Linus Tech Tips afirmou que Valve’s Steam Machine se tornou o melhor desktop PC que ele já usou depois de passar semanas utilizando o aparelho como computador principal. O criador de conteúdo destacou que, mais do que para jogos, o grande diferencial do sistema está no conjunto formado pelo hardware e pelo SteamOS, que, segundo ele, entregam uma experiência muito próxima da de um Mac Mini no universo do PC.
A avaliação aparece em um novo vídeo de Linus Sebastian, que admitiu ter mudado bastante a forma como enxerga o Linux após usar o aparelho no dia a dia. Embora tenha reconhecido que a Steam Machine não é o desktop mais rápido do mercado e também tenha criticado o preço elevado, ele disse que a experiência geral o fez até questionar se conseguiria voltar ao Windows.
Sebastian afirmou que o SteamOS oferece uma interface mais polida e menos frustrante do que a do sistema da Microsoft. Entre os pontos elogiados por ele estão os menus de configurações, o gerenciamento de janelas, a instalação de aplicativos e a boa resposta geral do sistema. Para o criador, parte desse resultado vem da forma como a Valve integrou tecnologias como Arch Linux, KDE Plasma e Flatpak em uma experiência unificada.
Em um dos trechos mais enfáticos da análise, Linus disse que a Steam Machine pode ser “talvez o melhor desktop PC que eu já usei” e resumiu a impressão dizendo que a combinação entre hardware pensado com cuidado e SteamOS cria a sensação mais próxima que ele já teve de um “PC Mac Mini”. Ele também afirmou que passou de alguém que queria gostar de Linux para alguém que não sabe como poderia voltar ao Windows.
Apesar dos elogios, o aparelho não escapou de críticas. Linus apontou a ausência de USB4 e de DisplayPort via USB-C, o que limita o uso com docks modernos e acessórios Thunderbolt. Também questionou a presença de uma porta Ethernet gigabit comum em vez de suporte a 2,5 Gb, além de relatar problemas práticos no uso cotidiano, como transferência de arquivos grandes a partir de um iPhone, ausência de pré-visualização de arquivos em compartilhamentos de rede e falhas ao arrastar arquivos para o Google Drive no Chrome.
Ele ainda mencionou limitações do Linux que continuam presentes, como a falta de rolagem automática adequada com o botão do meio do mouse, recurso que, segundo ele, usa diariamente. Ainda assim, reconheceu que o suporte ao desktop Linux melhorou muito na última década, citando avanços no suporte a impressoras, configuração de scanners, compatibilidade de áudio e ferramentas de IA que ajudam na solução de problemas.
No fim, a leitura de Linus é clara: a Steam Machine pode não ser a máquina ideal para quem busca o máximo desempenho, mas a experiência de uso do SteamOS parece ter pesado mais do que qualquer especificação isolada. E esse tipo de elogio, vindo de alguém tão ligado ao ecossistema Windows e ao hardware de PC, diz bastante sobre o quanto a Valve conseguiu refinar sua proposta de desktop.


