O BAFTA atualizou seu regulamento para a edição de 2027 e confirmou que atores criados inteiramente por inteligência artificial nunca poderão concorrer a um prêmio da academia britânica de cinema. A mudança torna Tilly Norwood, atriz de IA prestes a estrear em um longa-metragem, automaticamente inelegível para qualquer categoria da premiação.
Questionada se Norwood poderia um dia disputar um prêmio, a executiva de premiação do BAFTA, Emma Baehr, foi direta ao The Hollywood Reporter. “Não. Não é um humano”, respondeu, reforçando que a premiação segue sendo sobre reconhecer conquistas humanas.

O novo regulamento passa a reservar ao BAFTA o direito de pedir mais detalhes sobre o uso de ferramentas de inteligência artificial generativa em qualquer produção inscrita, incluindo o quanto de criação humana está por trás do resultado final. Segundo Baehr, a tecnologia avança num ritmo tão acelerado que a academia sentiu necessidade de deixar essa possibilidade de investigação por escrito.
A regra não afeta atores humanos que recorrem à IA apenas como ferramenta de apoio. Adrien Brody, por exemplo, usou o recurso para aperfeiçoar o sotaque húngaro em O Brutalista e seguiu elegível para os prêmios daquele ano, incluindo o próprio BAFTA.

O BAFTA também aproveitou a atualização do regulamento para ampliar de 15 para 20 títulos a lista de concorrentes na categoria dedicada ao melhor filme britânico, mantendo dez indicações finais, cinco escolhidas pelo voto geral dos membros e cinco por um júri específico.
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