The Legend of Zelda: Ocarina of Time Remake roda em 1080p e mantém 60 quadros por segundo no Nintendo Switch 2, segundo a análise técnica da Digital Foundry. O desempenho estável coloca o jogo entre os principais lançamentos do console para a temporada de fim de ano, especialmente por combinar uma resolução definida com uma taxa de atualização considerada suave.
Apesar do resultado, a análise identificou uma ausência importante: o remake não utiliza DLSS, tecnologia de upscaling da Nvidia que poderia melhorar a qualidade visual e, potencialmente, oferecer mais margem de desempenho ao hardware. Para a Digital Foundry, a adoção do recurso poderia representar uma diferença significativa na apresentação do jogo.
A ausência do DLSS também levantou dúvidas sobre a solução gráfica empregada no projeto. Oliver Mackenzie, da Digital Foundry, avaliou que o sistema pode ter sido desenvolvido internamente pela Nintendo ou baseado em uma tecnologia criada por uma empresa parceira. Entre os possíveis nomes associados a essa tecnologia está Monolith Soft, embora essa possibilidade não tenha sido confirmada.
O resultado técnico chama atenção porque The Legend of Zelda: Ocarina of Time é um dos títulos mais importantes da história da Nintendo, e o remake terá a responsabilidade de atualizar sua apresentação para uma nova geração de hardware. Manter 60 fps em 1080p indica que a experiência deve priorizar fluidez e consistência, mesmo sem recorrer ao método de reconstrução de imagem da Nvidia.
Ainda não há confirmação sobre a equipe responsável pelo desenvolvimento ou sobre a origem exata da tecnologia gráfica usada no jogo. Por enquanto, o dado mais concreto é que o remake entrega desempenho estável no Switch 2, enquanto a falta de DLSS permanece como uma escolha técnica curiosa. A decisão não impede um bom resultado, mas torna o trabalho de otimização do estúdio ainda mais relevante para explicar como o jogo alcança esse desempenho.


