Hideki Kamiya, criador de Devil May Cry e Bayonetta, afirmou que prefere ver um jogo cancelado a lançá-lo em uma condição abaixo do esperado. A declaração foi feita durante um painel ao lado de Yoko Taro, criador de Nier, onde discutiram abordagens para desenvolvimento de jogos e o equilíbrio entre criatividade e prazos.
Durante a conversa, Kamiya revelou que não costuma se preocupar com calendários, pois conta com uma equipe competente para lidar com essa parte do processo. “Nunca tiro o pé do acelerador. Priorizo criar exatamente o que quero”, disse. Ele destacou que considerar prazos desde o início impediria um trabalho intenso e a possibilidade de criar algo verdadeiramente inovador.
Abordagem de Hideki Kamiya sobre cronogramas e cancelamentos

Enquanto Kamiya trabalha atualmente em Okami, Yoko Taro comentou que a maioria dos projetos em que esteve envolvido nos últimos três anos acabou cancelada, embora ele tenha permanecido ocupado. A possibilidade ou frustração de lidar com cancelamentos foi tema discutido, com Kamiya afirmando que não considera isso algo negativo. “Prefiro quando um projeto é cancelado a lançar algo subpar”, comentou.
Esse posicionamento reflete a trajetória de Kamiya, cujo último trabalho como diretor foi em Scalebound, projeto da Platinum Games cancelado pela Microsoft. Ele também dirigiu Resident Evil 2, que teve uma reformulação e cancelamento parcial durante o desenvolvimento. A ausência de notícias sobre Project G.G., anunciado em 2020, alimenta especulações sobre seu possível cancelamento, reforçando a visão de Kamiya sobre a importância da qualidade em jogos.
Essa postura demonstra uma prioridade clara de Kamiya pela integridade artística e qualidade do produto final, mesmo que isso signifique enfrentar cancelamentos ou atrasos. Para fãs e mercado, isso sugere que títulos vinculados ao criador devem primar por inovação e excelência, ainda que demandem mais tempo para serem concluídos.


