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Final Fantasy VIII Remastered – Review

Final Fantasy VIII tinha uma missão gigantesca diante de si, afinal de contas, seu antecessor havia se tornado o grande jogo que colocou o PlayStation na liderança da guerra de consoles da quinta geração de consoles, ou era dos 32-64 bits.

E não é que, de certa forma, o jogo conseguiu? Final Fantasy VIII é aquele tipo de jogo que ou você ama, por causa dos sistemas de junction e draw, ou odeia, e agora, 20 anos depois, estamos aqui novamente analisando a remasterização deste game. Será que ele consegue encantar fãs ainda hoje?

Em Final Fantasy VIII Remastered, você controla Squall Leonhart, um jovem cadete que estuda numa escola militar chamada Balamb Garden. As Garden são escolas espalhadas pelo mundo que treinam estudantes para se tornarem mercenários e cumprirem missões ao redor do mundo, e agora as Garden terão que enfrentar a maior nação do mundo, Galbadia, que foi dominada pela Feiticeira Edea, e quer conquistar o mundo.

Com uma das histórias mais elaboradas da franquia, e que acaba fugindo um pouco do “vilão malvado quer matar todos”, Final Fantasy VIII Remastered também conta com o amor como um dos temas principais, afinal temos os casais Squall e Rinoa e também Laguna e Raine.

Como citado anteriormente, o principal ponto de divergência dos fãs em Final Fantasy VIII Remastered certamente é o sistema de Draw e Junction. Ao invés dos seus personagens aprenderem magias, eles “roubam” ela dos inimigos. Cada inimigo conta com uma certa quantidade de magias, e inimigos mais fortes dão magias melhores. Cada magia é armazenada numa certa quantidade, que vai sendo subtraída a cada uso que você faz da magia.

Além disso, essas magias são usadas em conjunto com as Guardian Forces (os Summon deste jogo) para aumentar os atributos físicos dos personagens, como Ataque, Magia, Espírito, Velocidade e assim por diante. Este é um sistema bem interessante, e que dá a oportunidade de você ter personagens incrivelmente fortes logo de cara, pois é bem fácil criar uns combos “apelões” para fazer Squall e companhia dobrarem seu poder de ataque logo de cara.

Outro ponto que acaba tornando os personagens overpower demais é o fato de que você também pode combinar magias de status no seu ataque, e assim, por exemplo, dar um ataque com 100% de acerto de Death em inimigos frágeis a este status, ou absorver a mesma quantidade de energia do inimigo que você tirou dele (basicamente te curando em qualquer ataque que você faça). Enfim, os combos são vários, e isso acaba facilitando bastante a vida.

Além de uma história que não entrega tudo de cara, Final Fantasy VIII Remastered também conta com personagens bastante carismáticos, seja o jovem edgy Squall, o lutador carente de atenção Zell, a cheia de vida Selphie, o mulherengo Irvine, ou o estabanado Laguna, há vários personagens que conquistaram fãs no passado e vão conquistar novos fãs hoje em dia, sendo este mais um dos pontos fortes do jogo.

Mas afinal, o que este jogo tem de novo para merecer a alcunha de Remastered? Um trabalho sensacional feito pela Square Enix e pelo pessoal da Dot Emu para modernizar o jogo e torná-lo muito mais jogável hoje em dia em relação à sua versão clássica para o PlayStation.

A primeira grande novidade do jogo são os gráficos, que realmente foram remasterizados e não apenas tiveram sua resolução aumentada. Os modelos dos personagens foram todos refeitos, e os cenários ganharam um upscale que não deixaram eles completamente pixelados, o que é uma adição muito bem-vinda.

Outro ponto legal dessas remasterização é o fato de que a resolução de todas as computações gráficas do jogo (e elas são várias) foram aumentadas. Ok, elas não estão em 1080p ou 4k, e contam com bordas até mesmo no modo portátil do Nintendo Switch (versão na qual eu joguei para fazer o meu review), mas nada que prejudique a experiência.

Este cuidado com os gráficos do jogo é evidente em algumas cenas, como na abertura do jogo, por exemplo, que é simplesmente um espetáculo. Eu já disse várias vezes por aí que, para mim, a abertura de Final Fantasy VIII é a melhor de todos os tempos, seja por causa da luta épica entre Squall e Seifer, seja por causa da música de fundo, Liberi Fatali, criada pelo gênio Nobuo Uematsu, e ela ficou melhor ainda nesta versão.

Outra grande adição que o Remaster ganhou foi a possibilidade de acelerar o jogo em 3 vezes com o aperto de um botão. Esta adição de qualidade de vida já estava presente nas remasterizações de Final Fantasy VII e IX, e felizmente ela funciona exatamente como na do Sétimo Capítulo, apertando um botão, e não entrando num menu como no Nono Capítulo.

Esse acelerador de lutas ajuda demais na hora de fazer Draw dos adversários (roubar magia de 9 em 9, se você tiver sorte, demora pra caramba ainda assim), além de facilitar a vida na hora de upar os personagens enfrentando inimigos por aí e acelerando cenas que você não está tão afim assim de assistir.

As duas adições finais que o jogo recebeu não são tão úteis assim quanto a primeira, mas também ajudam: desligar os encontros aleatórios (assim você pode passar de certas partes chatas sem dar bola para inimigos, apenas os obrigatórios) e recarregar a vida automaticamente e acesso imediado aos Limit Breaks, que faz você vencer qualquer inimigo tranquilamente.

Todas essas adições só vêm para contribuir, e somado ao preço baixo que a Square Enix está cobrando pelo jogo, 20 dólares ou 54 reais, acabam tornado este jogo num exemplo de como fazer uma remasterização competente de um clássico dos anos 90/2000.

Review elaborado com uma cópia do jogo para Nintendo Switch fornecida pela Square Enix.

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Resumo para os preguiçosos

Final Fantasy VIII Remastered é um exemplo de como fazer um remaster: dando um tratamento digno aos gráficos, adicionando opções de qualidade de vida ao jogo e com um preço que respeita o fã. Se você jogou este jogo na geração do PlayStation e quer reviver as aventuras de Squall e companhia, vá sem medo, e se você quer jogar um dos capítulos mais interessantes e originais da franquia Final Fantasy, esta é a versão definitiva a se jogar.

Nota final

90
Saiba mais sobre os nossos métodos de avaliação lendo o nosso Guia de Reviews.

Prós

  • Bom tratamento nos gráficos
  • Excelente trilha sonora
  • Opções de qualidade de vida que melhoram a experiência
  • Excelente história
  • Personagens carismáticos

Contras

  • Ainda continua sendo o caso de “ame ou odeie” que Final Fantasy VIII sempre foi.
Eric Arraché

Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.

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