Hoje, 20 de abril de 2026, completam-se exatamente 15 anos desde que a Sony desligou compulsoriamente os servidores da PlayStation Network após descobrir que havia sofrido uma intrusão externa massiva. O que se seguiu foi o maior apagão da história da PSN e uma das maiores violações de dados da história da internet até aquele momento.
O ataque ocorreu entre os dias 17 e 19 de abril de 2011, forçando a Sony a encerrar todos os serviços da PSN e do Qriocity em 20 de abril. Os usuários de PlayStation 3 e PlayStation Portable acordaram com uma mensagem informando que a rede estava em manutenção. A empresa chegou a dizer que levaria “um dia ou dois” para normalizar tudo. Levou 24 dias.
O tamanho do estrago

Os números do incidente ainda impressionam. Dados pessoais de aproximadamente 77 milhões de contas foram comprometidos, incluindo nomes de usuário, endereços físicos, emails, datas de nascimento, senhas e potencialmente informações de cartão de crédito. Na época, a Sony admitiu que boa parte dessas informações não estava criptografada no momento da invasão, o que gerou uma onda de críticas de governos e especialistas em segurança de vários países.
O custo para a Sony foi estimado em 171 milhões de dólares, sem contar o impacto na reputação da empresa. O incidente superou o hack da TJX em 2007, que havia afetado 45 milhões de clientes, tornando-se a maior violação de dados da indústria de jogos até então.
A demora de quase uma semana para avisar os usuários sobre o roubo de dados foi um dos pontos mais criticados. Governos do Reino Unido, Estados Unidos e outros países abriram investigações sobre a conduta da Sony, questionando por que a empresa levou tanto tempo para notificar publicamente seus clientes sobre uma brecha de tal magnitude.
A autoria do ataque jamais foi oficialmente confirmada. A Sony chegou a sugerir o envolvimento do grupo Anonymous, que negou a participação, e nenhuma informação roubada foi postada publicamente. Até hoje, quinze anos depois, o responsável pelo maior hack da história dos videogames permanece desconhecido.


