O episódio 4 da terceira temporada de Jujutsu Kaisen trouxe uma das cenas mais esperadas pelos leitores do mangá, com o massacre conduzido por Maki contra o clã Zenin. Com 28 minutos de duração, o episódio aproveitou o tempo estendido para intensificar a ação, mas também gerou críticas por mudanças no ritmo e na representação de momentos-chave da história original.
Apesar do tempo adicional, a adaptação condensou cerca de cinco capítulos do mangá em um único episódio, o que prejudicou o impacto emocional de cenas importantes. A conversa entre Maki e Naoya, por exemplo, perdeu força no anime devido à aceleração dos acontecimentos, reduzindo o peso dramático presente na versão impressa. O confronto de Maki com Ogi, seu pai, também foi retratado de forma mais direta, com pouco tempo para construir a tensão crescente vista no mangá.
Mudanças visuais e escolhas estilísticas

O trabalho da animação, feito pelo estúdio MAPPA, apresentou alterações visuais marcantes em comparação ao mangá. Um exemplo foi a referência direta ao filme Kill Bill durante o massacre da unidade Kukuru, com o uso de filtro preto e branco e trilha sonora que remete ao jazz e ao cinema de artes marciais. A escolha dividiu opiniões, sendo elogiada por seu estilo mas criticada por amenizar a gravidade do massacre, principalmente após o sacrifício de Mai.
O uso do tema musical com elementos de country punk durante algumas lutas também causou estranheza entre os leitores do mangá. Muitos esperavam uma atmosfera mais sombria, compatível com o tom trágico da vingança de Maki, mas a trilha sonora trouxe uma leveza incoerente com o momento.
Alterações pontuais e adições do anime

O episódio trouxe algumas adições exclusivas, como o uso da Katana da Alma Partida por Maki em estilo de motosserra à distância. Também foi incluída uma cena com visão em raio-X, inspirada em jogos como Mortal Kombat, mostrando a destruição do crânio de Naoya. Já técnicas como Falling Blossom Emotion foram mostradas apenas com legendas na tela, retirando o impacto da apresentação verbal que existia no mangá.
Outro ponto cortado foi a cena em que Maki cruza com um dos membros do clã segurando a cabeça de Jinichi. A ausência do clima ameaçador presente no mangá tornou esse momento menos marcante. Mesmo a cena na praia com Mai, apesar de bem animada, foi apressada demais para refletir a profundidade emocional necessária.
Comparação entre mídias

A recepção do episódio 4 foi dividida. Para quem acompanha apenas o anime, a exibição foi visualmente impactante e entregou bem a ação. Já para os leitores do mangá, a rapidez com que momentos importantes foram resolvidos comprometeu a carga emocional construída ao longo dos anos. Isso demonstra que adaptar um mangá vai além de replicar quadros, exigindo também a tradução do sentimento e da tensão para o novo formato.
No fim, Jujutsu Kaisen temporada 3 episódio 4 entrega visualmente, mas toma decisões que mudam significativamente o impacto do massacre de Maki no anime.
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Jujutsu Kaisen (traduzido para Batalha de Feiticeiros no Brasil) é um mangá japonês escrito e ilustrado por Gege Akutami, e publicado na revista Weekly Shōnen Jump desde 5 de março de 2018.
Jujutsu Kaisen conta a história de Yuji Itadori, um jovem gênio do atletismo que acaba juntando-se a um clube de ocultismo e então descobrindo ser o receptáculo perfeito para Ryomen Sukuna, a maldição mais poderosa de todos os tempos.
Jujutsu Kaisen tem um anime desenvolvido pelo Studio Mappa (o mesmo de Attack on Titan) com duas temporadas disponíveis no Crunchyroll.

