A Capcom revelou que a estratégia de lançar remakes dos principais títulos de Resident Evil permite à empresa manter um ritmo anual de lançamentos na série, além de financiar novos jogos, como Pragmata. A declaração foi feita pelo produtor Masachika Kawata em entrevista recente à revista Game Informer.
Kawata explicou que produzir um jogo totalmente novo da série Resident Evil a cada ano seria uma tarefa muito difícil. Por isso, lançar remakes facilita o cumprimento dessa meta, especialmente porque a franquia, até o momento, não é considerada anual. A única exceção foram os anos de 2024 e 2025, nos quais não houve lançamento principal da franquia.
Remakes sustentam lançamentos e desenvolvimento de novas IPs

Segundo Kawata, revisitar e refazer jogos antigos não só ajuda a manter a periodicidade de lançamentos, mas também proporciona à equipe oportunidade de aprimorar seu desenvolvimento. Ele afirmou que os remakes são tão importantes quanto os títulos originais da série.
Resident Evil Requiem é um exemplo concreto dessa abordagem, unindo a tensão do horror em primeira pessoa dos jogos RE7 e RE8 com o estilo de ação e horror em terceira pessoa dos remakes recentes, demonstrando a eficácia desse modelo.
Além disso, Kawata ressaltou que esse ciclo de remakes gera recursos financeiros essenciais para que a Capcom possa trabalhar em novos capítulos da série Resident Evil, além de investir em propriedades intelectuais totalmente novas, como Pragmata.
Contudo, o produtor reconhece que a existência limitada de títulos clássicos para serem refeitos pode levar a Capcom a precisar desenvolver múltiplos jogos originais da franquia em paralelo para manter o ritmo atual de lançamentos. A empresa ainda pode explorar re-remakes ou revisitar jogos mais recentes, como Resident Evil 5 e 6, antes de seguir esse caminho.

