Gabe Newell confirmou que realmente passou meses praticando canto gutural mongol pelos corredores da Valve, transformando uma das histórias mais curiosas sobre a empresa em um relato verdadeiro. O CEO respondeu diretamente a um fã que decidiu perguntar por e-mail se a antiga anedota sobre os exercícios vocais tinha acontecido de fato.
A história foi contada por Minh “Gooseman” Le, coautor de Counter-Strike, durante uma participação no podcast Indie Game Joe. Segundo Le, Newell ficou fascinado pelo canto gutural depois de assistir a um documentário e começou a praticar diariamente enquanto caminhava pelo escritório.
O som teria incomodado parte dos funcionários. Le afirmou que várias pessoas passaram a fechar as portas das salas para reduzir o barulho, fazendo com que o ambiente de trabalho se tornasse progressivamente mais fechado. De acordo com a estimativa do desenvolvedor, o hábito durou cerca de cinco meses antes de ser interrompido.
O fã Bas, identificado como @tbaszt, entrou em contato diretamente com Newell para confirmar o episódio. Em uma resposta enviada a partir do endereço do executivo na Valve, Newell explicou que chegou a conversar com Paul Pena depois de tentar aprender a técnica sozinho. “Sou totalmente autodidata, e isso fica evidente”, escreveu.
Newell também revelou que praticou os estilos sygyt e kargyraa, duas formas de canto gutural associadas à tradição tuvana. Segundo ele, chegou ao ponto de se tornar “realmente irritante” para as pessoas ao redor. Apesar disso, a prática não foi abandonada por completo: o executivo afirmou que volta a cantar ocasionalmente, embora precise de algumas semanas para readaptar a garganta.
Paul Pena foi um músico americano de blues que aprendeu canto gutural tuvano por conta própria e acabou se tornando o tema do documentário indicado ao Oscar Genghis Blues.
A resposta reforça uma característica incomum da relação de Gabe Newell com a comunidade: fãs conseguem, em algumas ocasiões, falar diretamente com ele e receber respostas concretas. No caso do canto gutural, a confirmação dá um desfecho inusitado a uma história que parecia absurda demais para ser verdadeira.


