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Chaos;Child – Review

Lançado originalmente em 2015 no Japão e em Outubro de 2017 na Europa e América, Chaos;Child é a tão aguardada continuação de Chaos;Head, Visual Novel lançada em 2008 e a primeira da franquia Science Adventures. Infelizmente, Chaos;Child revela spoilers sobre a trama e o final de Chaos;Head logo nos primeiros minutos de gameplay, então não há como não comentar sobre elas. Estejam avisados.

Chaos;Child se passa em 2015, seis anos após o incidente que ficou conhecido como o Terremoto de Shibuya. Vemos a história pela perspectiva de vários personagens, mas na maior parte do tempo controlamos Takuru Miyashiro, um jovem de 18 anos que estuda na Academia Hekiho e é o presidente do Clube do Jornal da escola.

Takuru, juntamente com seus colegas de clube, está investigando uma série de assassinatos extremamente bizarros que estão acontecendo nas mesmas datas do último assassinato em série que aconteceu em Shibuya e ficou famoso no mundo todo: A Loucura da Nova Geração.

Chaos;Child faz um trabalho excelente ao introduzir estes assassinatos bizarros como uma peça chave da história logo no início do jogo, com assassinatos cada vez piores e mais intrigantes, deixando o jogador curioso e formulando teorias, assim como Takuru e seus amigos estão fazendo. Outro aspecto excelente que Chaos;Child possui nos seus primeiros capítulos é a atmosfera de suspense e mistério. O jogo consegue colocar o jogador no meio de situações extremamente tensas de forma brilhante, e na maioria dos casos, estas situações acabam de uma forma que o jogador nunca imaginaria.

Entretanto, por ser uma Visual Novel, o gameplay de Chaos;Child é basicamente o mesmo do início ao fim. Tudo que o jogador precisa fazer é apertar X para que a história avance e ocasionalmente fazer uma decisão (mais comentários sobre elas no próximo parágrafo), e a única variação de gameplay presente no jogo é quando vemos o mapa da cidade. O mapa de Shibuya fica dentro do clube do jornal, e é nele que os personagens montam as peças do quebra-cabeça e tentam resolver o mistério por trás dos assassinatos. O jogador têm que escolher corretamente as imagens ou informações a serem colocadas no mapa, para que o caso e a história sigam adiante.

Em certos momentos durante a história, devemos tomar decisões. Porém estas decisões são tomadas em momentos de pouca tensão, e nada muda de imediato, fazendo com que alguns jogadores (inclusive eu), tome decisões sem perceber que está fazendo isto. O motivo disto é porque as decisões de Chaos;Child são chamadas de Delusion Trigger. Durante certos momentos, Takuru pode imaginar como a situação em que ele está pode acabar, seja ela de forma positiva ou negativa (o jogador escolhe) e após visualizar o desfecho desta cena, o jogo volta ao normal, e nada do que foi visto ou escolhido fez uma diferença, ou é isto que eu pensava.

As escolhas feitas pelo jogador mudarão os próximos finais do jogo, mas em nenhum momento isto é dito, nem mesmo uma pequena dica de que o jogador está decidindo algo é mencionada. Desta forma, após terminar a primeira rota de Chaos;Child, o jogador não sabe o que fazer para continuar o jogo e ver as novas cenas.

No total, é necessário terminar o jogo três vezes para desbloquear a rota verdadeira e ver o capítulo final/epílogo do jogo, e por mais cansativo que seja ter que rejogar tudo (mesmo com a ajuda do botão Skip, que acelera todos os diálogos e cenas), o final ainda vale cada minuto da espera. Para minimizar o tempo gasto e ir direto para as cenas que importam, é altamente recomendado que o jogador veja um detonado para não ficar perdido após terminar o jogo pela primeira vez.

A trilha sonora é ótima, com músicas que se encaixam bem com os momentos alegres ou tensos da trama, deixando o jogador mais empolgado ou tenso, exatamente como a cena mostrada. Durante minha experiência, só encontrei um bug, onde a voz de certos personagens ficasse quase inaudível, e seguisse assim por vários minutos. Este bug foi ficando cada vez mais frequente conforme o jogo avançava, chegando a haver momentos em que todos os personagens da cena estavam com o volume da voz desta forma.

No mais, Chaos;Child consegue ser melhor que seu antecessor, com um mistério e suspense brilhantemente montados logo de início, mas que perde um pouco do gás a partir da metade da história. A medida que o jogador se envolve com a trama, ele descobre que nada é o que parece. Com ótimos personagens e uma bela trilha sonora, Chaos;Child é um ótimo jogo para todos os fãs de Visual Novel ou mistérios no geral.

Review elaborado com uma chave do jogo disponibilizada pela desenvolvedora do jogo.

Resumo para os preguiçosos

Chaos;Child continua a história de onde seu antecessor parou, usando novamente um assassinato em série para deixar o jogador intrigado e envolto em sua trama. Com uma boa trilha sonora e ótimos personagens, Chaos;Child é praticamente obrigatório para aqueles que gostam de Visual Novel, ou para os que gostam de mistérios onde nada é o que parece.

Nota final

85
Saiba mais sobre os nossos métodos de avaliação lendo o nosso Guia de Reviews.

Prós

  • Atmosfera de mistério e suspense incrivelmente bem construída
  • Ótimos diálogos e personagens, deixando o jogador empolgado a continuar com a história
  • Ótima trilha sonora

Contras

  • Muito longo, com pouquíssima variação de gameplay, podendo cansar alguns jogadores.
  • As escolhas feitas podem passar despercebidas até que seja tarde demais, obrigando o jogador a rejogar certas partes.
  • Algumas vezes o volume da voz de alguns personagens diminui de forma absurda e a medida que o jogador avança na história, este bug fica cada vez mais frequente.
  • Não há legendas em português
David Brito

O Blizzardboy que faltava para completar o time de colaboradores do Critcal Hits, David escreve sobre absolutamente tudo e ocasionalmente faz um review, se achar que o jogo vale a pena.

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