O grupo liderado pelo Public Investment Fund (PIF) da Arábia Saudita finalizou hoje a compra da Electronic Arts (EA) por US$ 55 bilhões, tornando a empresa privada sob sua gestão. Essa transação levanta dúvidas sobre os rumos criativos do estúdio, especialmente críticas vindas de profissionais da indústria.
Shams Jorjani, CEO da Arrowhead Game Studios responsável por Helldivers 2, manifestou preocupação em entrevista à GamesRadar+ sobre o impacto da aquisição no futuro do catálogo da EA. Jorjani alerta que a consolidação pode reduzir a diversidade criativa da editora, que hoje mistura grandes franquias como Battlefield, The Sims e Mass Effect, com jogos mais originais e menores como Split Fiction e Unravel.
Temor por menos inovação e mais sequelas

Jorjani ressaltou que o setor de games precisa de diversidade tanto de negócios quanto criativa para se manter saudável. Para ele, o novo controle da EA pode priorizar apenas apostas seguras em mega-franquias, limitando o desenvolvimento de títulos inéditos e experiências diferenciadas. O executivo defende que, se o estúdio se transformar em uma máquina de sequências e blockbusters, isso será um desperdício de um dos melhores catálogos da indústria.
Além do receio quanto ao impacto criativo, a compra despertou reações tensas no mercado. Desenvolvedores renomados antecipam demissões e fechamentos de estúdios, enquanto senadores americanos expressam preocupações sobre possíveis riscos de influência estrangeira e segurança nacional. Organizações como Human Rights Watch criticam o PIF por supostamente investir em entretenimento para melhorar a imagem do país, que enfrenta graves denúncias de violações de direitos humanos. Isso gera dúvidas sobre o comprometimento da EA com a inclusão social em seus jogos.
Fonte: Gamesradar+

