Um jovem de 24 anos preso em Amsterdã por suposta ligação com ataques cibernéticos contra a Rockstar Games também passou a ser investigado por possíveis ordens para dois assassinatos no exterior. As suspeitas surgiram após as autoridades analisarem o laptop apreendido com o detido.
O caso ainda está em fase de investigação, e não há confirmação de que os assassinatos tenham sido executados. Também não está claro se as supostas ordens chegaram a ser aceitas pela pessoa ou pelo grupo que teria sido contatado. Até o momento, portanto, as autoridades apuram indícios, sem confirmação sobre a concretização dos crimes.
O suspeito já tinha antecedentes judiciais. Ele havia sido condenado anteriormente por roubo de dados e extorsão. Apesar da possível relação com ataques direcionados à Rockstar, o grupo ShinyHunters nega que o jovem faça parte de sua estrutura.
A prisão está relacionada a um ataque contra a Rockstar ocorrido em abril, considerado o segundo grande incidente cibernético associado a GTA VI. Na ocasião, a empresa afirmou que a invasão atingiu uma quantidade limitada de informações corporativas e não comprometeu suas operações nem afetou os jogadores. Por esse motivo, a desenvolvedora decidiu não dar atenção às reivindicações feitas pelos criminosos.
O episódio se soma ao ataque realizado em 2022 pelo grupo Lapsus$. Naquele caso, mais de 90 vídeos de uma versão inicial de GTA VI foram divulgados, reunindo aproximadamente uma hora e meia de material inédito. O vazamento revelou partes do desenvolvimento do jogo e se tornou um dos incidentes mais graves já enfrentados pela Rockstar.
Outro caso envolve o usuário conhecido como Cyberleek, responsável por publicar dezenas de vídeos de GTA VI. No entanto, nunca foi confirmado como esse material foi obtido, e não existem evidências de que a Rockstar tenha sido hackeada especificamente nessa situação.
A investigação atual amplia a gravidade do caso, mas ainda não permite afirmar que o suspeito tenha ordenado assassinatos ou que tenha integrado o ShinyHunters. O próximo passo depende da análise das provas digitais e da confirmação sobre a origem e o alcance das supostas ordens.


