O produtor Tsutomu Taniguchi revelou que a criação de Castlevania: Belmont’s Curse foi motivada por comentários de fãs de Metroidvania que nunca haviam experimentado jogos da franquia Castlevania. A informação foi compartilhada em entrevista ao site Famitsu.
Segundo Taniguchi, muitos fãs do gênero Metroidvania admitem que, apesar de conhecerem o nome Castlevania, não tiveram contato com seus jogos. “Eu era fã de Castlevania muito antes de iniciar este projeto. Desde que entrei na Konami, via pessoas nas redes sociais dizendo que adoram Metroidvanias, mas nunca jogaram Castlevania. Podem ter assistido ao anime, mas não aos jogos”, explicou o produtor.
Portes, coleções e novas experiências para jogadores iniciantes

Diante desse cenário, Taniguchi propôs formas de ampliar o acesso à série. Um dos primeiros passos foi a portabilidade dos títulos antigos em coleções para que novos jogadores pudessem conhecer os clássicos da franquia. Desde 2019, Castlevania recebeu três grandes coleções:
- Castlevania Anniversary Collection (2019)
- Castlevania Advance Collection (2021)
- Castlevania Dominus Collection (2024)
No entanto, mesmo com este amplo catálogo, o jogo mais popular da série, Symphony of the Night, continua ausente dessas coleções desde as versões para PSP em Castlevania: The Dracula X Chronicles e a atualização Castlevania: Requiem de 2018.
Além disso, Taniguchi destacou o interesse em criar experiências que aproximem novos jogadores de Castlevania por vias alternativas, como o DLC de Dead Cells anteriormente mencionado. Paralelamente, ele queria apresentar algo inédito para expandir a franquia, o que o levou a propor o desenvolvimento de Castlevania: Belmont’s Curse.
O projeto reflete a preocupação em renovar o público da série ao preservar a identidade de Castlevania e atrair aqueles que já apreciam o estilo Metroidvania, mas ainda não vivenciaram as aventuras dos Belmonts. Dessa forma, a Konami tenta equilibrar nostálgicos colecionadores com a geração atual de jogadores.
Fonte: Famitsu

