delas você provavelmente vai acabar desbloqueando um power up que te dá acesso a novas áreas que você não podia acessar anteriormente. Desta forma, mesmo com um mapa relativamente pequeno, o jogo acaba rendendo bastante, já que há vários momentos em que você passa por algum lugar e não pode acessá-lo, mas depois de concluir uma dungeon em específico você pode voltar lá para acessar o que não dava anteriormente.

Além da campanha principal, The Legend of Zelda: Link’s Awakening ainda conta com algumas sidequests que servem para ajudar você em sua aventura, como aumentar o poder de ataque ou de defesa de link e também o número de bombas ou pó mágico que você consegue carregar.

Outra quest bem legal do jogo é a quest onde você ganha um item e vai trocando ele por outro com diversos NPCs do jogo, até chegar num item que vai ser útil para a sua aventura. Esta quest acontece mais de uma vez no jogo e provavelmente vai lembrar os fãs de The Office daquele episódio da Garage Sale da Dundler Miffin.

Nas dungeons em questão, que são os lugares onde você vai passar mais tempo no jogo, há bastante desafio e ainda que o jogo não seja realmente difícil, você provavelmente vai bater cabeça em alguns momentos com os puzzles ou até mesmo com um inimigo ou outro que seja um pouco mais complicado de se enfrentar.

Pensando nisso, a Nintendo espalhou uma série de dicas importantes pelo jogo, seja nas cabines telefônicas (e é bem engraçado quando você se encontra pessoalmente com o NPC que fala com você nelas) e também nas estátuas de pássaros que estão espalhadas por aí. Além disso, caso você esteja se sentindo perdido, é possível reler as conversas com os NPCs para ver as dicas que eles te deram de onde você deve ir em seguida.

Tudo isso contribui para que The Legend of Zelda: Link’s Awakening seja um jogo extremamente divertido, sendo este aquele tipo de jogo que você pega, joga horas e horas e não consegue largar, pois quer fazer “só mais uma dungeon” ou “só mais essa parte”. O jogo é realmente bem divertido e por mais que 60 dólares por um jogo seja um preço caro, ele acaba realmente valendo a pena.

Para completar, o jogo ainda conta com um modo de criação de dungeons, que não contribui em nada para a história, mas que faz o jogo render bem mais. Não é tão profundo quanto Mario Maker, mas é um começo.

Como eu comentei acima, graficamente o jogo é um verdadeiro espetáculo, mesmo que tenha slowdowns em diversos momentos, seja no modo dock, seja no modo portátil. A trilha sonora do jogo é bem legal também, e provavelmente vai deixar você com o tema principal do jogo na cabeça mesmo quando você não estiver jogando o game.

Enfim, The Legend of Zelda: Link’s Awakening vale a pena? Com certeza. O jogo consegue recriar o clássico de Game Boy de maneira impressionante, e mesmo que você tenha jogado este jogo há anos, este remake de Nintendo Switch merece a sua atenção com toda certeza.

Review elaborado com uma cópia do jogo para Nintendo Switch comprada pelo autor do post.

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Resumo para os preguiçosos

The Legend of Zelda: Link’s Awakening vale a pena? Com certeza. O jogo consegue recriar o clássico de Game Boy de maneira impressionante, e mesmo que você tenha jogado este jogo há anos, este remake de Nintendo Switch merece a sua atenção com toda certeza.

Nota final

90
Saiba mais sobre os nossos métodos de avaliação lendo o nosso Guia de Reviews.

Prós

  • Extremamente divertido e viciante
  • Belíssimos gráficos e estilo de arte
  • Trilha sonora que vai fazer você cantarolar as músicas quando não estiver jogando
  • Várias melhorias de qualidade de vida em relação ao original
  • O modo de criação de Dungeons dá mais longevidade ao jogo ainda

Contras

  • Diversos slowdowns no jogo, principalmente quando você está no mundo aberto.
Eric Arraché

Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.

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