Carrion – Review

Jogos de terror nunca saem de moda, mas e se você jogasse um jogo de terror reverso onde você é a criatura aterrorizante que tem que destruir uma instalação científica? Carrion é exatamente isso, e com uma premissa dessas, não tem como o jogo ser ruim, não é mesmo? É o que vamos descobrir no review de hoje.

Em Carrion, você controla uma minhoca gigante que tem que consumir pessoas, evoluir e alastrar-se por uma instalação científica procurando por uma saída. Conforme você avança pelas instalações do local, você vai descobrindo que pedaços do DNA da minhoca foram separados dela para estudo.

Ao pegar estes pedaços de DNA, você evolui ganhando novas habilidades que servem tanto para ataque quanto para defesa, e que são imprescindíveis para chegar a novas localidades da instalação científica.

A princípio, você é uma minhoca pequena, com pouco poder de ataque e poucas habilidades, e a cada nova área da instalação científica você vai evoluindo e então ganhando novas habilidades que servem para você descobrir como você vai fazer para avançar por mais esta área.

O gameplay do jogo é uma combinação bem interessante de ação com Metroidvania, pois cada uma destas instalações tem certas partes delas trancadas a princípio. Estas partes são acessíveis apenas após você encontrar a habilidade que você precisa. Cada uma das áreas do jogo é, na verdade, um grande quebra-cabeça que você tem que desvendar o que fazer para chegar ao fim dela e continuar avançando pelo cenário.

Em alguns momentos, o jogo é um tanto confuso com o que ele quer que você faça, principalmente pela falta de um minimapa, mas no geral os puzzles que Carrion coloca na sua frente são bastante simples. Infelizmente o jogo é meio 8 ou 80 nesse sentido, ou você entende exatamente o que tem que fazer e para onde ir de cara, ou você vai ficar andando em círculos por um bom tempo.

A jogabilidade de Carrion é bem interessante e construída. Como você esta´controlando uma minhoca, não é como se você andasse com um boneco que tem pernas, braços e assim por diante, mas com uma criatura que fica cada vez mais longa, você tem que se esgueirar por dutos e áreas abertas para chegar aos próximos objetivos. No geral, a movimentação é bem satisfatória, e ela só fica um pouco estranha mesmo quando você já está pro final do jogo e é um monstro super longo.

O combate de Carrion é divertido e requer que você use o cérebro, ao invés dos músculos. Apesar da minhoca ser extremamente poderosa, em muitos momentos você não pode atacar de frente, ou você será incinerado ou metralhado pelos adversários. Dessa forma, o combate acaba tornando-se mais uma dos puzzles do jogo.

Graficamente, Carrion é um jogo bastante bonito, com um pixel art de primeira, sangue voando por tudo que é canto e cenários sombrios e misteriosos.

A trilha sonora do jogo infelizmente é um dos pontos baixos dele. Apesar da ideia de criar uma música de terror seja interessante, logo ela acaba se tornando monótona, ou seja, é mais negócio ligar o Spotify e ouvir alguma música que você goste, pois isso acaba deixando o jogo melhor.

Mas e aí, Carrion vale a pena?

Com um tempo de campanha que varia entre 4 e 5 horas, Carrion não é um jogo longo, mas dura tempo o suficiente para que a campanha não se torne cansativa, e é o tipo de jogo que pode ser terminado numa sentada ou em um final de semana. Apesar do jogo não ser brilhante, ele é bastante sólido e diverte enquanto você está jogando. Um belo título para jogar no Gamepass, por exemplo, caso você esteja procurando uma experiência diferente do andar e atirar de sempre.

Review elaborado com uma cópia do jogo para Xbox One jogada pelo Gamepass.

Resumo para os preguiçosos

Com um tempo de campanha que varia entre 4 e 5 horas, Carrion não é um jogo longo, mas dura tempo o suficiente para que a campanha não se torne cansativa, e é o tipo de jogo que pode ser terminado numa sentada ou em um final de semana. Apesar do jogo não ser brilhante, ele é bastante sólido e diverte enquanto você está jogando. Um belo título para jogar no Gamepass, por exemplo, caso você esteja procurando uma experiência diferente do andar e atirar de sempre.

Nota final

75
Saiba mais sobre os nossos métodos de avaliação lendo o nosso Guia de Reviews.

Prós

  • Bons controles de movimentação
  • Belos gráficos
  • Tempo de campanha na medida para não deixar o jogo cansativo

Contras

  • Em vários momentos você vai se sentir completamente perdido pela falta de um mapa
  • Ou os puzzles são muito difíceis ou fáceis demais, não há meio termo
  • Trilha sonora fraca
Eric Arraché

Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.

Publicado por

Este website utiliza cookies