O lançamento da versão 1.0 de Palworld, em 10 de julho, já alcançou cerca de 1,8 milhão de cópias vendidas, segundo estimativas do analista Rhys Elliott, líder de análise do mercado na Alinea Analytics. A maioria dos jogadores, aproximadamente 65%, utiliza a plataforma Steam, o que reforça o domínio do PC na base de fãs do survival game da Pocketpair.
De acordo com Elliott, Palworld já registra algo em torno de 30,5 milhões de cópias premium vendidas desde seu lançamento, com cerca de 86% desse total concentrado no Steam. Em apenas dois anos e meio de existência, o jogo gerou aproximadamente US$ 700 milhões em receita, consolidando-se como uma das maiores novas IPs do mercado de games, de acordo com o analista.
Distribuição de jogadores e comparação com franquias consolidadas

O crescimento expressivo de Palworld ocorre em meio a um confronto judicial entre a Pocketpair e a Nintendo, proprietária da franquia Pokémon, que acusa o jogo de infringir seus direitos autorais. Apesar disso, Palworld ainda fica atrás de Pokémon em vendas totais, considerando a longevidade desta última, que não ultrapassou 30 milhões de cópias em um único título desde 1996, informa o webmaster Joe Merrick.
Sobre a distribuição dos jogadores, 65% dos usuários estão no Steam, 31% utilizam consoles Xbox e o Xbox Game Pass, enquanto apenas 4% jogam no PlayStation 5. Elliott destaca que esse cenário coloca Palworld como quase exclusivo da plataforma PC, especialmente porque o título está disponível gratuitamente via Game Pass Premium, o que impacta negativamente as vendas para Xbox e consoles PlayStation.
Além disso, revisores de língua inglesa têm interpretado a compra de Palworld como uma reação contra as práticas comerciais consideradas anticompetitivas da Nintendo, celebrando uma aparente vitória moral da Pocketpair no processo judicial – que, entretanto, permanece tecnicamente sem resolução final.
Contexto do mercado de consoles e oportunidades para o PC
Segundo Elliott, o desempenho de Palworld é ilustrativo da atual força do mercado de PC, que valoriza flexibilidade, personalização e propriedade do jogo, aspectos menos evidentes nas plataformas de console. A acessibilidade e a natureza aberta do PC fazem a comunidade do Steam se unir em defesa de títulos como Palworld, que simbolizam uma resistência aos modelos tradicionais e restritivos da indústria, especialmente frente ao domínio de empresas como a Nintendo.
O analista ressalta ainda uma crise no setor de consoles, citando que os altos custos do hardware de próxima geração, que pode chegar perto de US$ 1.000 e ter sistemas digitais sem drive, criam barreiras significativas para novos compradores. Por isso, consumidores casuais tendem a direcionar seus investimentos e tempo para dispositivos móveis, PCs ou equipamentos antigos, dificultando o crescimento dos consoles no mercado.

