Konrad Tomaszkiewicz, CEO, diretor e co-fundador da Rebel Wolves, falou com confiança sobre o desenvolvimento de The Blood of the Dawnwalker em entrevista ao The Game Business Show. Após meses de silêncio desde a confirmação do lançamento em 2026, ele revelou que os testes de foco trouxeram resultados positivos e que as versões de console já estão estáveis, inclusive tendo terminado o jogo pessoalmente no PlayStation 5.
Tomaszkiewicz foi Senior Designer em The Witcher e The Witcher 2 e diretor de The Witcher 3: Wild Hunt, e a Rebel Wolves conta com vários ex-desenvolvedores da CD Projekt RED em seu time, o que explica as comparações frequentes entre os dois projetos. Para ele, essas comparações não são um problema: a confiança vem dos testes com jogadores reais em empresas profissionais de focus test, cujos resultados ele descreveu como muito bons.

O que diferencia The Blood of the Dawnwalker de um RPG de fantasia convencional, segundo o diretor, é a incorporação de elementos típicos de jogos independentes dentro de uma produção triple-A, incluindo maior liberdade na abordagem de missões comparada a jogos de RPG de mesa. Tomaszkiewicz admitiu que a escolha foi arriscada, mas aponta o sucesso recente de Clair Obscur: Expedition 33 e Crimson Desert como validação de que o mercado tem apetite por experiências que não são cópias de outros grandes títulos.
O diretor também mencionou que a Rebel Wolves utilizou IA generativa durante o desenvolvimento, mas diferente de outros projetos, o estúdio planeja remover todos os diálogos placeholder gerados por IA antes do lançamento, garantindo que nenhum conteúdo produzido por IA chegue à versão final do jogo.
A surpresa de Tomaszkiewicz com a ausência de grandes problemas ao longo do desenvolvimento, tanto na formação da equipe quanto na adaptação para consoles, transmite uma confiança que parece genuína para um estúdio estreante em um gênero exigente.


