Pesquisa mostra um crescimento no consumo de jogos no país e traça o perfil do gamer brasileiro

Lançada no começo do mês, a 8ª edição da Pesquisa Game Brasil, um dos mais importantes levantamentos sobre o mercado de jogos nacional, trouxe mais uma vez diversos dados interessantes, especialmente sobre o consumo de games neste período de pandemia.

A pesquisa foi realizada em uma parceria entre Sioux Group, Go Gamers, Blend New Research e ESPM, ouvindo 12.498 pessoas em 26 estados e no Distrito Federal entre os dias 7 e 22 de fevereiro deste ano.

Assim, de acordo com o estudo, 72% da população joga algum tipo de jogo eletrônico, enquanto 75,8% dos brasileiros afirmam ter jogado mais durante a pandemia. Além disso, essa situação de isolamento fez 51,5% dos jogadores realizarem mais sessões de partidas online com amigos.

Guilherme Camargo, sócio-CEO do Sioux Group, ainda destaca que “60,9% do público afirma ter consumido mais conteúdo relacionados a jogos, e 42,2% disseram ter investido mais dinheiro em jogos durante o período de isolamento social”.

“À medida que passamos a ficar mais tempo em casa, o hábito de jogar se tornou mais recorrente e ganhou ainda mais espaço em nosso dia a dia. O distanciamento social se reflete no aumento de interesse em torno da experiência de jogar online, já que foi uma das poucas opções viáveis em tempos de confinamento”, analisa Carlos Silva, Head de Gaming na GoGamers.

Sobre o perfil do gamer brasileiro, seguindo a tendência das edições anteriores, a pesquisa mostrou que 51,5% do público que joga jogos eletrônicos é feminino, com 62,2% delas jogando principalmente no smartphone, 38,1% em consoles e 59,6% no computador.

Além disso, embora a classe social dos jogadores do país ainda seja principalmente a média-alta (B2), com 27,6%, o público gamer das classes baixa e média (C1, C2, D e E)  está em ascensão, representando 49,7% dos consumidores de jogos.

Ainda no perfil gamer, esse ano a PGB também mapeou a etnia dos jogadores, com 46% se identificando como brancos, e 50,3% como pardos ou pretos. Já na faixa etária, a maior parte do público é adulta, com 22,5% possuindo entre 20 a 24 anos e 18,6% entre 24 e 29 anos.

Falando especificamente de smartphones, a pesquisa mostra uma tendência de crescimento no consumo de jogos no celular, com 41,6% preferindo jogar no smartphone, enquanto 25,8% prefere os consoles e 18,3% o computador. Outro dado interessante é que 40,8% do público dos smartphones afirma que joga todos os dias, contra 15% nos consoles e 19,6% no PC.

“O smartphone oferece o melhor custo-benefício com diversas funcionalidades e portabilidade, incluindo uma grande quantidade de jogos gratuitos que ganharam grande destaque no ano passado, como Free Fire e Among Us. Fora isso, os gamers casuais possivelmente se identificam mais com as propostas dos jogos mobile, que oferecem partidas rápidas e mais acessíveis do ponto de vista de habilidades motoras, por conta da simplicidade da interface do aparelho”, afirma Silva.

Você pode conferir todos os dados da pesquisa no site oficial.

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