EA Sports UFC 6 – Análise – Vale a Pena – Review

EA Sports UFC 6 chega com tudo para mostrar que o MMA está cada vez maior e às vésperas do maior evento da sua história na Casa Branca. Mas será que esse jogo consegue capturar a magia das lutas dentro do octógono? Vamos descobrir hoje.

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Em EA Sports UFC 6, a primeira impressão que temos é que o jogo é mais uma grande atualização do que já víamos no quinto jogo da franquia do que uma verdadeira revolução, o que é de se esperar, já que o jogo anterior da franquia foi lançado há apenas 3 anos.

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EA Sports UFC 6 - Análise - Vale a Pena - Review

Uma das grandes novidades do jogo é um modo história onde você controla o Peso Médio Chris “Little Mack” Carter, um jovem lutador que tenta sair da sombra do pai, que foi um grande wrestler, e que tenta chegar ao UFC e bater seu rival e antigo colega de ginásio, Danny Robbins.

Esse modo é uma adição bem interessante ao jogo, e funciona como um modo carreira, que também retorna, com história, e que você pode seguir jogando após concluir o seu objetivo principal dele, que é vencer Danny. Esse modo inclusive tem dois finais, com dois troféus diferentes, dependendo da sua escolha final, algo legal para dar uma vida útil maior ao jogo.

Falando sobre o combate do jogo, que é o ponto central de tudo, EA Sports UFC 6 acerta em manter o combate em pé praticamente igual ao dos jogos anteriores da franquia. A grande mudança, ao meu ver, é que o sistema de dano nos personagens foi mudado, e agora o jogo virou um verdadeiro banho de sangue, com cortes e luxações acontecendo a todo momento.

A movimentação continua bugando às vezes, principalmente quando os lutadores estão muito próximos um dos outros e tentam dar um cruzado ou algum outro soco mais elaborado, mas no geral os bugs que marcaram a série no passado aconteceram bem menos no tempo em que eu joguei no jogo.

EA Sports UFC 6 - Análise - Vale a Pena - Review

Outra mudança é o “Flow State”, um modo onde o personagem causa muito mais dano e está muito mais efetivo no combate, e que você pode ativar após carregar uma barra de especial conforme causa dano no adversário. Essa é uma mudança interessante e que pode acabar alterando completamente o desenrolar de um combate, e que lembra a gente que estamos jogando um videogame, e não uma tentativa de simulação realista do UFC.

Por fim, no combate em pé, o jogo agora passou a desacelerar quando você está para levar um soco ou ser derrubado para te dar a oportunidade de fazer a esquiva ou bloquear esse avanço. Eu sinceramente não sei como eu me sinto a respeito disso, já que acaba facilitando muito a vida na luta e você pode acabar encaixando contra-ataques estilo Anderson Silva contra Forrest Griffin e “entrar na Matrix”, mas o problema é que isso acontece mais do que deveria no combate e acaba cansando às vezes.

EA Sports UFC 6 - Análise - Vale a Pena - Review

E seguindo a tradição da franquia, o combate no chão mudou mais uma vez. Eu sinceramente não gostei da mudança. O sistema do jogo anterior funcionava melhor, já que nesse os prompts para você mudar de posição, tentar uma finalização ou defender algo são muito rápidos e quando você menos espera, ou o adversário está tentando te finalizar ou você tentando levantar sem entender muito bem o que acontece.

Ainda sobre o jogo, precisamos falar sobre o elenco de EA Sports UFC 6: ele deixa a desejar na parte dos lutadores clássicos. Há diversos lutadores da década passada do UFC que ficaram de fora, e também lutadores recentes que não aparecem. Se você é fã dos lutadores brasileiros, por exemplo, não vai encontrar lutadores como Anderson Silva, Renan Barão, Glover Teixeira, Junior Cigano, Fabrício Werdum e assim por diante. E não é nem por eles serem lutadores antigos, porque há nomes como Georges St Pierre, Vitor Belfort e José Aldo. Nisso, o elenco feminino acaba sendo bem mais completo entre lutadoras atuais e lendas, como Amanda Leoa, Ronda Rousey dentre outros, ou seja, nessa parte o jogo realmente fica devendo.

Graficamente, EA Sports UFC 6 é um jogo bonito com modelos bem realistas, cortes e roxos muito bem feitos também. Há alguns personagens clássicos que ficaram com modelos bem menos parecidos do que as contrapartidas deles de verdade, mas no geral o jogo faz um bom resultado na apresentação gráfica.

A trilha sonora do jogo é boa e finalmente colocaram alguma coisa diferente de rap nela. Foi uma bela surpresa ouvir Crazy Train tocando durante as sessões de treinamento do modo carreira, por exemplo.

Mas e aí, EA Sports UFC 6 vale a pena?

EA Sports UFC 6 não reinventa a roda, e faz algumas alterações meio desnecessárias ao desacelarar o combate em momentos chave e deixar o combate no chão mais complicado do que ele deveria ser. Além disso, a ausência de lutadores lendários do UFC como Anderson Silva é sentida. Se a sua ideia é comprar o jogo para poder jogar com lendas atuais como Poatan, o jogo com certeza vale a pena, mas há alguns pontos em que o jogo fica devendo.

Review elaborado com uma cópia do jogo para PS5 fornecida pela publisher.

Resumo para Preguiçosos

EA Sports UFC 6 mantém a base do jogo anterior e traz poucas mudanças estruturais, funcionando mais como uma evolução de EA Sports UFC 5 do que uma grande revolução. A principal novidade é o modo história estrelado por Chris “Little Mack” Carter, um jovem peso-médio que busca construir sua própria trajetória no UFC enquanto enfrenta seu rival Danny Robbins. O modo oferece dois finais diferentes e continua jogável após a conclusão da campanha principal, aumentando a longevidade do conteúdo para um jogador.

No combate, o jogo preserva a trocação em pé, mas adiciona novidades como o sistema Flow State, que aumenta temporariamente o dano causado, e uma mecânica de desaceleração que facilita esquivas e contra-ataques em momentos decisivos. O novo sistema de danos torna as lutas mais violentas e visuais, com cortes e lesões frequentes. Por outro lado, o combate no chão ficou mais confuso e menos intuitivo do que no título anterior, enquanto a ausência de diversos lutadores lendários, incluindo Anderson Silva e Junior Cigano, prejudica o elenco. Apesar desses problemas, o jogo apresenta bons gráficos, trilha sonora variada e pode agradar principalmente aos fãs atuais do UFC e do elenco contemporâneo da organização.

Prós

  • Muito divertodo de jogar casualmente
  • Bom modo história

Contras

  • O elenco de lutadores clássicos deixa a desejar
  • As desacelerações no jogo atrapalham um pouco
Eric Arraché
Eric Arrachéhttps://criticalhits.com.br
Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.