Naoki Hamaguchi, diretor de Final Fantasy 7 Rebirth, afirmou que a presença de relacionamentos diversos e autênticos, como casais do mesmo sexo na narrativa do RPG, contribui para o realismo do mundo do jogo. Ele também revelou que a equipe da Square Enix ficou muito satisfeita ao perceber que os jogadores prestam atenção a essas interações sutis.
No universo de Final Fantasy 7 Rebirth, diversos NPCs fazem referências claras a romances queer, como homens comentando sobre seus parceiros ou mulheres demonstrando interesse em outras mulheres, evidenciando a inclusão dessas temáticas no cotidiano das personagens. Esse detalhe enriquece a imersão e amplia a diversidade representada no mundo do jogo.
Representação LGBTQIA+ como parte da construção do mundo em Final Fantasy 7 Rebirth

Em entrevista, Hamaguchi comentou especificamente sobre um casal de mulheres cuja relação evolui durante a jornada, começando com uma briga em Kalm. Ele destacou que o objetivo não foi inserir casais do mesmo sexo apenas para constar, mas sim retratar as histórias e vivências dos personagens de maneira sincera e cuidadosa, refletindo a diversidade real do universo do jogo.
O diretor enfatizou a importância das nuances emocionais e do tom das conversas entre as personagens, que mostram distâncias e aproximações entre as figuras, demonstrando atenção aos detalhes por parte dos desenvolvedores e também dos jogadores. Segundo Hamaguchi, a inserção dessas relações não é vista como um aspecto distinto ou isolado, mas como fruto natural da construção autêntica do mundo de Final Fantasy 7 Rebirth.
Com o próximo lançamento, Final Fantasy 7 Revelation, previsto para 2025, a expectativa é de que mais referências LGBTQIA+ apareçam. O título terá um mapa de mundo aberto significativamente maior que o de Rebirth, permitindo a presença de mais NPCs e a continuação da diversidade nas interações sociais e narrativas.
Fonte: The Gamer

