Diablo 4 acaba de receber sua mais nova expansão intitulada Lord of Hatred. Com a volta de Mefisto, você precisará encontrar antigos aliados e inimigos e desbravar uma nova região para evitar que o mundo seja dominado por este temível adversário. Será que essa expansão consegue adicionar algo novo ao jogo?
Em Diablo 4: Lord of Hatred, seu personagem viaja até uma nova região, Skovos, o berço da humanidade, para dar um fim a Mefisto, que assumiu a identidade de Akarat, um falso profeta que está arrecadando cada vez mais seguidores e que usará suas almas para acabar com o mundo num eclipse.
O jogo conta com uma boa campanha de cerca de 8 horas para ser concluída que adiciona uma série de novos inimigos e unidades, além de algumas cooperações bem legais durante este trajeto, e que certamente nos deixa pensando em como a história vai continuar depois disso, já que a primeira grande saga de Diablo 4 se conclui com esta expansão.
Além da história, ela também adiciona duas novas classes, o Paladino e o Warlock. Eu joguei a expansão com o Paladino, que eu já havia usado para concluir tanto a campanha principal do jogo quanto sua primeira expansão, e me surpreendi ao ver que o jogo adicionou mais 10 novos níveis e que resetou completamente a minha árvore de habilidades, que teve que ser alocada novamente. Além disso, meu personagem ficou completamente fraco para o nível de dificuldade que eu estava jogando antes, já que por estar abaixo do nível máximo, meus níveis de Excelência (Paragon) haviam sido desativados, me forçando a baixar o nível do jogo para conseguir enfrentar qualquer inimigo mais forte do que os mobs normais do cenário.
No fim das contas, a campanha é bem melhor do que a da primeira expansão do jogo, e eu realmente aproveitei o tempo com ela, mas há algumas missões que são demasiado longas e que, se você precisa parar no meio, sofrem aquele problema já conhecido de Diablo 4 clássico: você tem que prestar bem atenção a quando o jogo vai salvar seu progresso, e mesmo as vezes salvando, você precisa ver conversas e cenas de novo em alguns momentos para poder voltar onde parou, além de as vezes ter seu personagem colocado num outro ponto do mapa bem longe de onde você estava.
Além disso, eu achei Skovos uma região pouco densa em relação às regiões anteriores de Diablo 4, já que há poucas dungeons e atividades para fazer após a conclusão da campanha principal. Outra novidade é o minimgame de pescaria, que é bem qualquer coisa para ser sincero.
Por fim, o jogo também adiciona uma mecânica de Planos de Guerra que deveria sincronizar entre todo mundo que faz parte, e não apenas com quem criou a partida, já que acaba valendo mais a pena fazer essa parte solo do que em conjunto, afinal só uma das pessoas acaba aproveitando o progresso. A correção desse problema em si é fundamental para a longevidade do endgame dessa expansão, pelo menos até que a próxima seja lançada, senão o jogo corre o risco de acabar dependendo apenas das temporadas para realmente deixar os jogadores entretidos até o próximo drop de conteúdo.
Diablo 4: Lord of Hatred vale a pena?
Diablo 4: Lord of Hatred adiciona uma boa quantidade de história e Lore ao jogo, mas um minigame de pescaria sem graça nenhuma e um sistema de Planos de Guerra que desincentiva a cooperação entre os jogadores pode acabar prejudicando a longevidade dessa expansão. Se você joga apenas pela história, você provavelmente vai gostar dessa expansão, mas talvez ache que o preço dela é um tanto alto para o que ela oferece, e se você joga pelo endgame, provavelmente vai acabar ficando decepcionado com o que ele tem a oferecer.
Review elaborado com uma cópia do jogo para PS5 fornecida pela publisher.
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Resumo para Preguiçosos
Diablo 4: Lord of Hatred leva o jogador até Skovos para enfrentar Mefisto, que se passa por Akarat, em uma campanha de cerca de 8 horas que conclui a primeira grande saga do jogo. A expansão acrescenta duas novas classes, Paladino e Warlock, além de novos inimigos, cooperação em momentos da história e um tom narrativo mais forte do que o da primeira expansão, embora algumas missões sejam longas e o sistema de progresso ainda tenha problemas de salvamento e reposicionamento.
No conteúdo pós-campanha, a expansão tenta enriquecer o endgame com Planos de Guerra e outras novidades, mas Skovos parece pouco densa em atividades e a pescaria soa como algo irrelevante. O maior problema é que os Planos de Guerra não sincronizam bem no co-op, fazendo com que jogar em grupo seja menos eficiente do que solo; por isso, a expansão melhora bastante a campanha, mas ainda depende de ajustes importantes para sustentar o endgame no longo prazo.
Prós
- Boa história
- Boas novas classes
Contras
- O problema de sair no meio de uma missão persiste
- Minigame de pescaria sem graça
- O modo planos de guerra deveria compartilhar o progresso entre os jogadores







