Diretor da Vorax é afastado após fazer declarações defendendo a Ditadura Militar

Neste dia 31 de março, data que marca os 57 anos do início da ditadura militar no Brasil, período onde ocorreram inúmeras violações aos direitos humanos, incluindo censura, prisões arbitrárias, perseguição, tortura e assassinato, Aristóteles “Toti” Azevedo, diretor e fundador da Vorax, foi afastado da equipe após fazer declarações defendendo a Ditadura Militar.

Os comentários de Aristóteles foram feitos em resposta a um tweet de Marina Leite, a outra fundadora da Vorax, onde ela repudia as declarações feitas por Braga Netto, o novo Ministro da Defesa.

Embora a conta de Aristóteles seja visível apenas para seguidores, alguns usuários conseguiram printar o seu comentário, em que ele diz que está “parando para analisar os benefícios possíveis do Exército tomar o poder novamente”.

Rapidamente, a declaração de Aristóteles repercutiu entre jogadores, comentaristas, casters e outras figuras ligadas ao cenário de esports, ganhando ainda mais visibilidade depois que foi comentada pelo jornalista Roque Marques.

Alguns horas após o ocorrido, a Vorax liberou uma nota de esclarecimento no seu perfil oficial, informando que em uma reunião extraordinária, foi decidido pelo afastamento de Aristóteles do cargo de diretor, que deixará de ter qualquer influência na gestão do time.

No fim do comunicado, a Vorax ainda reforça que defende os valores de inclusão, representatividade e democracia.

João Victor Albuquerque

Apaixonado por joguinhos, filmes, animes e séries, mas sempre atrasado com todos eles.

Este website utiliza cookies. Para mais informações, consulte nossa política de privacidade.

Leia nossa política de privacidade