Naoki Hamaguchi, diretor da trilogia Final Fantasy 7 Remake, revelou em entrevista ao ntower que, assim como milhões de fãs ao redor do mundo, ele mesmo tentou descobrir uma forma de reviver Aerith quando jogou o original pela primeira vez na escola.
Atenção: o texto a seguir contém spoilers de Final Fantasy 7 e Final Fantasy 7 Rebirth.
“Quando se trata de Final Fantasy 7, honestamente não consigo resumir em uma única frase. É certamente uma honra, mas o que preciso enfrentar primeiro não é a escala das expectativas, mas o peso da responsabilidade. Eu vim do lado do jogador, e quando estava na escola, procurei a sério com amigos por uma forma de trazer Aerith de volta. Estar agora envolvido com esse título como criador parece surreal e, ao mesmo tempo, sinto uma responsabilidade da qual simplesmente não consigo escapar”, disse Hamaguchi.
A Morte de Aerith e o Peso de Recriar Final Fantasy 7
A morte de Aerith nas mãos de Sephiroth é um dos momentos mais marcantes da história dos videogames, e gerou décadas de teorias, mods e rumores sobre possíveis formas de salvá-la. Hamaguchi é talvez o único fã que encontrou uma solução concreta para o problema: chegar ao topo da Square Enix e assumir o comando do remake do jogo inteiro.
Em Final Fantasy 7 Rebirth, a morte de Aerith acontece novamente no Templo dos Ancestrais, mas com uma camada de ambiguidade inédita: ela reaparece para Cloud ao final do jogo, sem que o jogo confirme se trata de uma projeção do Fluxo de Vida, um sintoma do estado mental cada vez mais instável do protagonista, ou uma versão viva em outra linha do tempo, assim como o também teoricamente morto Zack.
Hamaguchi deixou claro que essa ambiguidade foi construída com cuidado ao longo de todo o jogo, e não apenas no clímax. “Em Final Fantasy 7 Rebirth, o destino de Aerith está no centro da história. Sentimos que simplesmente criar uma cena poderosa não seria suficiente para transmitir plenamente as emoções daquele momento. Por isso, ao longo do jogo, tomamos muito cuidado para retratar os relacionamentos entre os membros do grupo e a evolução de suas emoções. Colocamos isso no núcleo de cada aspecto do design do jogo, não apenas a narrativa, mas também as mecânicas de batalha, o desenvolvimento dos personagens e o sistema de progressão.”
A revelação de Hamaguchi humaniza a pressão por trás de um dos projetos mais aguardados do setor. Saber que o homem responsável por reimaginar Final Fantasy 7 cresceu como fã obcecado com a mesma dor que assombrou gerações de jogadores diz muito sobre o nível de comprometimento emocional por trás da trilogia. O que ele fará com o destino de Aerith na terceira parte, ainda sem título confirmado, é a pergunta que o fandom inteiro está tentando responder.



