A Sexta Temporada de Game of Thrones acaba de chegar ao final, com um dos melhores episódios da história da série, e a pergunta que fica é: quantas intermináveis semanas faltam para que a próxima comece? Várias, mas por enquanto, você pode aproveitar esse tempo para ler o nosso review.

Alerta: spoilers da sexta temporada abaixo.

Para uma temporada que começou extremamente devagar, as coisas se encaminharam muito bem nos últimos dois episódios. Ainda assim, precisamos fazer o registro: a impressão que deu foi que os roteiristas da HBO estavam apenas ganhando tempo, enrolando no começo e no meio da temporada, para nos darem o que nós queríamos de verdade: a Batalha dos Bastardos e o julgamento de Cersei.

Antes disso, pouca coisa de realmente relevante aconteceu. Ficamos sabendo que Benjen Stark e A Montanha estão vivos. O Dorne se insurgiu contra os Sete Reinos. Meia dúzia de convulsões sociais com os Homens de Ferro e muito, mas muito marasmo.

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A quantidade de episódios onde parece que estávamos vendo apenas cenas de transição entre os personagens foi imensa (e a impressão que deu foi que a série estava com núcleos demais para tratar, tanto que alguns personagens que outrora apareciam bastante, como Samwell Tarly, mal apareceram nessa temporada) e até alguns episódios decisivos da temporada, como Hold the Door, poderiam ter entrado nesse balaio do “Nada Acontece, feijoada” não fosse a morte de Hodor no final.

Aliás, essa mesma fórmula tentou ser repetida em outros episódios, como no próprio episódio da revelação de que o Cão de Caça estava vivo. Nada de interessante aconteceu naquele episódio, até a própria morte dos peregrinos foi bem “meh” e até esperada no fim das contas.

Para falar a verdade, o que mais despertou curiosidade e vontade de continuar vendo a série nesse começo foram os flashbacks entre o Corvo de Três Olhos e Bran, que contaram sobre a origem de Hodor, sobre o Duelo na Torre da Alegria entre Ned Stark e seus amigos e os cavaleiros da Guarda Real (que perderam um cavaleiro por cortes de orçamento) e deram pistas de que nós finalmente saberíamos se Jon Snow era o bastardo de Ned Stark ou não. Isso, e, claro, a ressurreição de Jon Snow, que todo mundo estava esperando ansiosamente.

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Os episódios pareciam secos demais, com apenas algumas gotas do que todo mundo queria: explicações para a série, sangue sendo derramado, enfim, coisas acontecendo. E quando elas finalmente aconteceram, meu amigo, tudo valeu a pena.

Começando pela Batalha dos Bastardos, que show de fotografia foi aquilo. Meu deus do céu, eu nunca tinha visto uma cena de batalha tão bem filmada como aquela. Foi simplesmente incrível a retratação da confusão que é uma batalha pela HBO. Não só isso, a batalha foi muito tensa, já começando com a morte de Rickon Stark (o idiota que não sabe correr em zigue zague) e o fato de Jon Snow ser provavelmente o pior comandante militar de Westeros (afinal, o pateta conseguiu cair na mesma armadilha que ele queria fazer Ramsay Bolton cair).

O pau comeu solto, houve sangue pra caramba, e quando achávamos que tudo estava perdido, Sansa e Mindinho salvaram o dia, juntamente com os Cavaleiros do Vale, que acabaram com as tropas dos Bolton de uma vez por todas. Após isso, foi só alegria ver Jon finalmente socando a cara de Ramsey (apesar de a história dos dois nem ser tão profunda assim) e Sansa dando ele de comer aos próprios cachorros dele, um fim que se não saiu da cabeça do próprio George R. R. Martin, certamente foi aprovado com louvor por ele.

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No episódio final, o que vimos foi que, apesar dos principais personagens da série terem vencido, nenhum deles venceu sem dar algo em troca. Os Stark perderam mais um irmão e vão ter que lidar com o Mindinho, Cersei perdeu o filho, Daenerys finalmente vai chegar a Westeros, mas teve que deixar o próprio amante na Bahia dos Dragões (que ganhou um novo nome após a escravidão ter sido abolida) e assim por diante.

Se a Batalha dos Bastardos havia sido o melhor episódio da série até então, o episódio de ontem, Os Ventos do Inverno, talvez foi tão bom ou até melhor. O episódio foi cheio de momentos de cair o queixo, a começar por Cersei mostrando para a Fé com quem eles estavam lidando. Não só isso, ela teve a vingança dela contra a septã que a torturou enquanto ela era prisioneira (e tivemos provavelmente mais uma cena de estupro na série, que aconteceu fora das câmeras). Só isso já seria o suficiente para tornar um episódio mais ou menos num episódio sensacional, mas isso foi só o começo.

Arya Stark finalmente voltou a Westeros também, após aquela enrolação gigantesca dela não conseguir cumprir o papel de Homem sem Rosto e o conflito entre ela e Waif. Felizmente, ela começou a lista de mortes dela com uma que todos queriam: Walder Frey e os filhos dele, que viraram um bolo de carne comido pelo próprio pai. Aquilo foi sensacional, e merecido. E mais estava por vir.

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Bran finalmente volta à muralha e enxerga o passado, descobrindo que Jon Snow é filho de Lyanna Stark e provavelmente Rhaegar Targaryen. Não só isso, também descobrimos que Benjen Stark não pode ultrapassar a muralha por causa dos encantamentos dela, assim como os Outros também não podem, ou seja, a Muralha provavelmente irá pro chão em algum ponto da sétima ou da oitava temporada, e esta é mais uma batalha que está por vir.

No fim, ainda tivemos mais um Rei do Norte e a primeira Rainha Governante de Westeros, que provavelmente só vai esquentar o Trono de Ferro para a chegada de Daenerys, que não está vindo para Westeros apenas com três dragões e mil homens, como o antepassado dela fez mais de 300 anos atrás, e sim três dragões, milhares de Dothrakis e milhares de Imaculados. O pau vai comer em Westeros na próxima temporada, e todos ficamos muito ansiosos pela estreia dela.

Enfim, a Sexta Temporada de Game of Thrones foi bem parada no começo, e houveram momentos em que parecia até que os roteiristas não sabiam muito bem o que mostrar nos episódios até finalmente darem o que todo mundo queria. Felizmente, essa espera toda, e as poucas migalhas que foram dadas nos episódios intermediários da temporada, valeram a pena, pois os dois últimos episódios da temporada compensaram essa espera com sobras, e foram facilmente a melhor dupla de episódios da série toda. Estamos ansiosos pela próxima temporada, mas pelo amor de Deus, HBO, não nos mate de fome no ano que vem, como vocês quase fizeram nesse.

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