Acornia: Mirror Worlds – Preview

A vida adulta cobra seu preço, principalmente na hora de jogar videogame, afinal de contas, nem todo jogo é tão fácil quanto parece e alguns quase precisam de um treinamento completo para serem jogados da maneira correta. Esse não é o caso de Acornia: Mirror Worlds, desenvolvido pela Splashteam e publicado pela The Arcade Crew.

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Neste simpático joguinho cozy, conhecemos Acornia, um local pacífico e amigável que decaiu quase completamente por influência do Duramen, uma dimensão-espelho cheia de espíritos furiosos. Alva, a esquilo protagonista, tem como missão impedir o avanço da corrupção causada por Duramen sobre Acornia, e garantir que seu lar seja reconstruído.

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Só que Alva tem um problema: seu lar, localizado no topo das árvores, já foi tocado pelo Duramen, de forma que alguns moradores desesperados abandonaram tudo e deixaram apenas uma cidade fantasma para trás. Para reverter essa situação, Alva precisará contar com a ajuda dos poucos que sobraram e juntar todos os recursos necessários para manter o lugar de pé.

O jogo inteiro baseia-se em mecânicas que, apesar de não serem inéditas, funcionam muito bem juntas. A primeira delas aborda a interação entre Alva e a dimensão-espelho Duramen. A dimensão “principal”, ou seja, o local onde fica Acornia, não apresenta perigo algum. Contudo, com a ajuda de um espelho mágico Alva consegue ter acesso ao Duramen e enfrentar todos os perigos escondidos em suas entranhas. Não parece ser algo muito lógico a se fazer, afinal de contas, quem em sã consciência se colocaria a explorar uma dimensão paralela não amigável? Mas a verdade é que a aventura é muito mais tentadora do que parece, já que é nesta dimensão onde Alva consegue recursos importantes para reconstruir seu lar.

Derrotar monstros e quebrar objetos faz com que Alva possa coletar madeira, pedras, barro e outros tantos materiais importantes para a sua jornada. Porém, é aqui que as coisas ficam realmente interessantes, já que os materiais não servem apenas para construção, mas também como munição para o combate!

Alva, por ser um esquilo, tem a útil habilidade de conseguir guardar quantidades consideráveis de objetos em suas bochechas. Essa habilidade, combinada com uma capacidade sobrenatural de cuspir coisas em alta velocidade, transforma os pedaços de madeira, pedra e barro em armas de combate eficazes e de alta periculosidade. É quase como um pequeno jogo de investimento: invista 5 pedaços de madeira para derrotar um tronco possuído e receba 11 em troca. É estranho, mas vale a pena.

Toda mecânica de combate pode ser resumida em uma espécie de amálgama de Kirby com um twin-stick shooter. Outra habilidade de Alva é manter objetos inteiros em suas bochechas pelo tempo que achar necessário. Isso permite que ela coloque um barril inteiro dentro da sua boca, só para largá-lo com toda força em cima de um inimigo desavisado, causando uma quantidade considerável de dano no processo.

Depois de retornar para casa, Alva descobre que toda a estrutura de Acornia foi deixada para trás e que cabe a ela colocar tudo para funcionar novamente. É aí que os recursos que ela coleta no Duramen se tornam essenciais, pois a reconstrução não é barata e nem tão simples quanto parece.

O principal papel de Alva é tocar a confeitaria da família, uma pequena loja onde é possível transformar a matéria-prima coletada no mapa (como frutas e recursos animais) em produtos que despertem o interesse dos habitantes restantes e os façam gastar seu precioso dinheiro na compra desses produtos. Como essas pessoas ainda possuem dinheiro ou como a economia da vila se sustenta, ninguém sabe. O fato é que melhorar a confeitaria é o coração do jogo e a porta de entrada para a melhoria de todos os aspectos de Acornia.

Conforme Alva junta mais dinheiro, passa a ser capaz de investir em outras instalações que liberam ainda mais itens e módulos. É por meio dessa mecânica de aprimoramento que as linhas de produção vão se desenhando e o jogo vai mostrando sua complexidade, mesmo abordando uma temática mais cozy. No começo, a primeira produção da confeitaria resume-se a geleias e chás, produtos simples que vendem bem, mas que não são suficientes para manter o público interessado. A única forma de seguir adiante é comprar novos equipamentos que permitem produzir outros produtos, que somados a tantos outros podem produzir muito mais! Ou seja, tudo isso para dizer que o jogador pode produzir geleia e farinha, só para decidir se vai vender os dois separadamente ou se vai juntar os ingredientes para produzir bolos, etc.

Outro destaque fica por conta da possibilidade de personalização, que como é de praxe, é constante em jogos do tipo. A confeitaria onde Alva produz e toca todo o seu negócio é completamente personalizável, permitindo que o jogador deixe a cozinha e a área de vendas do jeito que preferir. Contudo, todo o resto de Acornia é estático e não permite personalização, algo um tanto diferente de jogos como Stardew Valley, por exemplo.

Além do dinheiro, novos personagens e quests vão sendo liberados aos poucos, o que dá uma sensação constante de progressão ao longo do tempo. Tudo depende da escolha do jogador, que precisa decidir onde alocar os recursos, quais estruturas reconstruir e quais NPCs priorizar.

Ainda há muito a se descobrir em Acornia, já que a data de lançamento do jogo está prevista apenas para 2027. Contudo, já dá para cravar que será um daqueles jogos divertidos e desafiadores, fruto da incrível imaginação que só um desenvolvedor indie pode ter.

João Víctor Sartor
João Víctor Sartorhttp://criticalhits.com.br
João Víctor Sartor é colaborador e sex-symbol do Critical Hits. Admirador das boas histórias, almeja de verdade escrever um livro algum dia. Divide seu tempo entre à leitura, jogatina, trabalho, engenharia e quando sobra tempo, vive.