Brad Pitt diz que IA pode ajudar filmes de orçamento médio a saírem do papel

Brad Pitt afirmou que a inteligência artificial pode ajudar filmes de orçamento médio a saírem do papel, principalmente na criação de efeitos visuais que normalmente exigiriam investimentos elevados. O vencedor do Oscar comentou o tema em entrevista à revista Esquire.

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“Existe bastante rejeição à IA, mas ela vai ser exatamente o recurso capaz de viabilizar esses filmes de orçamento intermediário, na faixa de 40 a 90 milhões de dólares, quando usada como uma ferramenta de trabalho”, disse.

A opinião ganha peso extra pelo fato de Pitt também atuar como produtor. Ele é fundador e ainda mantém participação minoritária na Plan B Entertainment, produtora por trás de longas de orçamento mais enxuto como Moonlight, de Barry Jenkins, e 12 Anos de Escravidão, de Steve McQueen.

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Brad Pitt diz que IA pode ajudar filmes de orçamento médio a saírem do papel

Apesar do otimismo em relação aos efeitos visuais, o ator adota uma postura mais cautelosa quando o assunto é usar IA para reproduzir atuações humanas. Questionado se a tecnologia poderia recriar um de seus próprios papéis, ele ponderou que tudo depende de quem está por trás da criação, de quem conduz a história e decide o que quer extrair dali, algo como “quero ver essa emoção em cena”, filtrando o que a IA gera e ajustando o resultado aos poucos. Segundo ele, até seria possível chegar a algo parecido, mas o resultado final dificilmente teria as escolhas e descobertas que somente surgem durante o processo real de atuação.

Pitt contou ainda ter ouvido uma faixa composta por IA que considerou surpreendentemente boa, mas notou um padrão repetitivo na composição. Para ele, isso está longe de reproduzir a experiência de ouvir uma voz humana de verdade.

O ator também comentou outra prática que divide opiniões em Hollywood: o escaneamento corporal completo de atores, usado em cenas de ação e em processos de rejuvenescimento digital. Segundo Pitt, o mercado vem pedindo que os artistas se submetam a esses escaneamentos, algo ao qual afirma estar exposto há duas décadas. Ele sempre exigiu, em contrato, o direito de destruir esse material depois do uso, mas hoje reconhece que talvez devesse tê-lo preservado.

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João Victor Albuquerque
João Victor Albuquerque
Apaixonado por joguinhos, filmes, animes e séries, mas sempre atrasado com todos eles. Escrevo principalmente sobre animes e tenho a tendência de tentar encaixar Hunter x Hunter ou One Piece em qualquer conversa.