Funcionários da Rockstar Games estão tentando formalizar uma união sindical antes do lançamento de Grand Theft Auto 6 (GTA 6), segundo reportagem do The Guardian. A iniciativa ocorre após a demissão, no final do ano passado, de 31 trabalhadores do estúdio no Reino Unido, que teriam sido desligados sob a acusação da empresa de compartilharem informações confidenciais sobre o jogo. Os funcionários, entretanto, veem as demissões como uma tentativa de enfraquecer movimentos sindicais.
Articulação entre trabalhadores e sindicato para garantir direitos na Rockstar

Os colaboradores da Rockstar estão colaborando com o sindicato independente IWGB Game Workers Union para organizar um canal oficial de negociação coletiva com a administração da empresa. O objetivo é garantir maiores proteções no ambiente de trabalho e assegurar direitos adicionais para os funcionários.
Jordan Garland, ex-funcionário demitido na última rodada de cortes, declarou ao The Guardian que esperam que a Rockstar reconheça a sindicalização de forma voluntária, transformando o processo em uma celebração do trabalho dos criadores dos jogos. Caso a empresa não aceite, os trabalhadores não descartam estender as ações, inclusive chegando a realizar uma greve na unidade.

Sobre as demissões de 2025, a Rockstar não confirmou a movimentação sindical nem negou diretamente. A empresa afirmou que as alegações de tentativa de enfraquecer o sindicato são “totalmente falsas e enganosas” e manteve silêncio sobre os esforços recentes de sindicalização.
O movimento de sindicalização no setor de jogos eletrônicos tem crescido, com grandes empresas como Bethesda, Activision Blizzard e Ubisoft enfrentando situações semelhantes. A busca por condições melhores e garantias trabalhistas reflete a tensão em uma indústria conhecida pela volatilidade e pressão intensa antes dos lançamentos de títulos importantes.

