Para marcar os dez anos desde que expandiu sua presença de 60 para mais de 190 países em um único dia, a Netflix lançou nesta terça-feira (12) um relatório chamado O Efeito Netflix, disponível no site thenetflixeffect. O documento detalha o impacto econômico, cultural e social que a plataforma afirma ter gerado ao longo da última década, com números que impressionam pelo tamanho, embora não tenham sido verificados por entidades independentes.
Segundo a empresa, foram investidos mais de US$ 135 bilhões em produções próprias e licenciadas, valor que teria contribuído com mais de US$ 325 bilhões ao PIB global. Só em empregos diretos, a Netflix contabiliza mais de 425 mil postos de trabalho criados em suas produções, além de outros 700 mil em funções temporárias, como figuração. As filmagens já passaram por mais de 4.500 cidades em mais de 50 países, envolvendo mais de 2.000 produtoras parceiras.

Entre os títulos com dados destacados, Stranger Things lidera: as cinco temporadas da série geraram mais de 8 mil empregos e contribuíram com US$ 1,4 bilhão para o PIB americano, contratando mais de 200 dublês apenas na temporada final. No Reino Unido, Bridgerton adicionou £275 milhões à economia britânica ao longo de três temporadas, e a pequena cidade sueca de Strängnäs se transformou em polo de produção permanente para as versões europeias de Love Is Blind, gerando dezenas de semanas de trabalho por ano.
O relatório também levanta o poder cultural das produções. Guerreiras do K-Pop, animação que se tornou o filme mais assistido da história da plataforma com mais de 500 milhões de visualizações, provocou um aumento de 22% no número de americanos estudando coreano no Duolingo e elevou em 25% as reservas de voos para a Coreia do Sul. Já a série Suits, exibida originalmente entre 2011 e 2019, acumulou mais de 450 milhões de visualizações no Netflix desde 2023, tornando-se um dos maiores exemplos do chamado “Netflix Bump” em títulos licenciados. A plataforma também lembra que conteúdos não-anglófonos já representam mais de um terço de todo o consumo, ante menos de 10% há uma década.

No Brasil, a vice-presidente de Conteúdo da Netflix Brasil, Elisabetta Zenatti, destacou o impacto local de produções como Senna, que elevou o padrão de efeitos visuais na indústria, e de Ilhados com a Sogra, que impulsionou o turismo em regiões de filmagem. Séries como Sintonia e a co-produção O Agente Secreto também aparecem como exemplos do alcance da cultura brasileira a partir da plataforma.
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