Um estúdio independente da Nova Zelândia, Eat Pant Games, teve o entusiasmo pelo lançamento de seu jogo Teeto no PS5 abalado pela enxurrada de comentários negativos direcionados à Sony, ligados à recente decisão da empresa de encerrar a produção de jogos em mídia física a partir de janeiro de 2028.
Me: omg! our game just launched and PlayStation posted our launch trailer! 400 comments whaaaaaat! I wonder what people think of our game??Oh… oh no#indiegame #gamedev #ps5
— EPG – Teeto OUT NOW! (@eatpantgames.com) 2026-07-16T07:45:04.007Z
Teeto, um jogo de plataforma em 3D protagonizado por um blob e um coelho que combatem uma corrupção sombria, teve seu trailer publicado no canal oficial da PlayStation no YouTube. A desenvolvedora compartilhou no Bluesky surpresa ao ver que, apesar de receber mais de 400 comentários, quase todos abordavam a polêmica decisão da Sony, e não o título em si. O trailer acumula 950 downvotes contra apenas 259 upvotes, refletindo o descontentamento dos consumidores.
Impacto da decisão da Sony nos trailers recentes
A situação de Teeto não é isolada. Quase todos os trailers publicados recentemente no canal oficial do PlayStation no YouTube, incluindo jogos como Mai: Child of Ages, Where Winds Meet, Moss: The Forgotten Relic, Farming Camp e The Mound: Omen of Cthulhu, enfrentam número significativamente maior de downvotes comparado aos upvotes e uma seção de comentários dominada por pedidos para manter as mídias físicas.

Títulos maiores também sentem o efeito. O trailer de Marvel Tokon: Fighting Souls, jogo do universo Spider-Man, registra 5.100 downvotes e 1.700 upvotes, com mais de 1.100 comentários criticando a decisão da Sony. Conteúdos adicionais como Kortz Center Heist em GTA Online e o lançamento de Denshattack, que possui um score 88 no Metacritic, apresentam padrões semelhantes de rejeição. Comentários pedem pela preservação dos jogos em disco e expressam frustração com o movimento da empresa.
Além do protesto nas redes, uma petição no Change.org contra essa mudança acumula mais de 320 mil assinaturas. Porém, a reversão da decisão parece improvável, considerando que a maior fábrica de mídias físicas da Sony, localizada na Áustria, já está se preparando para a transição completa para o digital.

