Em novembro do ano passado tivemos a inesperada notícia de que pela primeira vez em 25 anos, a Sony não participará da E3. Agora, cerca de três meses depois, Shawn Layden, chefão da divisão PlayStation, comentou um pouco mais sobre os motivos da empresa para tomar essa decisão.

Em uma longa entrevista ao site CNET, Layden primeiramente comentou que não faria sentido para a Sony participar da E3 2019, já que eles não teriam muitas coisas para serem mostradas em junho de 2019 e isso criaria um hype falso nos fãs.

“E com a nossa decisão de fazer menos jogos porém maiores durante um longo período de tempo, chegamos a um ponto em que junho de 2019 não seria o momento de termos coisas novas para mostrar. E nos sentimentos que se chamássemos a atenção e as pessoas teriam expectativas de ‘Oh, eles vão mostrar alguma coisa’”.

Em seguida, o executivo afirmou que embora o mundo dos videogames tenha mudado bastante nessas mais de duas décadas, o formato da E3 parece não ter evoluído.

“Quando decidimos tirar os videogames da CES, em 1995, durante a era do PlayStation 1, a E3 servia a dois grupos: varejistas e jornalistas. Enquanto os varejistas iam atrás de novos produtos para as suas lojas, os jornalista das revistas tinha tempo de sobra para disputar matérias para as suas capas. E não havia internet para se comunicar. Então uma feita naquela época do ano para essa indústria nascente era exatamente o que precisávamos.”

“Assim, a E3 se tornou uma feira de negócios sem muita atividade de negócios. O mundo mudou, mas a E3 não necessariamente mudou junto”.

Como sugestão, Layden disse que a E3 poderia ser mais como uma celebração da indústria, onde não exista essa obrigatoriedade de anunciar coisas novas.

“A E3 pode ser mais como um festival de fãs de videogames, onde não nos reunimos para soltar um grande lançamento? Não pode ser apenas uma celebração de jogos com painéis onde levamos os desenvolvedores para mais perto dos fãs?”

Por mais que realmente seja triste não ter a Sony no maior evento de games do ano, parte das indagações de Layden fazem sentido, já que no ritmo atual da indústria é praticamente impossível para as empresas ter um ou mais grandes lançamentos para apresentar todo ano. No entanto, em vez de sempre trazer um anúncios bombástico como The Last of Us Part II ou Final Fantasy VIII Remake, a Sony poderia usar justamente esse espaço para dar mais voz para os jogos indies, que dificilmente terão essa visibilidade.

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