O remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time para Nintendo Switch 2 não deve incluir referências explícitas à complexa cronologia da franquia. Durante o desenvolvimento, integrantes da equipe chegaram a sugerir menções a outros jogos, mas o produtor Eiji Aonuma preferiu que o trabalho se concentrasse em criar a melhor versão possível de Ocarina of Time.

Aonuma contou que os desenvolvedores perguntavam sobre a possibilidade de inserir acenos à linha do tempo ou a outros títulos da série. A orientação, porém, foi manter o foco no próprio jogo, em vez de conectá-lo diretamente a outras aventuras de Link. A cronologia continuou no radar da equipe, mas não virou uma diretriz para o remake.
Uma cronologia com diferentes ramificações
O universo de The Legend of Zelda se divide em três linhas principais após os acontecimentos de Ocarina of Time. A cronologia do Herói Derrotado reúne jogos como A Link to the Past e Link’s Awakening. Já a linha da Criança inclui Majora’s Mask e Twilight Princess, enquanto a linha do Adulto segue com The Wind Waker e Phantom Hourglass.
Apesar dessa organização, a Nintendo não costuma fazer das conexões cronológicas o centro da série. A posição de Breath of the Wild e Tears of the Kingdom, por exemplo, permanece pouco definida: os dois jogos acontecem depois das histórias anteriores terem se tornado lendas, mas podem se passar em uma Hyrule separada.
O criador da franquia, Shigeru Miyamoto, também já demonstrou não considerar essencial estabelecer ligações diretas entre todos os títulos. Com isso, as discussões sobre a ordem oficial dos jogos seguem abertas, enquanto cada aventura pode ser apreciada sem depender de um mapa completo da cronologia.
A decisão de Aonuma mantém Ocarina of Time no centro da própria adaptação, sem transformar o remake em uma peça de explicação sobre a saga inteira. Para uma série cuja linha do tempo já alimenta debates constantes, priorizar a experiência do jogo em si evita acrescentar novas conexões que poderiam exigir ainda mais esclarecimentos.

