Jujutsu Kaisen consagra Sukuna como o maior vilão moderno dos shonen?

Jujutsu Kaisen colocou Ryomen Sukuna no centro da narrativa como antagonista absoluto, e muitos fãs passaram a questionar se ele já é o maior vilão moderno dos shonen. A discussão ganhou força especialmente após os eventos de Shibuya e os confrontos finais do mangá.

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Ao contrário de outros antagonistas do gênero, Sukuna não é movido por ideologia, trauma ou desejo de reformar o mundo. Ele não busca justiça distorcida, revolução ou redenção. Sukuna age por prazer. Desde a Era Heian, quando aterrorizava feiticeiros e derrotou clãs como Fujiwara e Abe, ele demonstra que destruição é sua natureza, não uma consequência de sofrimento passado.

Sukuna rompe com o padrão do vilão trágico

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Grande parte dos shonen atuais aposta em antagonistas com histórias tristes e motivações complexas. Demon Slayer, por exemplo, constrói vilões como Akaza a partir de tragédias pessoais que despertam empatia no público. Em Jujutsu Kaisen, Kenjaku representa o estrategista calculista, enquanto Mahito age conforme sua própria essência amaldiçoada.

Sukuna rompe com esse modelo. Ele não precisa de justificativa emocional. Sua maldade não é explicada nem suavizada. Mesmo quando possuía o corpo de Yuji Itadori ou depois ao assumir Megumi Fushiguro, suas decisões sempre partiram de arrogância e crueldade consciente.

Essa ausência de redenção fortalece sua presença. Não há negociação possível com Sukuna. Ele elimina quem o irrita e manipula quem o diverte. Técnicas como Desmantelar e Cortar ampliam a sensação constante de ameaça, já que ele possui poder suficiente para sustentar sua postura superior.

Jujutsu Kaisen consagra Sukuna como o maior vilão moderno dos shonen?

Em momentos como o massacre em Shibuya após consumir quinze dedos, o mangá mostrou o que acontece quando Sukuna age sem restrições. A tensão não vem de um plano político ou filosófico, mas da imprevisibilidade absoluta.

Jujutsu Kaisen construiu Sukuna como perigo puro, sem filtros morais ou justificativas emocionais. Se isso o torna o maior vilão moderno dos shonen ainda depende da comparação com outros nomes do gênero, mas é difícil negar que sua presença redefine o que significa ser antagonista em histórias atuais.

Confira também:

Jujutsu Kaisen (traduzido para Batalha de Feiticeiros no Brasil) é um mangá japonês escrito e ilustrado por Gege Akutami, e publicado na revista Weekly Shōnen Jump desde 5 de março de 2018.

Jujutsu Kaisen conta a história de Yuji Itadori, um jovem gênio do atletismo que acaba juntando-se a um clube de ocultismo e então descobrindo ser o receptáculo perfeito para Ryomen Sukuna, a maldição mais poderosa de todos os tempos.

Jujutsu Kaisen tem um anime desenvolvido pelo Studio Mappa (o mesmo de Attack on Titan) com duas temporadas disponíveis no Crunchyroll.

Valteci Junior
Valteci Junior
Me chamo Valteci Junior, sou Editor-chefe do Critical Hits, formado em Jogos Digitais e escrevo sobre jogos e animes desde 2020. Desde pequeno sou apaixonado por jogos, tendo uma grande paixão por Hack and slash, Souls-Like e mais recentemente comecei a amar jogos de turno e JRPG de forma geral. Acompanho anime desde criancinha e é um sonho realizado trabalhar com duas das maiores paixões da minha vida.