Stop Killing Games se posicionou contra o vazamento de GTA 6 e pediu que os fãs não apoiem os responsáveis, mesmo com o manifesto do grupo que divulgou o material defendendo ideias próximas às da campanha. Nos últimos dias, diversos trechos do jogo circularam pela internet, mostrando combates, direção, minigames e até partes do mapa de Vice City.
A statement on the current GTA 6 Footage leak situation
byu/Mr_Presidentle inStopKillingGames
O vazamento foi atribuído a Cyberleek, que divulgou uma explicação para mirar o próximo título da Rockstar. Segundo essa publicação, a ação seria um protesto contra pré-vendas digitais, DLCs single-player consideradas “falsas” e a favor da preservação de jogos com versão offline caso desenvolvedores ou publishers desliguem os servidores.
Essa linha de argumento acabou chamando atenção porque conversa com parte do discurso de Stop Killing Games, iniciativa que defende que jogos continuem jogáveis mesmo depois de saírem do ar. Ainda assim, o grupo deixou claro que não aprova o método usado. Em uma declaração oficial, a campanha classificou o vazamento como inaceitável e afirmou que a situação está sendo usada para promover uma memecoin, com links de cripto e QR codes inseridos no material, além de pedidos de pagamento por mais conteúdo.
A organização também reforçou que ninguém deveria enviar dinheiro aos envolvidos, independentemente da simpatia que possa sentir pela causa apresentada. O texto lembra ainda que a ação é ilegal e diz ter empatia pelos funcionários da Rockstar, que voltaram a enfrentar um episódio desse tipo a pouco mais de uma semana da apresentação oficial de um novo vídeo de GTA 6.
Na prática, a posição de Stop Killing Games deixa um recado importante: a defesa da preservação de jogos perde força quando é associada a vazamentos e exploração financeira. O debate sobre acesso e longevidade dos games é legítimo, mas usar material roubado para tentar ganhar tração só prejudica quem está desenvolvendo o jogo e enfraquece a própria causa.

