A volta de Masashi Kishimoto a Naruto acendeu uma antiga discussão entre os fãs, e muita gente passou a afirmar nas redes sociais que Boruto deixou de fazer parte do cânone da franquia. A teoria, porém, se apoia em falas antigas do autor tiradas de contexto, e não existe nenhuma declaração oficial de que a sequência tenha sido descartada.
A discussão começou depois do anúncio de Naruto: Shadow Rising, novo mangá desenhado pelo próprio Kishimoto, revelado durante a New York Comic Con. A arte de divulgação mostra Sarada ainda bebê, o que indica que a história se passa entre o fim de Naruto e o começo de Boruto.

Poucos dias depois, publicações com milhões de visualizações no X passaram a dizer que Kishimoto havia classificado Boruto como um universo alternativo. Como prova, elas citam uma entrevista de 2024, na qual o autor teria afirmado que a sequência não é uma obra dele.
Na entrevista, publicada em agosto de 2024, Kishimoto explicou que, enquanto em Naruto ele cuidava da história e das ilustrações principais, em Boruto essas duas funções estão totalmente nas mãos de Mikio Ikemoto. “É realmente o mangá do Ikemoto”, disse na ocasião. A fala trata de quem conduz a produção, e em nenhum momento o autor afirma que a série está fora da cronologia oficial.

Kishimoto também nunca se afastou totalmente de Boruto. Ele aparece como supervisor do mangá desde a estreia, em 2016, e chegou a assumir o roteiro em 2020, quando Ukyo Kodachi deixou a série. A segunda parte da história, Boruto: Two Blue Vortex, segue em publicação desde agosto de 2023.
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