O suposto PlayStation 6 portátil pode ter sido projetado para oferecer uma experiência realmente móvel, sem repetir o tamanho e o peso de muitos dispositivos atuais. De acordo com informações atribuídas ao vazamento comentado por Tom, do canal Moore’s Law Is Dead, o aparelho usaria a APU Canis fabricada no processo N3P de 3 nanômetros da TSMC.
A escolha do N3P seria um indicativo importante da estratégia da Sony. Esse processo de fabricação é mais caro do que o N3C, mas também oferece maior eficiência energética. Em um console portátil, esse aspecto é fundamental para reduzir o consumo de bateria e a necessidade de sistemas de refrigeração volumosos.
Segundo Tom, um documento ao qual ele teve acesso lista Canis, nome associado ao suposto hardware portátil do PlayStation 6, e Gainesboro, apontada como a APU do possível Steam Deck 2, utilizando o N3P. Já Magnus, nome relacionado às versões domésticas do PlayStation 6 e do projeto conhecido como Helix, seria produzido no processo N3C. Essa variante teria custos menores e seria mais fácil de fabricar em larga escala, embora não alcance o mesmo nível de eficiência do N3P.
O vazamento também menciona que a Sony estaria trabalhando com velocidades de clock mais conservadoras no dispositivo portátil. A combinação entre frequências menores e um chip mais eficiente reforça a possibilidade de a empresa priorizar autonomia e portabilidade, em vez de simplesmente buscar o maior desempenho possível conectado à tomada.
Essa abordagem diferenciaria o eventual PlayStation 6 portátil de aparelhos que cresceram em tamanho para atender às exigências térmicas de componentes mais potentes. A Sony deixou o mercado portátil desde o PlayStation Vita, mas os rumores indicam que um possível retorno não seria apenas uma tentativa de colocar uma versão reduzida do console doméstico em um formato diferente.
O preço, porém, pode ser o principal obstáculo. A expectativa de um valor próximo de US$ 600 teria perdido força devido à demanda de centros de inteligência artificial por memória LPDDR. Com isso, o aparelho pode chegar ao mercado custando mais do que muitos consumidores esperam.
Por enquanto, as informações continuam no campo dos rumores. Ainda assim, o uso do N3P e a suposta preocupação com clocks mais baixos apontam para uma decisão técnica coerente: fazer um portátil menor e mais eficiente, mesmo que isso aumente o custo de produção. O próximo passo decisivo será descobrir se a Sony conseguirá transformar essa proposta em um produto acessível.

