25 anos de meia lua pra frente e soco

Street Fighter completa 25 anos hoje, uma data que, caso a franquia fosse uma pessoa, seria considerada bastante importante, afinal, é um quarto de século de vida. Sendo um jogo de videogame, acredito que seja mais importante ainda, afinal, o jogo é um idoso no meio de tantos casos de ascensão e queda na indústria.

Eu me lembro como se fosse hoje, meu pai me levando na locadora e me deixando lá para jogar Street Fighter num dos videogames que dava para alugar. Eu sempre jogava com o Ryu ou com o Ken, e sempre penava para passar do Balrog/Vega, conhecido por mim como o cara da garra na época.

Todos nós temos a lembrança de ter jogado Street Fighter alguma vez na vida. De ter tentado fazer aquela meia lua pra frente (que na verdade é um quarto de lua…) e soco para tentar soltar a magia que na verdade acabava virando shoryuken, aquele gancho no ar que ninguém sabe direito como executar. De ter tentado ensinar a namorada a jogar e ela ter destruído o controle dois do videogame tentando fazer alguma coisa que tivesse sentido com o personagem dela. Todo mundo já fez uma bolha de jogar Street Fighter.

Eu tive várias dessas, bolhas que, mesmo assim, não me faziam parar de jogar. Bolhas em baixo de bolhas que doíam mais ainda. Bolhas no dedo médio (conhecido por essas bandas como dedo mal educado) de segurar o controle do PlayStation de uma maneira errada.

E por que tudo isso? Qual é essa essência que o jogo tem que faz ele resistir esse teste dos anos por tanto tempo? É simples, é encher o inimigo de porrada até que ele não consiga levantar mais, e isso é sensacional. A competitividade existe em nós desde sempre e, nos videogames, o gênero de luta foi um dos primeiros a estimulá-la da forma mais básica que nós aprendemos desde pequenos: quem é o mais forte. É isso que torna o jogo tão legal e tão facilmente reconhecível por todos.

É claro que o jogo sofreu mudanças com o passar dos anos, teve seus altos e baixos (como as “atualizações” lançadas como um jogo novo meses após o lançamento da versão original), teve suas troca-trocas com outras franquias – quem nunca gastou a mesada inteira jogando X-Men vs Street Fighter no fliperama da praia que atire a primeira pedra – mas ainda hoje toda a essência e a magia que eu encontrei na minha primeira partida de Street Fighter 2 eu encontro ao desafiar alguém pela internet em Street Fighter x Tekken estão ali. E é isso que o torna um jogo especial e que certamente vai muito além desses primeiros 25 anos. Feliz aniversário, Street Fighter, e que a porrada comece logo.

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