Jin Itadori sabia da verdade sobre Kenjaku em Jujutsu Kaisen?

A figura de Jin Itadori em Jujutsu Kaisen permanece envolta em mistério, mas uma cena em especial levantou questionamentos perturbadores sobre o quanto ele realmente sabia. A presença de Kenjaku, o vilão que assumiu o corpo de Kaori — esposa de Jin e mãe de Yuji —, torna toda a situação ainda mais inquietante. E a pergunta que paira entre os fãs é direta: Jin sabia que Kenjaku estava no corpo de Kaori?

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A cena que levanta suspeitas

Em uma lembrança ambientada anos antes dos eventos principais da história, Jin é mostrado em um quarto de hospital segurando o recém-nascido Yuji, enquanto Kaori está ao lado. O que chama atenção é o aviso direto de Wasuke Itadori, pai de Jin. Ele deixa claro que há algo errado com aquela mulher. Sua fala é carregada de preocupação, mas Jin reage com total frieza. Ele não parece surpreso, não questiona, e apenas diz que ninguém deve falar mal de Kaori na frente do bebê.

Esse comportamento é o que alimenta teorias de que Jin poderia estar ciente de algo, ou ao menos suspeitar que Kaori não era mais a mesma. O mais estranho? Ele ignora os sinais evidentes, como os pontos de sutura na testa de Kaori — uma marca clássica de Kenjaku. Ainda assim, sua reação não é de espanto, mas de aceitação silenciosa.

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Luto, negação ou algo mais sombrio?

Para muitos fãs, a frieza de Jin pode ser interpretada como negação profunda causada pelo luto. Se Kaori realmente morreu e Jin perdeu o grande amor da sua vida, é plausível que, ao vê-la de volta — mesmo com uma presença diferente e sinais físicos evidentes — ele tenha preferido se agarrar à ilusão.

Nesse cenário, Jin não seria cúmplice, mas vítima do próprio sofrimento. Sua recusa em ouvir os avisos do pai pode ter sido movida pelo medo de perder Kaori de novo. Ao ignorar os sinais, Jin tentava manter intacto o único fragmento de vida que restava de sua família. A ideia de questionar aquela “Kaori” poderia significar confrontar a verdade de que ela nunca mais voltaria.

Jin foi apenas uma peça no plano de Kenjaku

Se a teoria estiver correta, Jin Itadori foi apenas mais um peão no plano de Kenjaku para criar o receptáculo perfeito para Sukuna. O vilão utilizou o corpo de Kaori para gerar Yuji, mas o pai da criança, ao que tudo indica, não sabia da verdadeira identidade por trás da mulher com quem convivia.

Jin não tem envolvimento com feitiçaria, nunca demonstrou domínio sobre energia amaldiçoada e sequer esteve presente nos conflitos principais da trama. Isso reforça a ideia de que ele era um civil comum, manipulado emocionalmente, sem consciência do que realmente estava em jogo.

A importância simbólica de Jin em Jujutsu Kaisen

A figura de Jin, embora com pouca participação, redefine o tom trágico da origem de Yuji. Ele representa o lado humano e frágil de uma história dominada por maldições, manipulação e dor. Seu silêncio diante do inexplicável talvez não seja um sinal de cumplicidade, mas um retrato cruel de alguém afundado no luto, disposto a acreditar em qualquer coisa para não sofrer mais uma perda.

Confira também:

Jujutsu Kaisen (traduzido para Batalha de Feiticeiros no Brasil) é um mangá japonês escrito e ilustrado por Gege Akutami, e publicado na revista Weekly Shōnen Jump desde 5 de março de 2018.

Jujutsu Kaisen conta a história de Yuji Itadori, um jovem gênio do atletismo que acaba juntando-se a um clube de ocultismo e então descobrindo ser o receptáculo perfeito para Ryomen Sukuna, a maldição mais poderosa de todos os tempos.

Jujutsu Kaisen tem um anime desenvolvido pelo Studio Mappa (o mesmo de Attack on Titan) com duas temporadas disponíveis no Crunchyroll.

Valteci Junior
Valteci Junior
Me chamo Valteci Junior, sou Editor-chefe do Critical Hits, formado em Jogos Digitais e escrevo sobre jogos e animes desde 2020. Desde pequeno sou apaixonado por jogos, tendo uma grande paixão por Hack and slash, Souls-Like e mais recentemente comecei a amar jogos de turno e JRPG de forma geral. Acompanho anime desde criancinha e é um sonho realizado trabalhar com duas das maiores paixões da minha vida.