Yang Qi, cofundador e diretor de arte da Game Science, afirmou que a equipe está evitando o uso de inteligência artificial generativa na criação de designs e assets de Black Myth: Zhong Kui, o próximo grande projeto do estúdio chinês. A declaração foi dada em uma publicação no Weibo, depois de um usuário perguntar o quanto a tecnologia poderia acelerar o desenvolvimento do jogo (via Polygon).
Segundo Yang, as etapas de design e produção de assets vão ficar bem distantes do conteúdo gerado por IA, não por rejeição à tecnologia em si, mas porque a equipe quer dar o melhor de si até o fim do processo. Ele reforçou que o estúdio não descarta usar a ferramenta futuramente, mas não vê motivo para adotá-la agora.

Pouco antes do comentário, o executivo havia elogiado A Odisseia, novo filme de Christopher Nolan, destacando como o diretor segue conquistando resultados expressivos ao apostar em técnicas mais tradicionais, mesmo em um momento em que a produção digital parece ter atingido um limite criativo. Para Yang, isso mostra que não existe pressa alguma para embarcar em uma tendência tecnológica só porque ela está em alta.
Anunciado em agosto de 2025 durante a Gamescom Opening Night Live, Black Myth: Zhong Kui é o segundo título da franquia iniciada com Black Myth: Wukong, sucesso de 2024 que rendeu à Game Science reconhecimento internacional. Desta vez, os jogadores vão controlar Zhong Kui, divindade taoísta associada à caça de espíritos malignos.
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