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One Piece: World Seeker – Review

One Piece é a maior obra shonen da atualidade e cada vez mais conquista mais e mais fãs ao redor do mundo. Tanto o mangá quanto o anime são realmente incríveis, mas a franquia quase sempre dá uma boa escorregada quando lança um jogo novo do nosso querido capitão Luffy, mas será que One Piece: World Seeker veio para quebrar esse tabu?

É o que vamos descobrir!

One Piece: World Seeker te coloca na pele de Monkey D. Luffy bem no meio da Ilha Prisão após uma tentativa falha de roubar um grande tesouro que estava armazenado por lá. Ele e seus companheiros acabam se separando após a falha em seu plano e agora cabe a você encontrá-los e libertá-los das mãos da Marinha que agora dominam a ilha.

O início do jogo é bastante lento e bem monótono, te apresentando à Jeanne, uma garota de cabelos verdes e bastante simpática que te ajuda em praticamente todas as missões do jogo, sejam missões da história ou missões secundárias. Com o passar do tempo, você descobre que Jeanne é filha da antiga líder da ilha e é a líder do grupo Anti-Marinha que, obviamente, tenta expulsar todos os marinheiros da ilha e se livrar de sua “ditadura”.

Logo no início do jogo você tem total liberdade para explorar a Ilha Prisão que, modéstia parte, é bem grande. Uma das melhores maneiras de se movimentar por aí é usar o Gomu Gomu no Rocket e usar telhados, árvores e muros para lançar Luffy para frente e sair voando por aí, porém essa habilidade só é liberada um pouco depois, então até lá, você terá que sair correndo por aí mesmo.

Ah! E o jogo também conta com um modesto fast travel em alguns pontos específicos do mapa, então se você está com preguiça de sair voando ou correndo por aí, essa mecânica é muito bem-vinda.

Apesar de ter um ritmo bem lento e entediante no começo e basicamente te obrigando a ir atrás de seus companheiros, One Piece: World Seeker apresenta um mundo muito bem construído e bonito, sendo bastante fiel ao estilo de Eiichiro Oda e isso é um grande ponto positivo. O jogo também conta com muitos NPCs nas ruas e casas das cidades, dando um toque de vida em cada ambiente que você passa, porém a grande maioria destes NPCs é bastante repetido, mas isso não afeta em nada o brilho do jogo.

Uma coisa que me incomodou bastante foi a repetitividade do jogo. Apesar de muito bonito e com um mundo bastante vivo, One Piece: World Seeker parece ter perdido a criatividade no design de missões, te obrigando a ir de um ponto A ao B, procurar por alguém ou alguma coisa, perceber que esse alguém ou alguma coisa não está lá, ir para um ponto C, descer a porrada em alguns inimigos relativamente fáceis e concluir a missão.

Além disso, o combate não é lá um dos melhores também, com golpes repetidos e muitas vezes sem graça. É claro que não podemos comparar o jogo com a obra original de Eiichiro Oda, porém seria legal ver uma maior variedade de golpes somente para quebrar aquele clima repetitivo.

Um detalhe interessante, porém, é a oportunidade que o jogo te dá para usar dois estilos de luta diferentes: com Haki da Observação e Haki do Armamento.

No modo Haki da Observação, Luffy é capaz de dar ataques mais rápidos e pode desviar de tiros ou golpes com o pressionar de um botão, enquanto no modo Haki do Armamento seus ataques são um pouco mais fortes porém mais lentos e, ao invés de desviar, Luffy pode defender ataques.

Além disso, em alguns momentos você se encontra perdido ou precisando encontrar algo ou alguém, e é aí que o Haki da Observação brilha. Ao ativá-lo, você é capaz de ver todos os seus arredores e detectar itens, amigos e inimigos na tela, porém essa habilidade dura por pouquíssimos segundos, a menos que você evolua a habilidade com os pontos de experiência que você recebe ao completar missões.

Falando em habilidades, o jogo conta com uma árvore de habilidades que podem ser compradas com pontos de experiência que você vai recebendo com o passar do tempo e ao completar missões, desbloqueando alguns novos golpes e também a habilidade de abrir baús do tesouro mais rapidamente. Pode parecer inútil mas abrir baús do tesouro chega a ser entediante de tão demorado que é.

Apesar do jogo te dar bastante opções de aprimoramento e novos golpes, os combates em sua maioria são completamente repetitivos, com a inteligência artificial dos inimigos não tão inteligente assim e bem fracos, bastando apenas alguns socos para derrotá-los. Há uma certa variedade de inimigos aqui e ali onde alguns usam escudos e outros usam armas para te atacar de longe, mas nada muito diferente disso, fazendo com que você não precise bolar uma grande estratégia para derrotá-los ou algo do tipo.

Por falar em golpes, alguns são desbloqueados nesta tal árvore de habilidades como, por exemplo, o Gomu Gomu no Bazooka, que dá um grande dano nos inimigos. Isso seria interessante se eles fossem mais fortes ou se fosse usado para derrotar uma grande quantidade de inimigos em fileira ao mesmo tempo, mas a diferença que faz é que você começa um combate segurando o botão de ataque ao invés de ficar o apertando toda hora. Sem grandes diferenças.

A variedade das missões também não muda muito como eu disse ali em cima, fazendo o jogo parecer um “vá até ali, faça isso, derrote inimigos, retorne”. Você pode encontrar sua tripulação no Thousand Sunny e alguns até possuem alguma função, mas nada muito drástico. Franky e Usopp criam e vendem itens que aumentam sua defesa e habilidades e também confeccionam alguns trajes para você usar. Já Sanji envia alguns de seus aliados em missões para coletar recursos. Já Zoro, como era de se esperar, vive perdido pela ilha e Nami e Chopper uma hora ou outra aparecem para te “ajudar” em alguma missão conversando com você através de um baby den-den mushi.

Resumidamente falando, One Piece: World Seeker mais parece um jogo singleplayer que te obriga a ir de ponto A ao B a todo momento, com algumas missões rasas e bastante repetitivas. Os combates são bem superficiais e com golpes também repetitivos, tirando aquele brilho que o mangá e o anime têm e que te fazem pensar duas vezes se realmente vale gastar horas e horas para concluir tudo.

O jogo não é somente um poço de pontos negativos. A qualidade visual, a ambientação, a dublagem e até mesmo as legendas em português são aspectos muito bons e é notável que os produtores tiveram um grande trabalho e se dedicaram para criar o melhor jogo possível, mas algumas coisas poderiam melhorar.

Review elaborado com uma cópia de Playstation 4 fornecida pela Bandai Namco.

Resumo para os preguiçosos

One Piece: World Seeker mais parece um jogo singleplayer que te obriga a ir de ponto A ao B a todo momento, com algumas missões rasas e bastante repetitivas. Os combates são bem superficiais e com golpes também repetitivos, tirando aquele brilho que o mangá e o anime têm e que te fazem pensar duas vezes se realmente vale gastar horas e horas para concluir tudo.

O jogo não é somente um poço de pontos negativos. A qualidade visual, a ambientação, a dublagem e até mesmo as legendas em português são aspectos muito bons e é notável que os produtores tiveram um grande trabalho e se dedicaram para criar o melhor jogo possível, mas algumas coisas poderiam melhorar.

Nota final

70
Saiba mais sobre os nossos métodos de avaliação lendo o nosso Guia de Reviews.

Prós

  • Legendas em português
  • Gráficos fieis à obra original de Eiichiro Oda
  • Ambientação
  • Mapa enorme

Contras

  • Missões rasas e repetitivas
  • O combate poderia ser melhor trabalhado
  • Ausência de um modo batalha
  • Inimigos fracos e fáceis de derrotar
Willian Oliveira

Will, Bill, Willian, o nosso querido colaborador é conhecido de várias formas dentro do site. Bill escreve principalmente notícias de games e é um Sonysta declarado, mas nosso Sonysta oficial continua sendo o Leo, apesar de o Bill ser o mini-Leo, salvo pela falta de massa encefálica.

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