A Highwind vai ter um papel decisivo na exploração de Final Fantasy VII Revelation, e a Square Enix já explicou por que a nave não funcionará exatamente como no jogo original. Em entrevista ao Denfaminico Gamer, o diretor Naoki Hamaguchi detalhou que a equipe precisou adaptar a mecânica para lidar com a escala gigantesca da aeronave e com a proposta de mundo aberto do novo capítulo da série.
Segundo Hamaguchi, tentar pousar a Highwind no chão da mesma forma que acontecia na versão clássica acabou se mostrando pouco viável durante o desenvolvimento. A nave seria grande demais em relação ao cenário, e isso criaria problemas práticos, como a limitação de pouso apenas em áreas planas. Para contornar essa questão, o time buscou uma solução que preservasse a sensação de liberdade sem comprometer a leitura visual do mundo.
Foi daí que surgiu a ideia do salto de paraquedas. O diretor afirmou que, como esse tipo de mecânica já é bastante familiar para o público em jogos como battle royales, ela ajudaria a tornar a exploração mais intuitiva e acessível. A decisão, segundo ele, foi tomada logo no início da produção e permaneceu até a versão final do projeto.
Mesmo com essa mudança, os jogadores não ficarão presos ao uso constante do paraquedas. Depois de visitar uma região pela primeira vez, será possível voltar diretamente à Highwind por viagem rápida e escolher entre seguir a pé, usar um chocobo ou saltar novamente da aeronave. O mesmo vale para a travessia entre continentes: locais como Kalm e Cosmo Canyon poderão ser acessados livremente depois de desbloqueados, mas a primeira chegada ainda exigirá o salto inicial.
Hamaguchi também confirmou que a Highwind será liberada já nas primeiras horas da aventura, o que deve permitir uma exploração muito mais aberta do que a vista em Final Fantasy VII Rebirth. Na prática, isso coloca a nave como uma ferramenta central para dar ritmo e liberdade ao jogador desde o começo, sem depender de uma progressão mais fechada.
Final Fantasy VII Revelation está previsto para chegar simultaneamente ao PlayStation 5, Xbox Series, Nintendo Switch 2 e PC entre março e junho do próximo ano. A escolha de transformar a Highwind em eixo da exploração indica que a Square Enix quer ampliar a escala da jornada sem repetir, de forma rígida, a estrutura do jogo original.



