Soulcalibur VI – Review

A franquia Soulcalibur teve seu apogeu durante as gerações do PlayStation e do PlayStation 2, e uma participação mais discreta e bem decepcionante na geração passada, ocupada pelo Xbox 360 e pelo PlayStation 3, com apenas um capítulo oficial da franquia sendo lançado nela. Agora, seis anos depois, Soulcalibur VI volta com tudo para mostrar que a franquia continua sendo uma referência em jogos de luta com espadas.

Em Soulcalibur VI, você nota uma grande mudança em relação ao seu predecessor logo de cara. É possível jogar tanto um modo single player chamado Libra of Soul bonde você cria o seu personagem e parte numa espécie de híbrido de RPG e de jogo de luta ao mesmo tempo, ou é possível jogar o modo arcade normal do jogo, onde há uma história a ser seguida ou as aventuras individuais de cada um dos personagens do game.

Falando um pouco sobre os personagens, é importante notar que Soulcalibur VI corrige um dos principais defeitos do jogo anterior, trazendo de volta diversos personagens famosos da franquia que simplesmente ficaram de fora do capítulo anterior. O elenco de lutadores é bem amplo e interessante, e ainda por cima conta com ninguém menos do que Geralt of Rivia, o Bruxeiro da CD Projekt Red, que acabou sendo implementado de uma forma bem coerente dentro do game.

Caso nenhum dos personagens agrade você, ainda há a opção de criar o seu próprio personagem, onde você consegue fazer basicamente o que você quiser, afinal de contas, o criador de personagens de Soulcalibur VI é um dos mais detalhistas disponíveis no mundo dos games. Obviamente os fãs acabaram transformando os seus personagens nas maiores bizarrices possíveis, mas se você quiser criar algum personagem que você gostaria que desse as caras pelo jogo, há essa possibilidade.

Mas tudo isso seria colocado em vão se Soulcalibur VI não tivesse um bom sistema de combate, e felizmente ele conta sim com um bom sistema, que aliás, eu achei melhor de se jogar até mesmo do que o de Tekken V, seja você um jogador avançado de jogos de luta da Bandai Namco, seja você um novato. Uma das novidades do jogo no combate é o Reversal Edge, é uma espécie de bloqueio do ataque do inimigo onde você e ele têm que jogar uma espécie de Pedra, Papel e Tesoura, semelhante ao sistema Clash de Injustice 2. Quem vence na escolha do ataque acaba causando mais dano no adversário, e ainda por cima é possível bloquear o ataque do inimigo nesse modo, caso você não queira ser obliterado por ele.

Para completar, ainda é possível treinar para melhorar suas habilidades, jogar partidas online e obviamente partidas contra amigos localmente, todos itens obrigatórios para um jogo de luta. Com tudo isso, Soulcalibur VI não chega a ter a quantidade de conteúdo absurda que outros jogos de luta por aí têm, mas conta com conteúdo o suficiente para redimir-se em relação ao seu antecessor e para entreter o suficiente quem der mais uma chance para a franquia.

Graficamente, o jogo está bem bonito, com animações fluídas, belos modelos e belos cenários. A trilha sonora do jogo também é outro ponto positivo do jogo, com músicas excelentes que podem muito bem ser adicionadas à suas playlists do Spotify se você encontrá-las por lá.

Mas e aí, Soulcalibur VI vale a pena?

Soulcalibur VI é um divertido jogo de luta com um amplo elenco de personagens e uma quantidade honesta de conteúdo. Ele não tem tanto quanto outros concorrentes do mercado, mas o suficiente para agradar quem já era fã da franquia, por exemplo. Além disso, o jogo ainda conta com os tradicionais modos de treinamento, lutas locais e online. Um sólido retorno da franquia na geração atual.

Review elaborado com uma cópia do jogo para Xbox One X fornecida pela Bandai Namco.

Resumo para os preguiçosos

Soulcalibur VI é um divertido jogo de luta com um amplo elenco de personagens e uma quantidade honesta de conteúdo. Ele não tem tanto quanto outros concorrentes do mercado, mas o suficiente para agradar quem já era fã da franquia, por exemplo. Além disso, o jogo ainda conta com os tradicionais modos de treinamento, lutas locais e online. Um sólido retorno da franquia na geração atual.

Nota final

80
Saiba mais sobre os nossos métodos de avaliação lendo o nosso Guia de Reviews.

Prós

  • Divertido sistema de combate
  • Um amplo elenco de lutadores
  • Bom sistema de criação de personagens
  • Trilha sonora espetacular

Contras

  • O jogo poderia ter mais conteúdo e modos extras
Eric Arraché

Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.

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