A EA teria encerrado as atividades da BioWare para concentrar seus investimentos em Star Wars Battlefront 3, de acordo com informações divulgadas recentemente. A decisão estaria ligada à busca por projetos com maior potencial comercial e ao interesse da empresa em fortalecer sua parceria com a Lucasfilm.
O movimento representa uma reviravolta na relação entre a publicadora e o estúdio. Em 2007, a EA adquiriu a BioWare impulsionada, entre outros fatores, pela possibilidade de desenvolver um grande projeto baseado em Star Wars. Quase duas décadas depois, a mesma franquia teria ajudado a determinar o fim do estúdio.
Nos últimos meses, a empresa teria revisado seu portfólio para os próximos anos e comparado dois projetos de ficção científica e ação com orçamentos estimados em centenas de milhões de dólares: Star Wars Battlefront 3 e um novo jogo associado ao universo de Mass Effect.
A preferência teria sido dada a Battlefront 3, que seria desenvolvido com participação da DICE e da Respawn Entertainment. Apesar de o projeto ainda não ter iniciado efetivamente sua produção, executivos da EA considerariam a sequência uma aposta mais previsível do ponto de vista comercial. A franquia Battlefront possui reconhecimento imediato e já conta com dois títulos recentes lançados em 2015 e 2017.
O cenário financeiro da companhia também teria pesado na decisão. Em agosto, a EA concluiu uma aquisição avaliada em US$ 55 bilhões por um grupo liderado pelo fundo de investimentos da Arábia Saudita. Com a operação, a empresa deixou de ser negociada publicamente e passou a carregar aproximadamente US$ 18 bilhões em dívidas.
Diante desse compromisso financeiro, a liderança teria adotado uma política mais seletiva, priorizando franquias consideradas seguras e capazes de gerar retorno em larga escala. Essa estratégia colocaria projetos ambiciosos, mas menos previsíveis, sob pressão.
Se a informação for confirmada, o encerramento da BioWare marcará uma das mudanças mais significativas na história recente da EA. O caso também reforça como grandes franquias licenciadas podem se tornar prioridade até mesmo diante de séries próprias consolidadas, especialmente quando a empresa busca reduzir riscos e concentrar investimentos.

