Tales of Arise chegou ao mercado em 2021 e rapidamente se estabeleceu como um dos melhores JRPGs daquela ano, e um dos melhores da franquia Tales of até hoje. Mas será que sua versão de Switch 2 vale a pena? É o que vamos descobrir na análise de hoje.
Antes de mais nada, vale dizer que temos uma análise completa do jogo aqui no Critical Hits na sua versão original. O foco aqui é outro: o que esperar dessa versão específica para o Switch 2, que chega quase cinco anos depois do lançamento original.
A Beyond the Dawn Edition inclui o jogo base completo, a expansão de história lançada em 2023 que adiciona mais de 20 horas de conteúdo, além de roupas extras e itens para facilitar o início da aventura. Para quem nunca jogou Tales of Arise, é um pacote generoso. Não faz sentido relançar um port de um jogo já disponível há tanto tempo sem entregar a versão completa, e a Bandai Namco acertou nesse sentido.
Visualmente bonito, tecnicamente irregular

Tales of Arise tem um estilo cel-shaded com influências de pintura que funciona muito bem no Switch 2. O estilo artístico do jogo envelhece bem justamente porque não depende de resolução máxima ou de uma quantidade absurda de polígonos para ser bonito, e isso se traduz positivamente na versão portátil em especial. Jogar Tales of Arise na tela do Switch 2 é uma experiência visualmente agradável.
A resolução é de 1080p tanto no modo dock quanto no modo portátil, e o jogo se sustenta bem nas duas situações. No dock pode dar a sensação de rodar de forma um pouco mais fluida visualmente, mas os números são os mesmos.
O problema aparece quando se olha para além da resolução. O popping de elementos do cenário é bastante presente nessa versão, com arbustos, sombras e detalhes do ambiente aparecendo de forma abrupta conforme o jogador se move pelos mapas. É um comportamento mais associado às versões de PS4 e Xbox One do que às versões de geração atual, o que dá a impressão de que o port ficou mais próximo das versões antigas do que do que o Switch 2 seria capaz de entregar com mais trabalho de otimização. Não é algo que impede de aproveitar o jogo, mas incomoda em momentos que deveriam ser mais imersivos.
O problema da taxa de quadros

Já na questão de estabilidade, aqui está a questão mais importante para avaliar essa versão: as cutscenes e cenas de diálogo rodam a 60fps, mas toda a parte jogável, tanto a exploração dos mapas quanto os combates, cai para 30fps e isso vai de encontro com algumas filosofias base do jogo.
O combate de Tales of Arise é rápido, responsivo e foi projetado para funcionar muito bem a 60fps. Jogar a 30fps não o torna injogável, o combate ainda é ótimo e a taxa é estável sem quedas ou engasgos, mas tira parte do impacto visual das sequências de batalha. Quem chegar ao jogo pelo Switch 2 sem ter jogado nas outras plataformas vai se adaptar sem problemas. Quem já conhece o jogo no PS5 ou PC vai sentir a diferença.
Não existe opção de modo gráfico para ajustar resolução em troca de mais quadros por segundo, algo que outros ports para Switch 2 já ofereceram. Uma atualização futura que trouxesse 60fps pelo menos no modo dock seria bem-vinda, ou quem sabe o 40fps para telas de 120hz, mas por enquanto não há confirmação de que isso está planejado.
Comparando com as outras versões

Para deixar claro onde a versão Switch 2 se posiciona: ela fica em um lugar intermediário, mais próxima das versões de PS4 e Xbox One do que das versões de PS5 e Xbox Series X/S. As versões de geração atual nas outras plataformas oferecem 60fps consistentes durante todo o jogo e menos problemas de popping. Se você tem acesso a qualquer uma dessas plataformas e quer a melhor experiência possível com Tales of Arise, elas continuam sendo o caminho.
Mas essa comparação só importa se você tem essa escolha disponível. Se o Switch 2 é a sua plataforma principal ou se a ideia de ter um JRPG com perto de 100 horas disponível em modo portátil tem valor para você, essa versão entrega o jogo completo de forma jogável e bonita o suficiente para valer o investimento. O jogo é bom o suficiente para se sustentar mesmo com as limitações técnicas do port.
Mas e aí, Tales of Arise vale a pena no Switch 2?

A versão Switch 2 de Tales of Arise: Beyond the Dawn Edition é um port que funciona, mas que claramente poderia ter sido mais otimizado. O popping frequente e o gameplay preso em 30fps são escolhas que a Bandai Namco fez, e a ausência de modos gráficos alternativos indica que não há planos de resolver isso via configuração do jogador. É um port que entrega o jogo, não um port que exprime o potencial do hardware.
Dito isso, Tales of Arise é um jogo bom demais para ser prejudicado de forma definitiva por um port irregular. A história, o combate e o elenco de personagens continuam sendo excelentes independentemente da plataforma, e o pacote completo com a expansão Beyond the Dawn é um conteúdo robusto. Para quem vai jogar Tales of Arise pela primeira vez e o Switch 2 é a plataforma disponível, é uma recomendação com ressalvas técnicas, mas não é uma recomendação contra o jogo. Muito pelo contrário, esse é um dos JRPGs que todos os fãs do gênero precisam experimentar independente da plataforma que eles tiveram para isso.
Análise feita com uma chave para Switch 2 cedida pela publisher.
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Resumo para Preguiçosos
Tales of Arise: Beyond the Dawn Edition chega ao Switch 2 com o jogo completo, incluindo a expansão de história Beyond the Dawn, e visualmente o estilo cel-shaded do jogo se sustenta bem na plataforma. O port funciona, mas fica mais próximo das versões de PS4 e Xbox One do que das versões de geração atual, com gameplay travado em 30fps enquanto as cutscenes rodam a 60fps, além de popping frequente nos cenários. Se você tem acesso a PS5, PC ou Xbox Series X/S, essas continuam sendo as melhores formas de jogar. Mas se o Switch 2 é a sua plataforma principal, é um JRPG excelente que vale o investimento mesmo com as limitações do port.
Prós
- Inclui o jogo base e a expansão Beyond the Dawn
- Estilo visual bonito que funciona bem tanto no modo portátil quanto no dock
- Taxa quadros estável durante o gameplay, sem quedas ou engasgos
- Poder jogar um JRPG de quase 100 horas em modo portátil
Contras
- Gameplay travado em 30fps quando o console poderia fazer melhor
- Popping frequente de elementos do cenário
- Sem opções de modos gráficos para o jogador escolher entre qualidade e desempenho
- Versão física em formato key card, exigindo download mesmo com o cartucho

